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terça-feira, 27 de setembro de 2011

5 canções com letras políticas

Além de ser fonte de entretenimento e diversão, a música é um eficiente instrumento de comunicação. Tamanho é seu simbolismo e força que todas as nações do mundo possuem uma canção que representa o país em diversos encontros cívicos e internacionais. Até times de futebol possuem hinos, que são entoados por suas torcidas nos principais momentos da equipe no jogo. Por todos esses predicados, muitas bandas e intérpretes utilizam da música para conduzir verdadeiros gritos de protestos, incitar atitudes ou demonstrar revolta. Pode também explicar alguma coisa complexa ou instigarem reação sobre algo que não anda bem. LISTA DO CINCO cai no mundo da música e lembra algumas famosas canções com teor político.
05. U2 – “Sunday Bloody Sunday”
Um dos principais hits da banda irlandesa U2, a letra fala sobre um dos incidentes mais marcantes na história da Irlanda do Norte: o famoso “Domingo Sangrento” (“Bloody Sunday”, em inglês). O episódio aconteceu no dia 30 de janeiro de 1972, quando civis faziam uma manifestação pacífica a favor dos direitos civis nas ruas de Derry, uma cidade norte-irlandesa. Os manifestantes foram alvejados por pára-quedistas do exército britânico, que causou a morte de 14 civis e feriou outros 26. Das vítimas fatais, todas estavam desarmadas, 6 eram menores de idade e 5 foram atacadas pelas costas. A música foi lançada pelo U2 em 1983 e obteve a posição 268ª no ranking da revista “Rolling Stone” na lista das “500 melhores canções de todos os tempos”. Junto com “New year’s Day”, ambas as canções são consideradas as letras mais politizadas da banda irlandesa.


04. Titãs – “Disneylândia”
Em 1993, quando a banda Titãs gravou o disco “Titanomaquia”, o muro de Berlim havia caído há apenas 4 anos e a União Soviética ruira  recentemente. Era a vitória do capitalismo e a consolidação de um fenômeno econômico-social: a globalização. O disco dos Titãs foi produzido nos EUA pelo mesmo responsável por gravações do Nirvana, o que também não deixava de espelhar esse acontecimento que moldou o século XXI. “Disneylândia” é uma verdadeira aula sobre o assunto, onde se pode notar o efeito da globalização no planeta. Sem dúvida, a letra estava um pouco a frente do seu tempo. Só para constar: por 57 vezes, a letra da musica fala nome de povos, países, cidades ou bairros.

03.We are the World
Em 1985, 45 artistas estadunidenses formaram um grupo chamado “USA for Africa”, que tinham como objetivo arrecadar fundos para combater a fome no continente africano. Assim, foi lançada a canção “We are the World” (“Nós somos o mundo”, em inglês), composta por Michael Jackson e Lionel Ritchie, e foi comerciada naquele tempo ainda em LP’s. A gravação vendeu mais de 7 milhões de cópias só entre os estadunidenses – ainda é um recorde de vendas - e angariou cerca de 55 milhões de dólares. A maioria desse dinheiro foi enviado principalmente para a Etiópia. Muitos críticos alegam que a arrecadação foi entregue a governos dos países atingidos pela fome, a maioria militares, que simplesmente sumiram com o dinheiro. Além de Jackson e Ritchie, participaram também Stevie Wonder, Paul Simon, Tina Turner, Billy Joel, Al Jarreau, Cindy Lauper, Bob Dylan, Ray Charles, dentre muitos outros.

02. Zombie
Compatriota do U2, os irlandeses do “The Cranberries“ ficaram famosos mundialmente graças a uma música que fala sobre guerra. “Zombie” foi lançada em 1994 e composta pela vocalista do grupo, Dolores O’Riordan. Com batidas lentas, riffs de guitarra pesados e um forte e melódico vocal feminino, a letra da música é um verdadeiro lamento sobre os conflitos entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte. O single com a música ganhou vários prêmios ao redor do planeta. Dentre eles, levou um Disco de Platina Quádruplo na Austrália (em 1994, com 280 mil cópias vendidas), foi Disco de Ouro na Áustria (em 1995, com 15 mil cópias vendidas) e faturou um Disco de Platina na Alemanha (em 1995, quando vendeu 300 mil cópias).

01.          Pra não dizer que não falei das flores
Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu um dos períodos mais sombrios de sua história: a Ditadura Militar. Em 1967, foi decretado o Ato Institucional n°5 (AI-5), que apertava o controle sobre o povo e instituía a censura. Durante esse período, os compositores tinham que escrever verdadeiras obras de arte, cheias de metáforas, para que os sensores permitissem a gravação da música. Um dos verdadeiros hinos dessa época é “Pra não dizer que não falei das Flores”, composta e interpretada por Geraldo Vandré. Ela ficou em 2° lugar no Festival Internacional da Canção de 1968 (perdeu para “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque). Porém, o regime percebeu que a música incitava um levante popular e proibiu sua execução. “Pra não dizer que não falei das Flores” tem a rítmica de um hino, com frases fáceis e geralmente terminadas em “ão”. Foi regravadas inúmeras vezes, e suas versões mais recentes foram feitas por Zé Ramalho e Charlie Brown Jr.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

5 músicas de aberturas de programas da TV brasileira

Como dizia o velho guerreiro Chacrinha, “na televisão, nada se cria, tudo se copia”. Poderíamos até prolongar o pensamento do célebre apresentador acrescentando que pode-se copiar de todas as manifestações artísticas e culturais. A música é uma importante aliada na fixação de uma marca na mente do telespectador. O famoso “plim plim” da Rede Globo é um bom exemplo de como nossa mente relaciona um som a um produto. LISTA DOS CINCO mergulha em programas brasileiros de TV que se encontram no ar há tempos e apresenta a origem de famosas e inesquecíveis músicas de abertura.

05. A Praça é Nossa
O tema de abertura do já antigo programa humorístico – inicialmente, foi criado por Manuel de Nóbrega em 1956 e reformulado em 1987, com o nome de “A Praça é Nossa” – é de autoria de Carlos Imperial. O criador do tema foi um artista polivalente - ator, cineasta, apresentador de TV, compositor e produtor musical – e a música “A Praça” foi sucesso na voz do cantor Ronnie Von na década de 60.  Imperial faleceu aos 56 anos em 1992, e música da abertura, hoje, apresenta versão mais contemporânea, com sintetizadores modernos.


04. Vídeo Show
O “programa instutucional” da Rede Globo – fala apenas sobre seu elenco e os shows apresentados pela emissora – tem o mesmo tema de abertura desde os anos 80, quando surgiu. Na verdade, a música tema é “Don't Stop 'Til You Get Enough”, um sucesso do Rei do Pop – o falecido Michael Jackson – e foi lançada em 1979. Porém, a versão orquestrada que é tocada na abertura é uma performance do instrumentista canadense Maynard Ferguson. O músico é considerado por muito um dos maiores inovadores do estilo “Big Band”, pois usava solos mais ousados e extensão instrumental extrema. Foi famoso por alcançar notas altas com seu  trompete. O músico faleceu em 2006, em Verdun, Canadá, aos 78 anos.



03. Silvio Santos
O famoso tema do “Lá Lá Lá Lá...” do Silvio Santos não foi composto pelo Homem do Baú. Na verdade, a música é uma versão de “Those were the days”, lançada em 1968 pela cantora britânica Mary Hopkin. A composição tem os créditos de Gene Raskin para a versão em inglês; o título e a melodia real são de uma canção russa chamada "Dorogoi dlinnoyu". A letra da música foi gravada em vários idiomas: em espanhol, se tornou "Que tiempo tan feliz"; em francês foi intitulada "Le temps des fleurs"; para o italiano ganhou o título "Quelli erano giorni" e em alemão virou "Am jenem Tag". Mary Hopkin – sua ilustre interprete – nasceu no País de Gales em 1950 e seu último álbum foi gravado em 1995 (apesar de ter lançado um disco ao vivo em 2005, com gravações antigas de 1972).


02. Globo Repórter
Muitas estórias giram em torno da trilha de abertura do programa “Globo Repórter”. A maioria dessas “lendas” diz que a música é de autoria da renomada banda Pink Floyd e trata-se de uma versão não lançada em nenhum disco. Para aqueles que acreditam nisso, lamentamos jogar um verdadeiro balde de água fria, pois na verdade, a música “"Freedom Of Expression” – o nome real da peça – é de creditado ao grupo  J.B. Pickers”. A banda musical não tem nenhuma grande expressão no meio e o nome foi apenas usado na gravação do filme “Corrida contra o Destino” (Vanishing Point, EUA, 1971). É considerado um filme cult, pois foi uma das primeiras produções a considerar um carro (no caso, um Dodge) como elemento principal. Não há mais nenhuma música creditada em nome de J.B. Pickers.





01. Jornal Nacional
O famoso tema de abertura (e encerramento) do Jornal Nacional, tradicional telejornal diário da Rede Globo de Televisão, é uma trilha antiga. A composição é do ator e compositor estadunidense Frank de Vol e o nome real da canção é “The Fuzz”, inicialmente tema de um filme (“The Happening”, EUA, 1967). A música foi usada pela primeira vez em um telejornal em Phoenix, Arizona, EUA, na emissora KOOL-TV (hoje KSAZ-TV). De Vol criou inúmeras trilhas para filmes, como em “Doze Indomáveis Patifes” (The Dirty Dozen, 1967), “Onde fica o Farwest?” (The Frisco Kid, 1979) e “As Bonecas da Califórnia” (... All the Marbles, 1981). Ele faleceu em 1999, aos 88 anos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

5 roqueiros que morreram aos 27 anos

Qual a misteriosa combinação entre o Rock’n’Roll e os 27 anos? Músicos que revolucionaram gerações e escreveram seus nomes na história do Rock tiveram a infeliz coincidência de morrerem estranhamente aos 27 anos. LISTA DOS CINCO relembra agora algumas verdadeiras lendas das guitarras distorcidas que morreram exatamente com a mesma idade.

05. Brian Jones

Nome completo: Lewis Brian Hopkin Jones
Nasceu em: Gloucestershire (Reino Unido), em 28 de fevereiro de 1942
Morreu em: Essex, 3 de julho de 1969

Apesar de muitos nunca terem ouvido falar desse jovem músico inglês, ele foi co-fundador da jurássica banda Rolling Stones. Jones foi um dos responsáveis do inovador estilo musical do grupo de rock britânico. Era um músico versátil – tocava vários instrumentos graças a sua formação musical clássica, que incluía também a leitura de complexas partituras de piano – e nos Stones destacou-se tocando guitarra. Levou um estilo de vida espalhafatoso – consumia freneticamente drogas, além de queimar sua grana com festas e garotas. Seu vício rendeu o desligamento da banda, em 1969. Apenas 3 meses depois, foi encontrado morto na piscina de uma de suas casas e o suicídio foi declarado como causa da sua morte. Porém, várias teorias conspiratórias dizem que ele foi assassinado. Uma suposição diz que o músico foi morto por Frank Thorogood, um dos empreiteiros que trabalhavam em reformas na sai casa. O suspeito supostamente teria confessado o assassinado no seu leito de morte, em 1993. A história nunca foi confirmada.


 04. Jim Morrison

Nome completo: James Douglas Morrison
Nasceu em: Melbourne (Flórida, EUA), 8 de dezembro de 1943
Morreu em: Paris (França), 3 de Julho de 1971

Filho de um casal pertencente a Marinha do EUA, Morrison é considerado dono de uma das maiores vozes do rock mundial. Quando jovem, formou-se em cinema na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ainda naquela cidade, encontrou-se com Ray Manzarek e fundou o The Doors, em 1965. Apesar de ser poeta e um devorador incondicional de livros, Jim levava uma vida extremamente boêmia e vivia envolvido com drogas e altas doses de álcool. E embora a banda ter sido um fenômeno em sua época, seu vocalista nunca deixou suas extravagâncias. Em 1971, decidiu dar um tempo no The Doors e mudou-se pra Paris com sua namorada, a fim de escrever. Porém, em 03 de julho daquele ano, foi encontrado morto na banheira do seu quarto. O relatório oficial diz que a causa de sua morte foi um fulminante ataque cardíaco. Porém, muitas teorias conspiratórias dizem que o músico foi morto pelo governo dos EUA. Está sepultado na capital francesa, no Cemitério de Père-Lachaise.


03. Janis Joplin

Nome completo: Janis Lyn Joplin
Nasceu em: Port Arthur (EUA), 19 de janeiro de 1943
Morreu em: Los Angeles (EUA), 4 de outubro de 1970

A famosa vocalista nasceu no interior do Texas, onde começou a cantar músicas folk e blues, e mudou-se para São Francisco ainda jovem, aos 20 anos. Na cidade, aumentou seu consumo de drogas – usava principalmente heroína – além de consumir frequentemente altas doses de bebidas alcoólicas (era admiradora de uma bebida chamada Southern Comfort). Fez parte de 3 bandas - Big Brother & The Holding Company, Kozmic Blues Band (que a acompanhou no Festival de Woodstock) e Full Tilt Boogie Band. Janis esteve no Brasil em 1970 e, como sempre, esteve cercada de vários escândalos: fez topless em Copacabanda, bebeu em demasia, cantou em um bordel, além de quase ser presa por nadar nua na piscina do hotel. Nesse período, supõe-se que ela tenha tipo um affair com o roqueiro brasileiro Serguei. Morreu em 1970 num hotel de Los Angeles, oficialmente depois de uma fatal overdose de heroína misturada com álcool. Foi cremada em Westwood, Califórnia, e suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico.


02. Jimi Hendrix

Nome completo: James Marshall Hendrix
Nasceu em: Seattle (EUA), 27 de novembro de 1942
Morreu em: Londres (Reino Unido), 18 de Setembro de 1970

Considerado por muitos o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix começou de fato a fazer sucesso na Europa e só depois estourou nos EUA. Era canhoto – apesar de tocar fantasticamente numa guitarra para destros – e foi o percussor dos riffs altos, solos freneticamente longos e distorcidos. Sua apresentação no Festival de Woodstock é até hoje relembrada por fãs ou até mesmo pelos que não gostavam de seu som. Hendrix morreu em circunstâncias misteriosas em Londres. Ele tinha passado a noite inteira em uma festa na capital inglesa em companhia de Monika Dannemann, sua namorada na época. Porém, foi encontrado morto num dos dois apartamentos no porão e as causas oficiais do óbito apontavam asfixia por seu próprio vômito, composto principalmente por vinho tinto. Sua namorada alegou que ele foi colocado na ambulância com vida, fato esse negado pelas autoridades, que afirmaram inclusive que o corpo foi encontrado sozinho e usando roupas. Algumas teorias declararam que o guitarrista, na verdade, se matou; outras apontam que ele foi assassinado. Monika supostamente cometeu suicídio anos depois, em 1996. Seu último amante – o alemão Uli Jon Roth, ex-Scorpions - afirma que ela foi assassinada.


01. Kurt Cobain

Nome completo: Kurt Donald Cobain
Nasceu em: Aberdeen (EUA), 20 de fevereiro de 1967
Morreu em: Seattle (EUA), 05 de abril de 1994

Apesar de habilidade musical discutível e composições relativamente simples, o ex-vocalista do Nirvana é considerado por muitos um dos maiores músicos dos últimos 30 anos. Junto com outras bandas da cidade de Seattle, no oeste dos EUA, foi um de um forte movimento pós-punk conhecido como grunge. Filho de pais que se divorciaram quando tinha apenas 8 anos, ele ficou com o pai e nunca se conformou com a nova família. Seus antepassados já eram envolvidos com música; teve uma tia que tocou guitarra numa banda no Condado de Grays Harbor e um tio-avô irlandês que foi tenor. Kurt ganhou sua primeira guitarra aos 14 anos e já gostava de rock. Já no Nirvana, seu primeiro disco foi intitulado Bleach, lançado em 1989. Porém, Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl fizeram realmente sucesso com o disco Nevermind, lançado em 1991. Casou-se com a também roqueira Courtney Love em 1992, no Havaí. Apesar do sucesso mundial, o vocalista do Nirvana era viciado em Heroína, sofria de depressão, além de ter adquirido aversão a fama e a imagem pública. Em 04 de março de 1994, teve uma overdose provocada pelo consumo de Champanhe com o indutor de sono Rohypnol. Ficou 5 dias na capital italiana e voltou para Seattle. Porém, em 08 de abril daquele ano, seu corpo foi encontrado por um eletricista em sua casa em Lake Washinton. Ele segurava uma arma e uma pequena quantidade de sangue saia de sua orelha. Além disso, foram encontradas em seu sangue altas doses de heroína e vestígios da droga Valium. Segundo a investigação dos legistas, seu corpo ficou no local por 3 dias. Muitas teorias da conspiração surgiram em torno da morte de Kurt – a mais famosa dizia que ele foi morto a mando de sua mulher. Até hoje, nada foi provado.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

5 músicas inesquecíveis nas telonas

Música e cinema andam juntas desde os primórdios das telonas. Os primeiro filmes eram, na verdade, imagens gravadas sem nenhuma captação sonora unidas por uma música de fundo que acompanhava as imagens. Com o desenvolvimento da indústria cinematográfica, a trilha sonora deixou de ser um mero ornamento e passou a fazer parte das grandes produções. Alguns diretores – entre muitos deles, Steven Spielberg – levam muito a sério a música de suas produção. Só pra citar um exemplo, o próprio Spielberg possui em seu currículo grandes trilhas sonoras compostas especialmente para seus filmes – dentre eles, as trilhas de “ET: O Extraterreste”, “Indiana Jones” e “Jurassic Park”. Porém, alguns diretores apostam em bandas e cantores convencionais, e tentam aliar as canções aos enredos dos longas. LISTA DOS CINCO entra no mundo do cinema e da música e lembra algumas trilhas inesquecíveis.

05. Cidade dos Anjos – “Iris”
Goo Goo Dolls
City of Angels (EUA/Alemanha, 1998, 114 minutos) é um longa-metragem do gênero romance e foi sucesso absoluto de bilheteria. A história acontece em Los Angeles, quando um anjo incumbido em proteger a Terra (vivido por Nicolas Cage) se apaixona por uma terrena (Meg Ryan). Essa paixão faz a criatura celestial a questionar sua imortalidade para ficar com a humana. A história de amor foi embalada pela música “Iris”, gravada pela banda estadunidense Goo Goo Dolls. Inicialmente, a canção seria utilizada apenas na trilha sonora do filme; porém, com o sucesso estrondoso do longa, a  banda decidiu incluir a faixa no álbum “Dizzy Up the Girl”, o sexto do conjunto musical. A balada é uma homenagem a cantora country/folclórica estadunidense Iris DeMent. Além disso, “Iris” é o nome de uma deusa egípcia, o que remete a uma criatura celestial assim como o protagonista da película. Algum mortal que tenha nascido antes dos anos 90 consegue ouvir essa música sem se lembrar do filme (mesmo que não o tenha assistido)?



04. Titanic – “My Heart Will go On”
Céline Dion
O longa do renomado diretor James Cameron foi um dos maiores sucessos da história do cinema. Titanic (EUA, 1997, 194 min.) arrecadou até 2010 a impressionante receita de quase U$ 2 milhões. O filme conta a história de Jack Dawson e Rose DeWitt Bukater – vividos por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, respectivamente – e o romance fictício entre os personagens ocorre durante a travessia do transatlântico Titanic, que saiu da Inglaterra rumo  aos EUA. Porém, a colisão com um Iceberg afundou um das maiores obras da engenharia, em 1912. A trilha sonora do filme conta com a marcante canção “My Heart Will Go On”, interpretada pela cantora canadense Celine Dion. No Oscar 1998, a produção ganhou nada menos que 11 estatuetas, incluindo a de melhor trilha sonora.  A faixa de Dion ainda levou um prêmio Grammy, em 1999, na categoria “melhor música criada para o cinema”. A música foi criada pelo compositor James Horner e a letra composta por Will Jennings. Inicialmente, a trilha foi feita apenas como instrumental por Horner. Porém, o diretor Cameron pediu que fosse inserida a letra, que foi escrita por Jennings. “My Heart Will Go On” é o single feminino mais vendido da história, além de considerada a 12ª melhor música de todos os tempos. Em contrapartida, foi eleita pela revista “Rolling Stone” como a 4ª mais irritante música de todos os tempos. No ranking do jornal “The Sun”, aparece como a 11ª canção mais chata da história.




03. Ghost – “Unchained Melody”
The Righteous Brothers
Sucesso das telonas nos anos 90, Ghost: Do outro lado da vida (Ghost, EUA, 1990, 128 min.) é um drama/romance que conta a história de Sam Wheat (Patrick Swayze) e Molly Jensen (Demi Moore). Na trama, ele morre numa suposta tentativa de assalto. Porém, seu espírito vaga pela Terra sem ser notado, e ele descobre que, na verdade, sua morte foi encomendada. Com a ajuda da vigarista Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg), ele tenta entrar em contato com Molly para impedir que a machuquem. O filme é embalado pela música “Unchained Melody”, canção que tocou incansavelmente após a exibição do longa. É considerada uma das músicas mais regravadas do mundo – foram feitas cerca de 500 versões em diversos idiomas. A melodia foi composta por Alex North e a letra foi escrita por Hy Zaret, nos anos 50. Originalmente lançada por Al Hibbler em 1955, foi gravada no mesmo ano por Roy Hamilton. Até Elvis Presley interpretou a música em um show gravado pela CBS, em 1977. Inicialmente, a gravação não foi ao ar e foi exibida somente no ano seguinte. Muitos consideram a versão de Elvis como uma das melhores interpretações de sua carreira. A versão do filme é interpretada por Bill Medley e Bobby Hatfield, conhecidos musicalmente como “The Righteous Brothers”. Hatfield morreu em 2003, aos 63 anos,vítima de um ataque cardíaco. Para o filme, uma versão orquestrada foi criada pelo compositor Frances Maurice Jarre. A trilha sonora concorreu ao Oscar de 1991; porém, quem levou o prêmio foi o longa “Dança com Lobos”.



02. Karatê kid – “Glory Of Love”
Peter Cetera
Pergunta para os que eram crianças nos anos 80: quem não se lembra das aventuras do velho Senhor Miyagi (Pat Morita) e do jovem Daniel Sam (Ralph Macchio)? Karatê Kid: A Hora da Verdade (EUA, 1984, 127 min.) é tranquilamente um dos maiores sucessos do final do século XX. O filme contava a história de um velho mestre karateca japonês que ensina artes marciais a uma criança recém chegada na cidade. A franquia teve outras 3 partes – a penúltima já não tem mais Macchio e a última não conta com ninguém da versão original. A música “Glory of Love” – o hino da franquia, apresentada no segundo filme, em 1986 - foi interpretado pelo cantor estadunidense de origem polonesa Peter Cetera. Antes do sucesso com essa faixa, Cetera foi baixista e vocalista da banda Chicago. Recebeu a indicação de melhor canção.






01.Tropa de Elite – “Tropa de Elite”
Tihuana
Como se esquecer do maior sucesso do cinema brasileiro de todos os tempos? Tropa de Elite (Brasil, 2007, 118 min.) mostra a ação do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) em morros do Rio de Janeiro. A produção de José Padilha imortalizou o inesquecível Capitão Nascimento, personagem interpretado pelo excelente Wagner Moura. Tamanho o sucesso do filme resultou na gravação de uma seqüência  - Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro -  em 2010, que também foi sucesso de bilheteria. Na continuação, o Capitão Nascimento agora foi promovido a Coronel. A música-tema tem o mesmo nome do longa, e foi lançada pela banda Tihuana em 2000. No lançamento, fez considerável sucesso. Porém, a verdadeira explosão da música aconteceu de fato 7 anos mais tarde, com o lançamento de “Tropa de Elite”. A canção está na primeira fita demo da banda paulistana, e a “tropa” que diz a letra não foi escrita relacionada a nenhum tipo de polícia – o pelotão era, na verdade, os integrantes do conjunto de rock.

terça-feira, 17 de maio de 2011

5 países que fazem parte do cenário musical mundial

Em qualquer lugar que se vá no mundo, a língua mais usada nas letras de música é quase unanimidade: se um músico pretende fazer sucesso, é quase regra que as canções sejam cantadas em inglês. Muitas bandas que cantam na língua da Rainha Elizabeth segunda tem outro idioma como nativo. Outros compositores preferem usar a língua oficial do país em que nasceu e mesmo assim tem sucesso em todo o mundo. LISTA DOS CINCO relembra agora algumas bandas e grupos que não são dos EUA, mas fazem sucesso no mundo inteiro.
05. Suécia
O país escandinavo faz parte do cenário musical desde os anos 70, com o sucesso do grupo ABBA – considerado o maior conjunto musical sueco de todos os tempos - que balançou o mundo ainda na era disco. Nos anos 80 e início dos anos 90, quem estourou nas paradas mundiais foi a dupla Roxette, famosos por suas baladas românticas e rock dançante. Ainda nos anos 90, foi a vez do quarteto Ace Of Base, na época que a Europa, Ásia e América do Sul curtiam a chamada era da Dance Music. Todas essas bandas suecas cantam em inglês.


04. Finlândia
A frio país escandinavo exporta atualmente bandas de metal melódico e medieval. O quarteto de Violoncelos Apocalyptica, que toca rock pesado misturado a instrumentos eruditos de cordas. As bandas Sonata Arctica e Nightwish são alguns exemplos da música finlandesa atual, que costuma combinar riffs de guitarras com instrumentos sinfônicos. Outra banda que estourou nos anos 2000 foi o rock alternativo do The Rasmus, . As bandas finlandesas citadas neste post cantam em inglês.

03. Itália
O “país da bota” sempre exportou músicos. Compositores como Vivaldi (século XVII), Verdi (século XIX), Rossini (século XIX) e Puccini e são referencias na música erudita. Nos anos 60, grandes nomes como Gli Anni Moderni, Peppino di Capri, Sergio Endrigo, Domenico Modugno e Rita Pavone espalharam o idioma italiano pelo mundo (cantavam em sua língua nativa). Outro grande nome da música italiana, agora lírica, foi o grande Luciano Pavarotti, morto em 2007. Nos anos 90, outros nomes como Eros Ramazzotti, Andrea Bocelli e Laura Pausini, ainda cantando em italiano, fizeram muito sucesso em todo mundo com suas músicas românticas. Ainda na última década do século XX, os italianos são considerados, junto com os alemães, os precursores de estilos eletrônicos populares, como a Eurodance, House Music e Dance Music. Nomes como Double You e Alexia estouraram em meados dessa década. Atualmente, podemos destacar novos nomes da música eletrônica italiana, como o DJ Benny Benassi, além da banda de rock Lacuna Coil (todos esses últimos citados cantam em inglês).

02. Alemanha
Os germânicos são referencia musical desde o século XVIII, e grandes músicos como Beethoven, Bach, Brahms e Wagner. Nos anos 70, surgiu o grupo Kraftwerk, considerado o primeiro grupo de música eletrônica do mundo. Nos anos 80 e 90, os Scorpions soaram nos cinco continentes com canções como “Wind of chance”, “White Dove” e “Still loving you” (cantando sempre em inglês). Em meados da década de 90, junto com os italianos, vários grupos de música eletrônica fizeram sucesso no mundo, entre eles Masterboy, Fun Factory, Culture Beat. Nos anos 2000, os alemães se tornaram referencia no Metal Industrial mundial, estilo que combina guitarras pesadas com teclados e sintetizadores de som. Nesse estilo, as principais bandas cantam na língua nativa e seus principais nomes são Megaherz, In Extremo, Oomph! e Rammstein.


01. Inglaterra
A terra dos Beatles sempre esteve em evidência no cenário musical. Ainda nos anos 60, os garotos de Liverpool tinha uma certa rivalidade com os Roling Stones, também britânicos. O país exportou artistas dos mais diversos gêneros musicais, desde a música romântica (Robbie Williams), passando pelo Trip Hop (Morcheeba, Mattafix, entre outros), a música eletrônica (Chemical Brothers, The Prodigy, Pet Shop Boys, Depeche Mode, Fat Boy Slim), além de inúmeras bandas de rock (Queen, Iron Maiden, Oasis, Radiohead, Snow Patrol, Muse, entre outras).

terça-feira, 10 de maio de 2011

5 músicos não estadunidenses que cantam em sua língua nativa

Em qualquer parte do mundo, nas mais longínquas épocas, a música está presente na vida humana. Na antiguidade, tambores, galhos de arvores, utensílios de ossos era os instrumentos usados durantes as performances musicais. Atualmente, potentes pedaleiras aliadas a modernas guitarras e contrabaixos, além de robustas baterias e teclados dotados de alta tecnologia enchem nossos ouvidos com os mais diversos estilos musicais. O inglês é uma das línguas mais usadas, pois agrega maior aceitação no mercado fonográfico universal. Mas não é a única língua a ser usada. LISTA DOS CINCO viaja pelo planeta e mostra alguns músicos de outras nações que não falam inglês e utilizam suas línguas nativas.
05. O-Zone
A Boy Band lançada no início dos anos 2000 reside na Romênia, mas são de um pequeno país próximo chamado Moldávia. Era formada por Dan Bălan, Radu Sârbu e Arsenie Toderaş e se destacaram em estilos dançantes como a música eletrônica e Eurodance. Seu principal sucesso foi a música “Dragostea din tei” (Amor de Tília, em moldávio/romeno), que no Brasil foi regravada pelo cantor latino como “Festa no Apê”. Na Europa, fizeram muito sucesso no verão de 2004, não apenas com essa música, mas com outra canção chamada “Despre Tine”. As músicas são cantadas na língua moldávia, uma variação do romeno moderno.


04. Molotov
A banda mexicana de rapcore foi formada em 1995 e toca até hoje. É formada por Tito Fuentes (vocal e guitarra), Mickey "Huidos" Huidobro (vocal e baixo), Paco Ayala (vocal e baixo) e Randy "El Gringo Loco" Ebright (vocal e bateria). Algumas de suas músicas têm cunho político, como “Gimme tha Power” e “Frojolero” e falam sobre a imigração mexicana para os Estados Unidos. Muitos críticos comparam o grupo mexicano com a banda Rage Against the Machine, pois suas canções misturam Metal com vocais de Rap. Suas letras são em espanhol e algumas carregam algumas frases em inglês.

03. Orishas
O trio originário de Cuba se conheceu em Paris e lançou seu primeiro disco em 1999. Composto por Yotuel, Roldan e Ruzzo, o grupo cubando mistura vocais de rap com ritmos latinos. As letras são carregadas de protestos e falam sobre a vida dos cubanos que vivem no exterior, além dos problemas nas periferias das cidades da terra de Fidel. O grupo faz muito sucesso na Europa e em países da América Latina. O nome da banda é uma alusão a divindades africanas, muito popular em Cuba, religião seguida por seus integrantes. Suas músicas são cantadas em espanhol, e às vezes, há trechos em francês.

02. Mano Chao
O músico Jose-Manuel Thomas Arthur Chao cresceu bilíngüe, pois nasceu na França e por influência do seu pai, um escritor galego, também aprender a falar espanhol. Em seus discos, há um verdadeiro caldeirão de idiomas: além de cantar em francês e espanhol, há canções em inglês, português brasileiro e em galego. Mano Chao já se apresentou em várias cidades brasileiras e tem uma forte ligação com América Latina. Antes da carreira solo, tocou em várias bandas e a mais famosa foi o conjunto francês “Mano Negra”, de cunho anarquista.

 

01. Rammstein
O poderoso sexteto está na estrada desde 1994 e é considerada a banda da Alemanha mais conhecida no exterior atualmente. São expoente no cenário do Metal Industrial mundial e é formada por Till Lindemann (vocais), Richard Z. Kruspe (Guitarra), Paul Landers (Guitarra), Oliver "Ollie" Riedel (Baixo), Christoph "Doom" Schneider (Bateria) e Christian "Flake" Lorenz (Teclados). Já gravaram vários singles e tem 6 álbuns na carreira, além de se apresentarem em todo o mundo. São considerados um dos embaixadores da língua alemã, pois a grande maioria de suas canções são cantadas nesse idioma. Possuem algumas versões de suas canções em inglês e gravaram apenas uma canção em espanhol e outra em russo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

5 significados de nomes de bandas famosas

O nome é a palavra que identifica alguma coisa como único, singular, exclusivo; é algo que é mentalizado apenas ao ler ou ouvir um mero vocábulo. Já na antiguidade, os homens pré-históricos já utilizavam onomatopéias ou sons curtos para identificar alguma coisa. Não só pessoas, mas animais, embarcações, lugares são batizados. Logicamente, com as bandas de música, a situação é a mesma. Porém, o batismo de um grupo de músicos pode ter um significado oculto, carregado de histórias, não de apenas uma palavra ou frase aleatória. LISTA DOS CINCO cita alguns nomes de origem curiosa em meio a milhares de bandas no mundo.
05. Pearl Jam
"Geléia da vovó Pérola"
A famosa banda de Seattle foi formada em 1990 e é liderada pelo lendário Eddie Vedder. É uma das bandas mais influentes da última década do século XX. Participou do movimento grunge junto com bandas da mesma cidade, como Nirvana, Alice in Chains e Soundgarden. Vendeu cerca de 30 milhões de discos nos EUA e 60 milhões no mundo todo e é a banda recordista de álbuns ao vivo. O nome da banda foi sugerido por Vedder, que decidiu elogiar uma geléia (Jam, em inglês) feita por sua avó, que se chamava Pearl (pérola, em inglês). Segundo o vocalista do Pearl Jam, tal iguaria tinha propriedades alucinógenas.

04. Engenheiros do Hawaii
A eterna rixa Engenheiros x Arquitetos
A banda de rock gaúcha fez muito sucesso nos anos 80 e 90 e era liderada por Humberto Gessinger. Foi formada em 1985 e suas letras eram carregadas de ironias e críticas, além de musicalidade regionalista. Desde 2008, a banda deu um tempo nas gravações. Da formação original, os Engenheiros (como são chamados pelos fãs) contavam apenas como o vocalista. A banda surgiu quando Humberto Gessiger (vocal e guitarra), junto com Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria) formaram uma banda para tocar num protesto na Faculdade de Arquitetura da UFRGS, onde estudavam. O nome “Engenheiros do Hawaii” veio de uma sátira aos estudantes de engenharia que perambulavam pela faculdade vestindo bermudas, como surfistas havaianos. Mesma naquela época (1985), havia grande rixa entre estudantes de Arquitetura e Engenharia Civil. Em sua época áurea, a banda era formada por Gessinger, Augusto Licks e Carlos Maltz.


03. AC/DC
Corrente Contíniua ou Alternada?
Uma das bandas australianas mais famosas do mundo, está na estrada desde 1973. Foi formada em Sidney pelos irmãos Angus e Malcolm Young, nascidos em Glasgow, na Escócia, mas residentes na Austrália desde 1963. É considerada uma das primeiras bandas de heavy metal do mundo, junto com Led Zeppelin, Black Sabbath , Judas Priest e Deep Purple. Seu primeiro vocalista e co-compositor, Bon Scott, morreu em 1980 após consumir grande quantidade de álcool. Assim, o vocal foi assumido por Brian Johnson, que permanece nessa função até hoje. O nome da banda surgiu depois que os irmãos Young viram as iniciais “AC/DC” na parte inferior de uma máquina de costura da irmã mais velha deles. Muitos acham erroneamente que a sigla significa “Antes de Cristo/Depois de Cristo”. O significado correto é “Alterning Current/Direct Current” (“Corrente Contínua/Corrente Alternada”, em português), e simboliza a energia e o amor da banda pela música. O logo da banda consiste nas duas siglas separadas por um raio elétrico, remetendo a origem do mesmo.


02. Nenhum de nós
Nenhum do Nós atualmente
A banda liderada por Thedy Corrêa estourou nas paradas brasileiras nos anos 80 graças a música “Astronauta de Mármore”, versão em português de “Starman”, de David Bowie. Foi formada em 1986 e mantém-se ativa até hoje. Também pertence à vertente gaúcha do rock nacional dos anos 80 e 90, junto com os Engenheiros do Hawaii. Apresentaram-se pela primeira vez como “Nenhum de Nós” em um pequeno bar e tocaram para 80 pessoas, entre amigos próximos e parentes. O nome foi escolhido para ilustrar algo em comum entre os integrantes: Nenhum de Nós enxerga direito (todos usavam óculos); Nenhum de Nós rodou na escola (iam bem nas aulas); Nenhum de Nós serviu o serviço militar.




01. Guns n’ Roses
Armas + Rosas
Uma das principais bandas dos anos 90, é liderada (acredite, não acabou ainda) pelo patriótico Axl Rose – ele apresentava-se com freqüência usando roupas com motivos da bandeira dos EUA. Seu período de maior sucesso foi entre 1987 (quando estourou a canção Sweet child o’mine) e 1993 (quando lançaram a coletânea “The Spaghetti Incident?”). Após vários retornos e mudança de integrantes, a banda lançou seu último disco em 2008 intitulado “Chinese Democracy”. O nome da banda veio da fusão de dois grupos de rock - Hollywood Rose e L.A. Roses – pois logo que foram dispersos, formaram o Guns N’Roses (Armas e Rosas, em inglês). Eu sua época áurea, além de Axl, a banda era composta por Slash (Guitarra solo), Izzy Stradlin (Guitarra base), Duff (baixo) e Steven Adler (Bateria).

* Pauta sugerida por Fávio Sgavioli - Pederneiras/SP

terça-feira, 26 de abril de 2011

5 músicos com necessidades especiais


Recentes legislações e normas de construção civil e fabricação de vários produtos foram criadas para melhorar a vida de pessoas que, infelizmente, nasceram com algum tipo de deficiência física que impede que ela possa viver normalmente, como qualquer pessoa com o físico sadio e perfeito. As pessoas com necessidades especiais estão em qualquer lugar e podem se destacar em qualquer área que se arriscam a ingressar. LISTA DOS CINCO cai no mundo da música e conta histórias surpreendentes de algumas personalidades musicais que apresentam alguma necessidade, mas em relação a talento, não deixam nada a desejar e mandam melhor que muita gente.

05. Nelson Ned
O cantor e compositor mineiro nasceu na cidade de Ubá, em 1947, e começou a fazer muito sucesso na década de 1960. Neste período, fez muito sucesso no Brasil, na América Latina e nos Estados Unido. Foi o primeiro cantor latino-americanos a vender mais de 1 milhão de cópias em solo estadunidense. Apresentou-se quatro vezes no Carnegie Hall, em Nova York. Seu maior sucesso é a música “Tudo Passará”, de 1969. Ned sofre de ananismo e tem apenas 1,12m de altura. Seus fãs o chamam de “O Pequeno Grande da Canção”. Em 2010, a imprensa noticiou que o cantor passava por problemas de saúde graças a diabete, além de dificuldades financeira. A partir de 1993, se tornou evangélico e passou a cantar apenas músicas estilo gospel.


04. Kátia
A cantora carioca Kátia Garcia Oliveira fez muito sucesso nos anos 70 e 80, principalmente com a música “Qualquer Jeito”, versão em português da música “It Should Have Been Easy”, do cantor estadunidense Bob McDill. Era deficiente visual e sua participação foi constante em programas de televisão da época. Foi apadrinhada pelo cantor Roberto Carlos. Distribuiu durante oito anos um software voltado para deficientes visuais, desenvolvido pela UFRJ, chamado DOSVOX.

03. Rick Allen
O baterista da banda inglesa Def Leppard é símbolo de superação: depois de um acidente automobilístico no réveillon de 1984, ele perdeu o braço esquerdo. Depois da tragédia, a banda suspendeu suas atividades por quatro anos, e nesse tempo incluía também participação no Rock in Rio de 1985. A banda retorna somente em 1988, quando lançam o álbum Hysteria, surpreendentemente com Allen na bateria. Usa uma bateria feita especialmente para ele, com controles de ritmo localizados nos pés. Rick Allen se apresenta com a banda de rock inglesa até hoje, aos 48 anos (em 2011).

02. Herbert Vianna
Apesar de nascer em João Pessoa, na Paraíba, em 1961, Herbert Lemos de Souza Vianna fundou Os Paralamas do Sucesso no final dos anos 70, no Rio de Janeiro. A Banda faz parte do chamado “Quarteto Sagrado do Rock Brasileiro”, junto com Titãs, Legião Urbana e Barão Vermelho. O vocalista do Paralamas praticava como hobbie o vôo em helicópteros e ultraleves. Porém, no dia 04 de fevereiro de 2001, sofreu um grave acidente com uma pequena aeronave, que causou a morte de sua mulher, a britânica Lucy Needham, com quem tinha três filhos. Ele ficou internado por 44 dias, boa parte deles em coma.  A seqüela mais grave do acidente foi a perda dos movimentos das pernas e uma gradual e longa recuperação. Atualmente, continua frente a banda carioca, mesmo de cadeira de rodas.

01. Stevie Wonder
Conhecido mundialmente, Stevland Hardaway Morris nasceu em Detroit, em 1950, e começou a tocar vários instrumentos musicais muito cedo. Deficiente visual, ativista de direitos civis, é renomado cantor e compositor da música negra estadunidense. Perdeu a visão ainda quando bebê, pois nasceu prematuro e várias complicações logo após o parto ceifaram a visão de Wonder. Fez dezenas de participações com outros músicos, e no Brasil é lembrado por sua participação no projeto USA for Africa, responsável por arrecadar fundos para saciar a fome na Etiópia. Ele é uma das estrelas da música tema do projeto, intitulada We Are The World (1985).