As séries produzidas nos EUA fazem sucesso no Brasil faz algumas décadas. Muito antes de sucessos recentes como “Lost” ou “The Big Bang Theory”, vários shows (nos EUA, assim eles costumam chamar esse tipo de programa) fizeram muito sucesso na TV nacional em versões dubladas. Alguns desses personagens ficaram eternizados na memória do telespectador brasileiro e vários desses atores simplesmente desapareceram da mídia nacional. LISTA DOS CINCO viaja no espaço e no tempo e mostra por onde andam alguns desses intérpretes estadunidenses que ficaram famosos no país.
05. Beakman (“O mundo de Beakman”)
O cientista maluco Beakman foi interpretado pelo ator estadunidense Paul Zaloom e o seu programa, “O mundo de Beakman”, foi gravado nos EUA entre 1993 e 1998. O show mostrava a ciência de maneira descomplicada e divertida. O protagonista era auxiliado pelo rato Lester (interpretado pelo já falecido ator Mark Ritts) e por uma jovem assistente feminina. No Brasil, passou inicialmente na TV Cultura (1992 até 2002), com uma breve passagem pela Rede Record em 2007. Em 2011, a TV Cultura voltou a exibir o programa. Seu protagonista Paul Zaloom (nascido em 1951 em Garden City, Nova York, EUA,) é assumidamente gay e tem uma filha chamada Amanda. Ele é expert em marionetes e ator infantil, e continua a atuar em peças teatrais para crianças. Chegou a produzir dois fimes: um pseudodocumentário (filme apresentado como real, mas na verdade é fictício) chamado “In Smog and Thunder: The Great War of the Californias” e o segundo intitulado “O inferno de Dante”, uma comedia apresentada como um teatro de bonecos.
Paul Zaloom como Beakman...
... Paul Zaloom na atualidade.
04. Bud Spencer & Terence Hill
A dupla italiana fez muito sucesso no Brasil principalmente na “Seção da Tarde” dos anos 80 em filmes como “Meu nome é Trinity” (1971), “Dois Super Tiras em Miami” (1985), “A Volta de Trinity” (1994) e ”Os Encrenqueiros” (1994). O nome real de Terence Hill é Mario Giuseppe Girotti; nasceu em Veneza, Itália, em 1939. Durante a Segunda Guerra Mundial, viveu na vila de Lommatzsch, Alemanha. Era filho de um químico italiano e sua mãe era alemã. Já Bud Spencer foi batizado como Carlo Vicente Pedersoli, nasceu em Nápoles, Itália, em 1929. Foi um exímio nadador e tem em seu currículo participações nas Olimpíadas de 1952 (Helsinque), 1956 (Melbourne) e 1960 (Roma). Começou a ficar famoso ao atuar em filmes Western italianos. Atualmente, Terence Hill continua a trabalhar em filmes e na TV italiana e é protagonista da série “Don Matteo”, da Rede RAI; já Bud Spencer está aposentado.
A dupla Bud Spencer & Terence Hill nos tempos áureos....
... e a dupla italiana nos dias de hoje.
03. MacGyver (Profissão: Perigo)
Quem nasceu nos anos 80 deve se lembrar do destemido MacGyver, um agente secreto que não usava armas e resolvia tudo apenas com um cliclete, um grampo e um pouco de saliva. No Brasil, a série ficou conhecida como “Profissão: Perigo” e foi sucesso em sua exibição na Rede Globo, principalmente nos anos 80. Nos EUA, ”MacGyver” – o nome original da série – foi produzida entre 1985 até 1992 e tinha como protagonista o ator Richard Dean Anderson (nascido em 1950 em Minneapolis, EUA). Quem gosta de séries de ficção científica pode ver o ator no show “Stargate SG-1”, que foi ao ar pelos canais fechados Showtime (da 1ª até 5ª temporadas) e SyFy (da 6° até 10ª temporadas), entre 1997 e 2007. Ele participa de causas humanitárias e faz parte de uma ONG (é defensor da vida marinha e membro da Sea Shepherd Convervation Society). Atualmente vive com sua família em Malibu, na Califórnia). Em 2011, apareceu em alguns episódios do drama “Fairly Legal”.
MacGyver em "Profissão: Perigo"...
... Richard Dean Anderson na Comicon, em 2008
02. B.A. (“Esquadrão Classe A”)
Se hoje o cabelo moicano do jogador Neymar é moda, é repetição do que esteve na cabeça do povo nos anos 80 durante a exibição da série “Esquadrão Classe A”. Um dos mais populares personagens daquela série era o truculento B. A. Baracus - um negro forte e alto com o inconfundível corte moicano na cabeça. O personagem foi vivido por Mr. T (nascido Laurence Tureaud em Chicago, EUA, em 1951), um famoso lutador de Wrestling (luta-livre) profissional. Na TV, viveu B.A. entre 1983 e 1986. Outro papel marcante foi o boxeador Clubber Lang no longa “Rocky III”. Em 2005, ajudou as vítimas do furacão Katrina. Fez diversas participações em programas de TV interpretando ele mesmo, como em “Blossom”, “Saturday Night Live”, “Os Simpsons” e “Johnny Bravo”, entre outros shows. Atualmente, apresenta o programa da BBC “World's Craziest Fools”.
Mr. T hoje...
... e ainda como B.A., nos anos 80.
01.Blossom
A antiga Sitcom estadunidense ficou no ar entre 1991 até 1995 e foi sucesso de audiência. No Brasil, foi exibida a partir de 1997 e foi retirada e recolocada do ar inúmeras vezes pelo SBT de Silvio Santos. A comédia contava a história de Blossom Russo, uma adolesceste que vivia com seus dois irmãos e seu pai que era separado de sua mãe, e falava sobre o cotidiano de uma família média dos EUA. A protagonista da série foi a atriz Mayim Biali, nascida em San Diego, EUA, em 1975. Quando a série acabou, Biali se afastou das câmeras para cuidar da sua vida pessoal: é Ph.D em neurociência, casou-se e é mãe de dois filhos. Não deixou completamente a vida de atriz: chegou a participar da série Fat Actress e fez algumas aparições na renomada série The Big Bang Theory.
Na foto esquerda, Mayim Biali hoje; na foto direita, ela como Blossom (canto inferior direito)
A edição 2011 da Copa América talvez tenha sido a mais aguardada da história. Envolto em grande publicidade, foi realizada na Argentina, os donos da casa e os brasileiros eram os franco-favoritos. O Uruguai, melhor colocado sul-americano na Copa de 2010 também corria por fora e acabou sendo o grande campeão do torneio. LISTA DOS CINCO deixa seu caráter informativo e traz algumas opiniões sobre o maior evento futebolístico da América do Sul. Veja agora 5 lições deixadas pelo torneio de futebol de seleções sul-americanas.
05. Não existe mais “cachorro-morto”
O surpreendente time venezuelano
Voltemos para outubro de 2009, quando foram definidos os representantes da América do Sul para a Copa do Mundo FIFA 2010; analisemos não o topo da tabela, mas sim as últimas posições. A lanterna da competição foi ocupada pelo Peru, seguida por Bolívia e Venezuela. Vejamos agora o desempenho dessas seleções na Copa América 2011: o Peru ficou em 3° lugar; a Bolívia, apesar de não ter passado da primeira fase, conseguiu arrancar um empate da Argentina na casa dos “hermanos”. E a Venezuela – considerada o eterno saco de pancada do continente – conseguiu a façanha de ficar em 4° lugar da competição, deixando times tradicionais como Brasil, Argentina e Colômbia para trás. Vamos aguardar e vejamos o desempenho desses 3 times nas próximas eliminatórias da América do Sul para a Copa 2014. Lembrando que o Brasil já está classificado para o mundial, fica uma vaga a mais para o continente. Mas fica o recado para os times de mais tradição: não existe mais cachorro-morto na CONMEBOL.
04. Nome não ganha título
Messi desolado com a eliminação argentina
Grandes nomes do futebol mundial participaram da competição, principalmente nos selecionados brasileiro e argentino. O que dizer de um time que tem em seu plantel Daniel Alves, Lúcio, Maicon, Robinho e os badalados Paulo Henrique Ganso e Neymar? Ou de outro dotado de grandes nomes como Higuain, Agüero, Tevez ou o renomado Lionel Messi, aclamado como o melhor jogador da atualidade? Apesar dessas estrelas de primeira grandeza terem participado da competição, quem brilhou foi o selecionado do Uruguai e a artilharia foi do peruano José Paolo Guerrero, com 5 gols. Além disso, a seleção celeste foi a que marcou mais gols – 9 no total – seguido por Peru (8 gols) e a surpreendente Venezuela (7 gols).O ranking das finalizações ainda é encabeçado por essas 3 nações sul-americanas. Em suma, vemos que nome não ganha campeonato.
03. O futebol sul-americano está nivelado
Brasil e Venezuela: 0 a 0
Uma das marcas do torneio continental da CONMEBOL foi o número de empates. Só na primeira fase, os times ficaram em igualdade em 8 jogos e o placar que mais se repetiu no torneio foi o magro 1 a 0- repetiu por 5 vezes. Assim, fica nítido o grau de nivelamento entre as equipes e os chamados “jogos fáceis” é coisa do passado. E uma pergunta fica no ar: os grandes times cairam de produção ou os times pequenos que evoluíram? Na opinião deste humilde blogueiro, a segunda opção seria a resposta correta. Atualmente, treinamento, condicionamento físico e evolução das táticas futebolistasdiminuiram as diferenças entre as equipes.
02. Brasil e Argentina não intimidam mais ninguém
Bolívia empata com Argentina: sem medos
No grupo A, Colômbia e Bolívia não tiveram medo da temida Argentina e conseguiram arrancar um empate dos anfitriões do torneio. Já no grupo do Brasil, a Venezuela – freguês histórico – não quis saber do favoritismo verde e amarelo e arrancou um empate da seleção pentacampeã. Em suma, apesar do passado glorioso e do reconhecimento internacional, tanto os argentinos quanto os brasileiros já não amedrontam mais os outros times sul-americanos como antigamente. Respeito, sim, mas medo, definitivamente não existe mais.
01.A “ressurreição” uruguaia.
Uruguai: campeão sul-americano
É inquestionável o fortalecimento do futebol uruguaio nos últimos anos: foram 4° colocados na Copa do Mundo 2010, vice-campeões no mundial sub-17, além de conquistarem a classificação para os jogos olímpicos de Londres e, de lambuja, o Peñarol quase foi campeão da Taça Libertadores da América, quando perderam a final para o Santos. Os uruguaios mereciam o reconhecimento do renascimento de seu futebol celeste e, finalmente, foram coroados com o título da Copa América 2011. Viva o Uruguai, campeão do mundo em 1930 e 1950, finalmente de volta ao “Monte Olimpo” dos Deuses do futebol!
Como dizia o velho guerreiro Chacrinha, “na televisão, nada se cria, tudo se copia”. Poderíamos até prolongar o pensamento do célebre apresentador acrescentando que pode-se copiar de todas as manifestações artísticas e culturais. A música é uma importante aliada na fixação de uma marca na mente do telespectador. O famoso “plim plim” da Rede Globo é um bom exemplo de como nossa mente relaciona um som a um produto. LISTA DOS CINCO mergulha em programas brasileiros de TV que se encontram no ar há tempos e apresenta a origem de famosas e inesquecíveis músicas de abertura.
05. A Praça é Nossa
O tema de abertura do já antigo programa humorístico – inicialmente, foi criado por Manuel de Nóbrega em 1956 e reformulado em 1987, com o nome de “A Praça é Nossa” – é de autoria de Carlos Imperial. O criador do tema foi um artista polivalente - ator, cineasta, apresentador de TV, compositor e produtor musical – e a música “A Praça” foi sucesso na voz do cantor Ronnie Von na década de 60.Imperial faleceu aos 56 anos em 1992, e música da abertura, hoje, apresenta versão mais contemporânea, com sintetizadores modernos.
04. Vídeo Show
O “programa instutucional” da Rede Globo – fala apenas sobre seu elenco e os shows apresentados pela emissora – tem o mesmo tema de abertura desde os anos 80, quando surgiu. Na verdade, a música tema é “Don't Stop 'Til You Get Enough”, um sucesso do Rei do Pop – o falecido Michael Jackson – e foi lançada em 1979. Porém, a versão orquestrada que é tocada na abertura é uma performance do instrumentista canadense Maynard Ferguson. O músico é considerado por muito um dos maiores inovadores do estilo “Big Band”, pois usava solos mais ousados e extensão instrumental extrema. Foi famoso por alcançar notas altas com seu trompete. O músico faleceu em 2006, em Verdun, Canadá, aos 78 anos.
03. Silvio Santos
O famoso tema do “Lá Lá Lá Lá...” do Silvio Santos não foi composto pelo Homem do Baú. Na verdade, a música é uma versão de “Those were the days”, lançada em 1968 pela cantora britânica Mary Hopkin. A composição tem os créditos de Gene Raskin para a versão em inglês; o título e a melodia real são de uma canção russa chamada "Dorogoi dlinnoyu". A letra da música foi gravada em vários idiomas: em espanhol, se tornou "Que tiempo tan feliz"; em francês foi intitulada "Le temps des fleurs"; para o italiano ganhou o título "Quelli erano giorni" e em alemão virou "Am jenem Tag". Mary Hopkin – sua ilustre interprete – nasceu no País de Gales em 1950 e seu último álbum foi gravado em 1995 (apesar de ter lançado um disco ao vivo em 2005, com gravações antigas de 1972).
02. Globo Repórter
Muitas estórias giram em torno da trilha de abertura do programa “Globo Repórter”. A maioria dessas “lendas” diz que a música é de autoria da renomada banda Pink Floyd e trata-se de uma versão não lançada em nenhum disco. Para aqueles que acreditam nisso, lamentamos jogar um verdadeiro balde de água fria, pois na verdade, a música “"Freedom Of Expression” – o nome real da peça – é de creditado ao grupo “J.B. Pickers”. A banda musical não tem nenhuma grande expressão no meio e o nome foi apenas usado na gravação do filme “Corrida contra o Destino” (Vanishing Point, EUA, 1971). É considerado um filme cult, pois foi uma das primeiras produções a considerar um carro (no caso, um Dodge) como elemento principal. Não há mais nenhuma música creditada em nome de J.B. Pickers.
01. Jornal Nacional
O famoso tema de abertura (e encerramento) do Jornal Nacional, tradicional telejornal diário da Rede Globo de Televisão, é uma trilha antiga. A composição é do ator e compositor estadunidense Frank de Vol e o nome real da canção é “The Fuzz”, inicialmente tema de um filme (“The Happening”, EUA, 1967). A música foi usada pela primeira vez em um telejornal em Phoenix, Arizona, EUA, na emissora KOOL-TV (hoje KSAZ-TV). De Vol criou inúmeras trilhas para filmes, como em “Doze Indomáveis Patifes” (The Dirty Dozen, 1967), “Onde fica o Farwest?” (The Frisco Kid, 1979) e “As Bonecas da Califórnia” (... All the Marbles, 1981). Ele faleceu em 1999, aos 88 anos.
No Brasil, nomes de cidades são, geralmente, inspiradas em pessoas (Presidente Prudente, Governador Valadares, Fernandópolis), em lugares (Nova Europa, Londrina, Nova Granada) ou mais comumente em palavras tupi-guarani (Maceió, Manaus, Guarujá). Porém, alguns municípios fogem dessa “regra” e são batizadas com nomes totalmente inusitados. LISTA DOS CINCO viaja por esse “Brasil Varonil” e pousa em cidade com nomes não tão convencionais.
05. Sem-Peixe (MG)
Brasão de Sem-Peixe
Localizado no centro-leste do Estado de Minas Gerais, a cidade de Sem-Peixe emancipou-se do município de Dom Silvério em 1996. O nome vem de uma antiga lenda indígena que afirmava que na região vários índios nômades tentaram se estabelecer, mas os recursos naturais eram escassos – e um deles era a pesca. Assim, batizaram a região de "Piracuera", que significa, literalmente, “Aqui não tem peixes”. A pessoa nascida na localidade é chamada de “sem-peixeano”. Sua economia é baseada na criação de gado e na produção de leite. Segundo o censo do IBGE, em 2010, a cidade possuía cerca de 3 mil habitantes, distribuídos em pouco mais de 175 quilômetros quadrados. Para saber mais sobre a cidade, acesse o site da prefeitura (clique aqui).
Foto aérea de Sem-Peixe
04. Passa-e-Fica (RN)
Bandeira de Passa-e-Fica
Cidade potiguar com cerca de 11 mil habitantes (dados do IBGE, em 2010), a origem de seu nome é curioso. Segundo relatos, o comerciante Daniel Laureano de Souza montou, em 1929, um pequeno botequim entre as cidades de Nova Cruz e Serra de São Bento. Assim, era comum os viajantes que passavam no local pararem no boteco. Porém, o sucesso do pequeno comércio foi tão grande que surgiu um vilarejo em sua redondeza. Um popular conhecido na época, conhecido como “Antônio Lulu” batizou a localidade de Passa-e-Fica, que realmente acabou caindo nas graças da população local. Em 1962, o vilarejo se emancipou de Nova Cruz e se tornou mais um município do Rio Grande do Norte. Quem nasce na cidade é chamado de “Passifiquense”. Clique aqui e confira o site da prefeitura do município.
Foto Aérea de Passa-e-Fica
03. Jardim de Piranhas (RN)
Jardim de Piranhas vista pelo alto
Fundado em 1948, “Jardim”, como é conhecida pelos moradores da região, possui hoje cerca de 13 mil habitantes e fica no sul do Rio Grande do Norte,a 290 quilômetros da capital do Estado. Segundo antigos relatos, o nome “Jardim de Piranhas” vem da existência de uma antiga propriedade rural que era chamada “Jardim”, que se localizava às margens do Rio Piranhas. É conhecida pela fabricação de redes e panos de prato, produtos esses que são vendidos por todo o Brasil. Quem nasce em Jardim das Piranhas é “Jardinense” ou “piranhense”. A prefeitura é uma das casas de governos no Brasil que não possuem site na internet. Para mais informações, acesso o site local Jardim em Festa.
02. Venha-Ver (RN)
A Pequena Venha-Ver
O município está localizado no extremo oeste do Estado do Rio Grande do Norte (é a cidade mais afastada da capital potiguar, a cerca de 460 quilômetros de Natal) e possui cerca de 4 mil habitantes (IBGE, 2010). É um município novo – emancipou-se de São Miguel em 1992 – e possui uma frota estimada em cerca de 300 veículos e há apenas um estabelecimento de saúde. O nome do município é lendário. Conta a história que a filha de um fazendeiro se apaixonou por um escravo, ainda antes da abolição. Por não aprovar a união de ambos, o pai da moça a enviou para uma localidade distante. Porém, pouco tempo depois, uma escrava teria contado ao fazendeiro que viu sua filha conversando com o escravo. Ele não acreditou e a “dedo-duro” teria dito a frase “Venha Ver”, e supostamente chamou a garota, para espanto do dono das terras. O povoado passou, dessa forma, a se chamar “Venha-Ver”. Quem nasce nessa localidade potiguar é conhecido como “venha-verense”.
01. Não-Me-Toque (RS)
Brasão de Não-Me-Toque
Conhecida como “Capital Nacional da Agricultura de Precisão”, o pequeno município gaúcho, com cerca de 16 mil habitantes, (IBGE, 2010), estão distribuídos em seus 362 quilômetros quadrados. A origem do nome tem duas versões: uma vertente afirma que a denominação da cidade foi inspirada num arbusto de tronco curto e repleto de espinhos, conhecido como “não-me-toques”; outros historiadores acreditam que a frase foi dita por um fazendeiro português que possuía uma grande propriedade na região – na verdade, não sabem precisamente se ele disse “não me toque nestas terras” ou “não me toque daqui”. O nome do município fundado em 1954 mudou para “Campo Real”, em 1971. Porém, após forte apelo popular, a designação original voltou a ser adotado, em 1976. Quem nasce em Não-Me-Toque é “não-me-toquense”. Clique aqui e veja o site da prefeitura desse município gaúcho.
Qual a misteriosa combinação entre o Rock’n’Roll e os 27 anos? Músicos que revolucionaram gerações e escreveram seus nomes na história do Rock tiveram a infeliz coincidência de morrerem estranhamente aos 27 anos. LISTA DOS CINCO relembra agora algumas verdadeiras lendas das guitarras distorcidas que morreram exatamente com a mesma idade.
05. Brian Jones
Nome completo: Lewis Brian Hopkin Jones
Nasceu em: Gloucestershire (Reino Unido), em 28 de fevereiro de 1942
Morreu em: Essex, 3 de julho de 1969
Apesar de muitos nunca terem ouvido falar desse jovem músico inglês, ele foi co-fundador da jurássica banda Rolling Stones. Jones foi um dos responsáveis do inovador estilo musical do grupo de rock britânico. Era um músico versátil – tocava vários instrumentos graças a sua formação musical clássica, que incluía também a leitura de complexas partituras de piano – e nos Stones destacou-se tocando guitarra. Levou um estilo de vida espalhafatoso – consumia freneticamente drogas, além de queimar sua grana com festas e garotas. Seu vício rendeu o desligamento da banda, em 1969. Apenas 3 meses depois, foi encontrado morto na piscina de uma de suas casas e o suicídio foi declarado como causa da sua morte. Porém, várias teorias conspiratórias dizem que ele foi assassinado. Uma suposição diz que o músico foi morto por Frank Thorogood, um dos empreiteiros que trabalhavam em reformas na sai casa. O suspeito supostamente teria confessado o assassinado no seu leito de morte, em 1993. A história nunca foi confirmada.
04. Jim Morrison
Nome completo: James Douglas Morrison
Nasceu em: Melbourne (Flórida, EUA), 8 de dezembro de 1943
Morreu em: Paris (França), 3 de Julho de 1971
Filho de um casal pertencente a Marinha do EUA, Morrison é considerado dono de uma das maiores vozes do rock mundial. Quando jovem, formou-se em cinema na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ainda naquela cidade, encontrou-se com Ray Manzarek e fundou o The Doors, em 1965. Apesar de ser poeta e um devorador incondicional de livros, Jim levava uma vida extremamente boêmia e vivia envolvido com drogas e altas doses de álcool. E embora a banda ter sido um fenômeno em sua época, seu vocalista nunca deixou suas extravagâncias. Em 1971, decidiu dar um tempo no The Doors e mudou-se pra Paris com sua namorada, a fim de escrever. Porém, em 03 de julho daquele ano, foi encontrado morto na banheira do seu quarto. O relatório oficial diz que a causa de sua morte foi um fulminante ataque cardíaco. Porém, muitas teorias conspiratórias dizem que o músico foi morto pelo governo dos EUA. Está sepultado na capital francesa, no Cemitério de Père-Lachaise.
03. Janis Joplin
Nome completo: Janis Lyn Joplin
Nasceu em: Port Arthur (EUA), 19 de janeiro de 1943
Morreu em: Los Angeles (EUA), 4 de outubro de 1970
A famosa vocalista nasceu no interior do Texas, onde começou a cantar músicas folk e blues, e mudou-se para São Francisco ainda jovem, aos 20 anos. Na cidade, aumentou seu consumo de drogas – usava principalmente heroína – além de consumir frequentemente altas doses de bebidas alcoólicas (era admiradora de uma bebida chamada Southern Comfort). Fez parte de 3 bandas - Big Brother & The Holding Company, Kozmic Blues Band (que a acompanhou no Festival de Woodstock) e Full Tilt Boogie Band. Janis esteve no Brasil em 1970 e, como sempre, esteve cercada de vários escândalos: fez topless em Copacabanda, bebeu em demasia, cantou em um bordel, além de quase ser presa por nadar nua na piscina do hotel. Nesse período, supõe-se que ela tenha tipo um affair com o roqueiro brasileiro Serguei. Morreu em 1970 num hotel de Los Angeles, oficialmente depois de uma fatal overdose de heroína misturada com álcool. Foi cremada em Westwood, Califórnia, e suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico.
02. Jimi Hendrix
Nome completo: James Marshall Hendrix
Nasceu em: Seattle (EUA), 27 de novembro de 1942
Morreu em: Londres (Reino Unido), 18 de Setembro de 1970
Considerado por muitos o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix começou de fato a fazer sucesso na Europa e só depois estourou nos EUA. Era canhoto – apesar de tocar fantasticamente numa guitarra para destros – e foi o percussor dos riffs altos, solos freneticamente longos e distorcidos. Sua apresentação no Festival de Woodstock é até hoje relembrada por fãs ou até mesmo pelos que não gostavam de seu som. Hendrix morreu em circunstâncias misteriosas em Londres. Ele tinha passado a noite inteira em uma festa na capital inglesa em companhia de Monika Dannemann, sua namorada na época. Porém, foi encontrado morto num dos dois apartamentos no porão e as causas oficiais do óbito apontavam asfixia por seu próprio vômito, composto principalmente por vinho tinto. Sua namorada alegou que ele foi colocado na ambulância com vida, fato esse negado pelas autoridades, que afirmaram inclusive que o corpo foi encontrado sozinho e usando roupas. Algumas teorias declararam que o guitarrista, na verdade, se matou; outras apontam que ele foi assassinado. Monika supostamente cometeu suicídio anos depois, em 1996. Seu último amante – o alemão Uli Jon Roth, ex-Scorpions - afirma que ela foi assassinada.
01. Kurt Cobain
Nome completo: Kurt Donald Cobain
Nasceu em: Aberdeen (EUA), 20 de fevereiro de 1967
Morreu em: Seattle (EUA), 05 de abril de 1994
Apesar de habilidade musical discutível e composições relativamente simples, o ex-vocalista do Nirvana é considerado por muitos um dos maiores músicos dos últimos 30 anos. Junto com outras bandas da cidade de Seattle, no oeste dos EUA, foi um de um forte movimento pós-punk conhecido como grunge. Filho de pais que se divorciaram quando tinha apenas 8 anos, ele ficou com o pai e nunca se conformou com a nova família. Seus antepassados já eram envolvidos com música; teve uma tia que tocou guitarra numa banda no Condado de Grays Harbor e um tio-avô irlandês que foi tenor. Kurt ganhou sua primeira guitarra aos 14 anos e já gostava de rock. Já no Nirvana, seu primeiro disco foi intitulado Bleach, lançado em 1989. Porém, Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl fizeram realmente sucesso com o disco Nevermind, lançado em 1991. Casou-se com a também roqueira Courtney Love em 1992, no Havaí. Apesar do sucesso mundial, o vocalista do Nirvana era viciado em Heroína, sofria de depressão, além de ter adquirido aversão a fama e a imagem pública. Em 04 de março de 1994, teve uma overdose provocada pelo consumo de Champanhe com o indutor de sono Rohypnol. Ficou 5 dias na capital italiana e voltou para Seattle. Porém, em 08 de abril daquele ano, seu corpo foi encontrado por um eletricista em sua casa em Lake Washinton. Ele segurava uma arma e uma pequena quantidade de sangue saia de sua orelha. Além disso, foram encontradas em seu sangue altas doses de heroína e vestígios da droga Valium. Segundo a investigação dos legistas, seu corpo ficou no local por 3 dias. Muitas teorias da conspiração surgiram em torno da morte de Kurt – a mais famosa dizia que ele foi morto a mando de sua mulher. Até hoje, nada foi provado.
Estamos acostumados a ver na TV ou no cinema pessoas que possuem super poderes. Esses sujeitos têm força sobre-humana, podem ver além das paredes, voar, viajar no tempo e no espaço, entre várias outras habilidades especiais. Longe da fantasia, a natureza se encarregou a dar algumas aptidões especiais – não tão fantasiosas assim - com o intuito de facilitar a vida desses seres vivos, seja eles presas habituais, seja eles predadores. LISTA DOS CINCO mergulha no mundo animal e fala sobre alguns bichos que possuem verdadeiros “super poderes”.
05. Coruja
Animal símbolo da sabedoria, as corujas são popularmente conhecidas pelos seus hábitos noturnos e seus grandes olhos. Alimentam-se basicamente de pequenos roedores e insetos, e podem fazer seus ninhos no chão ou nas árvores. Durante a noite, seu bater de asas é praticamente inaudível devido a estrutura peculiar de suas penas. Além disso, esse animal possui outro “super poder”: é um dos poucos animais que conseguem girar sua cabeça num ângulo de 270 graus, e assim tem a habilidade de ver com perfeição o que está atrás dela.
04. Beija-Flor
Essa pequena ave pode ser também conhecida como colibri ou cuitelo, e existem catalogadas cerca de 322 espécies em todo mundo. Sua visão é hiper aguçada, e além de identificar cores, é um dos poucos animais que tem a capacidade de ver coloração em espectro ultravioleta, invisível para os seres humanos. Além da super visão, o beija-flor é conhecido também por outra habilidade: é a única ave capaz de parar em pleno vôo e até mesmo voar para trás, como um helicóptero. Para isso, bate as asas em impressionantes 70 a 80 vezes por segundo. Para tal feito, esse pássaro gasta uma impressionante quantidade de energia. Sua alimentação consiste em néctar (90%), além de pequenos insetos.
03. Guepardo
Este magnífico felino pode ser encontrado na África e na Ásia – especificamente na península arábica, Irã e Afeganistão – e também são popularmente conhecidas como “chitas”. São parecidos com seus primos leopardos, porém tem o corpo mais esbelto e cauda mais longa. É uma das poucas espécies de felinos que não consegue retrair totalmente suas unhas. É um animal carnívoro, e usa seus dois “super poderes” para poder caçar; possuem a visão aguçada e às vezes podem procurar presas até durante a noite. Porém, a principal característica é sua velocidade. O guepardo é o animal terrestre mais rápido do mundo. Durante uma corrida, pode atingir a incrível velocidade de 120 km/h. Porém, é importante destacar que o bicho não consegue manter tal ritmo por muito tempo: costuma a atingir esses picos entre 250 a 650 metros de corrida.
02. Águia-de-Asa-Redonda
Também conhecida como minhoto, bútio ou buteo buteo, essa ave de rapina pode ser encontrada no velho continente (África, Ásia e Europa). Suas dimensões variam entre 50 a 60 centímetros de comprimento e suas asas abertas pode alcançar de 1,10 a 1,30 metros. Essas águias podem voar a impressionantes 5 mil metros de altitude (um avião comercial voa o dobro disso, aproximadamente) e, mesmo nessa altura, conseguem identificar um pequeno rato na vegetação. A visão dessas aves podem ser até 6 vezes melhores que a nossa.
01. Tubarão-Branco
Uma das mais perfeitas máquinas de matar produzidas pela natureza, o tubarão-branco é o maior peixe predador do mundo. Pode chegar a 7,5 metros de comprimento e pesar cerca de 2,5 toneladas. Costumam habitar próximo da costa e é verdadeiramente o terror dos pescadores e esportistas marítimos. Os tubarões possuem uma gama enorme de “super poderes”. A mordida desse animal pode ser até 5 vezes mais forte que a humana; além disso, podem ter até três fileiras de dentes, o que garante a eficácia no ataque. Possuem terminações nervosas na parte lateral do corpo que são capazes de identificar a menor vibração em longas distâncias; possuem outros receptores na cabeça conhecidos como “ampolas de Lorenzini”, apto em captar campos elétricos; seu olfato super apurado é capaz de sentir uma gota de sangue a quilômetros de distância; e sua visão, bem desenvolvida, é capaz de orientar o ataque certeiro, geralmente feito por baixo da presa. Definitivamente, o tubarão-branco é uma verdadeira “obra-prima” da natureza.
Estima-se atualmente que exista mais de 6 mil idiomas em todo o mundo, distribuídos nos 5 continentes da Terra. Sendo assim, é completamente plausível que algumas palavras ou fonemas podem existir em várias línguas, porém, com significados diferentes. Esse fenômeno lingüístico é conhecido como falso cognato, ou seja, o famoso parece, mas não é. Como exemplo, podemos citar a palavra em inglês parents que significa pais (e não parentes, como sugere) ou o vocábulo em espanhol saco, que significa paletó ao invés de um pacote ou até outra palavra de sentido mais sexual. O mundo do futebol, esporte esse praticamente em todo o mundo, também sofre com esses falsos cognatos em nomes e sobrenomes de alguns jogadores. LISTA DOS CINCO procura descontrair um pouco e, sem a intenção de ser grosseiro e sim divertido, mostra agora alguns jogadores que seus sobrenomes em português soam, no mínimo, engraçados. Tente ler sem ao menos esboçar um sinal de riso!
05. Salvatore Bocchetti
Bocchetti na Seleção Italiana
O sobrenome desse zagueiro italiano soa engraçado em português: em sua língua nativa, “ch” pronuncia-se como “qu” – ou seja, no Brasil, o nome do jogador fala-se “Salvatore Boqueti”. Atualmente, Bochetti joga na equipe russa do Rubin Kazan (é companheiro de equipe do meio-campista brasileiro Carlos Eduardo, ex-Grêmio). Nasceu em Napoli em 1986 e jogou em várias equipes italianas, como o Ascoli (onde começou), Lanciano, Frosinone e Genoa. O zagueiro faz parte da equipe russa desde 2010. A partir de 2009, teve várias escalações para atuar na Seleção Italiana de Futebol – inclusive, foi um dos participantes da Squadra Azzura na Copa de 2010, na África do Sul. Não deve ser confundido com outro jogador com o mesmo sobrenome – o também defensor Antonio Bocchetti – que atualmente joga no Frosinone.
04. Marco Cassetti
Cassetti na Roma
O experiente meio-campista italiano nasceu em Brescia em 1977 e já atuou também como lateral direito. Atualmente, defende a equipe da Roma (é companheiro de clube dos brasileiros Júlio Sérgio (goleiro, ex-Santos), Juan (zagueiro, ex-Seleção Brasileiro) e Taddei (ex-Palmeiras). Passou pela Seleção Italiana de Futebol por 5 vezes, entre 2005 e 2008.
03. Jose Porras
Porras em ação na Copa 2006
O goleiro José Francisco Porras Hidalgo é costarriquenho e nasceu em 1970. Experiente, é capitão do time AD Carmelita, da Costa Rica. Nos anos 90, jogou em vários times daquele país e se destacou ao defender o Saprissa, um dos times mais populares daquele país. Com esse time, ganhou 3 campeonatos nacionais, além da Copa UNCAF e a Copa dos Campeões da CONCACAF. Além disso, no Campeonato de Clubes FIFA de 2005, ficou em 3° lugar (atrás de São Paulo FC e Liverpool FC). Defendeu a Seleção da Costa Rica na Copa de 2006, na Alemanha, quando foi escalado pelo técnico brasileiro Alexandre Guimarães, que treinava o time na oportunidade.
02. Milton Caraglio
Caraglio em campo
Aos que não entenderam a piada, lembramos que, em italiano, “gl” lê-se como “lh”, em português. Assim sendo, a leitura do sobrenome do jogador argentino é, realmente, Caralho. Milton Joel Caraglio nasceu em Rosário em 1988 e atual pelo Rosário Central, seu primeiro time profissional a defender. Em 2009, foi chamado pelo então técnico Maradona em um amistoso onde participaram apenas jogadores que atuavam no futebol local. Porém, devido a uma contusão no joelho, Caraglio foi forçado a deixar a seleção e substituído por Esteban Fuerte.
01. Lukasz Merda
Apresentação de Merda
O experiente goleiro polonês, nascido em 1980, defende a equipe da Cracóvia, em seu país natal, e seu contrato de 4 anos foi notícia na maioria dos países de lingua neolatina. Mas o que esse goleiro tem de especial? Tudo bem que o time que o contratou é um dos mais velhos da Polônia (foi fundado em 1906) e o Papa João Paulo II era um de seus célebres torcedores. Porém, seu sobrenome é identico ao vocábulo latino merda (dispensa explicações o que seja), e seu significado é o mesmo em países como França, Espanha e América Latina, Italiano e em português. Só pra ser mais profundo no assunto, a versão desse palavra em vários idiomas é merde em francês, mierda em espanhol e merda em português, italiano e galego. Esse sim é um triste caso de falso cognato...
P.S. - E fica a pergunta: se algum desses jogadores jogassem aqui no Brasil, como os locutores os anunciariam? Dá pra supor que a melhor maneira seria chamá-los pelo primeiro nome....
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Música e cinema andam juntas desde os primórdios das telonas. Os primeiro filmes eram, na verdade, imagens gravadas sem nenhuma captação sonora unidas por uma música de fundo que acompanhava as imagens. Com o desenvolvimento da indústria cinematográfica, a trilha sonora deixou de ser um mero ornamento e passou a fazer parte das grandes produções. Alguns diretores – entre muitos deles, Steven Spielberg – levam muito a sério a música de suas produção. Só pra citar um exemplo, o próprio Spielberg possui em seu currículo grandes trilhas sonoras compostas especialmente para seus filmes – dentre eles, as trilhas de “ET: O Extraterreste”, “Indiana Jones” e “Jurassic Park”. Porém, alguns diretores apostam em bandas e cantores convencionais, e tentam aliar as canções aos enredos dos longas. LISTA DOS CINCO entra no mundo do cinema e da música e lembra algumas trilhas inesquecíveis.
05. Cidade dos Anjos – “Iris”
Goo Goo Dolls
City of Angels (EUA/Alemanha, 1998, 114 minutos) é um longa-metragem do gênero romance e foi sucesso absoluto de bilheteria. A história acontece em Los Angeles, quando um anjo incumbido em proteger a Terra (vivido por Nicolas Cage) se apaixona por uma terrena (Meg Ryan). Essa paixão faz a criatura celestial a questionar sua imortalidade para ficar com a humana. A história de amor foi embalada pela música “Iris”, gravada pela banda estadunidense Goo Goo Dolls. Inicialmente, a canção seria utilizada apenas na trilha sonora do filme; porém, com o sucesso estrondoso do longa, abanda decidiu incluir a faixa no álbum “Dizzy Up the Girl”, o sexto do conjunto musical. A balada é uma homenagem a cantora country/folclórica estadunidense Iris DeMent. Além disso, “Iris” é o nome de uma deusa egípcia, o que remete a uma criatura celestial assim como o protagonista da película. Algum mortal que tenha nascido antes dos anos 90 consegue ouvir essa música sem se lembrar do filme (mesmo que não o tenha assistido)?
04. Titanic – “My Heart Will go On”
Céline Dion
O longa do renomado diretor James Cameron foi um dos maiores sucessos da história do cinema. Titanic (EUA, 1997, 194 min.) arrecadou até 2010 a impressionante receita de quase U$ 2 milhões. O filme conta a história de Jack Dawson e Rose DeWitt Bukater – vividos por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, respectivamente – e o romance fictício entre os personagens ocorre durante a travessia do transatlântico Titanic, que saiu da Inglaterra rumoaos EUA. Porém, a colisão com um Iceberg afundou um das maiores obras da engenharia, em 1912. A trilha sonora do filme conta com a marcante canção “My Heart Will Go On”, interpretada pela cantora canadense Celine Dion. No Oscar 1998, a produção ganhou nada menos que 11 estatuetas, incluindo a de melhor trilha sonora.A faixa de Dion ainda levou um prêmio Grammy, em 1999, na categoria “melhor música criada para o cinema”. A música foi criada pelo compositor James Horner e a letra composta por Will Jennings. Inicialmente, a trilha foi feita apenas como instrumental por Horner. Porém, o diretor Cameron pediu que fosse inserida a letra, que foi escrita por Jennings. “My Heart Will Go On” é o single feminino mais vendido da história, além de considerada a 12ª melhor música de todos os tempos. Em contrapartida, foi eleita pela revista “Rolling Stone” como a 4ª mais irritante música de todos os tempos. No ranking do jornal “The Sun”, aparece como a 11ª canção mais chata da história.
03. Ghost – “Unchained Melody”
The Righteous Brothers
Sucesso das telonas nos anos 90, Ghost: Do outro lado da vida (Ghost, EUA, 1990, 128 min.) é um drama/romance que conta a história de Sam Wheat (Patrick Swayze) e Molly Jensen (Demi Moore). Na trama, ele morre numa suposta tentativa de assalto. Porém, seu espírito vaga pela Terra sem ser notado, e ele descobre que, na verdade, sua morte foi encomendada. Com a ajuda da vigarista Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg), ele tenta entrar em contato com Molly para impedir que a machuquem. O filme é embalado pela música “Unchained Melody”, canção que tocou incansavelmente após a exibição do longa. É considerada uma das músicas mais regravadas do mundo – foram feitas cerca de 500 versões em diversos idiomas. A melodia foi composta por Alex North e a letra foi escrita por Hy Zaret, nos anos 50. Originalmente lançada por Al Hibbler em 1955, foi gravada no mesmo ano por Roy Hamilton. Até Elvis Presley interpretou a música em um show gravado pela CBS, em 1977. Inicialmente, a gravação não foi ao ar e foi exibida somente no ano seguinte. Muitos consideram a versão de Elvis como uma das melhores interpretações de sua carreira. A versão do filme é interpretada por Bill Medley e Bobby Hatfield, conhecidos musicalmente como “The Righteous Brothers”. Hatfield morreu em 2003, aos 63 anos,vítima de um ataque cardíaco. Para o filme, uma versão orquestrada foi criada pelo compositor Frances Maurice Jarre. A trilha sonora concorreu ao Oscar de 1991; porém, quem levou o prêmio foi o longa “Dança com Lobos”.
02. Karatê kid – “Glory Of Love”
Peter Cetera
Pergunta para os que eram crianças nos anos 80: quem não se lembra das aventuras do velho Senhor Miyagi (Pat Morita) e do jovem Daniel Sam (Ralph Macchio)? Karatê Kid: A Hora da Verdade (EUA, 1984, 127 min.) é tranquilamente um dos maiores sucessos do final do século XX. O filme contava a história de um velho mestre karateca japonês que ensina artes marciais a uma criança recém chegada na cidade. A franquia teve outras 3 partes – a penúltima já não tem mais Macchio e a última não conta com ninguém da versão original. A música “Glory of Love” – o hino da franquia, apresentada no segundo filme, em 1986 - foi interpretado pelo cantor estadunidense de origem polonesa Peter Cetera. Antes do sucesso com essa faixa, Cetera foi baixista e vocalista da banda Chicago. Recebeu a indicação de melhor canção.
01.Tropa de Elite – “Tropa de Elite”
Tihuana
Como se esquecer do maior sucesso do cinema brasileiro de todos os tempos? Tropa de Elite (Brasil, 2007, 118 min.) mostra a ação do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) em morros do Rio de Janeiro. A produção de José Padilha imortalizou o inesquecível Capitão Nascimento, personagem interpretado pelo excelente Wagner Moura. Tamanho o sucesso do filme resultou na gravação de uma seqüência- Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro -em 2010, que também foi sucesso de bilheteria. Na continuação, o Capitão Nascimento agora foi promovido a Coronel. A música-tema tem o mesmo nome do longa, e foi lançada pela banda Tihuana em 2000. No lançamento, fez considerável sucesso. Porém, a verdadeira explosão da música aconteceu de fato 7 anos mais tarde, com o lançamento de “Tropa de Elite”. A canção está na primeira fita demo da banda paulistana, e a “tropa” que diz a letra não foi escrita relacionada a nenhum tipo de polícia – o pelotão era, na verdade, os integrantes do conjunto de rock.