quarta-feira, 20 de julho de 2011

5 músicas de aberturas de programas da TV brasileira

Como dizia o velho guerreiro Chacrinha, “na televisão, nada se cria, tudo se copia”. Poderíamos até prolongar o pensamento do célebre apresentador acrescentando que pode-se copiar de todas as manifestações artísticas e culturais. A música é uma importante aliada na fixação de uma marca na mente do telespectador. O famoso “plim plim” da Rede Globo é um bom exemplo de como nossa mente relaciona um som a um produto. LISTA DOS CINCO mergulha em programas brasileiros de TV que se encontram no ar há tempos e apresenta a origem de famosas e inesquecíveis músicas de abertura.

05. A Praça é Nossa
O tema de abertura do já antigo programa humorístico – inicialmente, foi criado por Manuel de Nóbrega em 1956 e reformulado em 1987, com o nome de “A Praça é Nossa” – é de autoria de Carlos Imperial. O criador do tema foi um artista polivalente - ator, cineasta, apresentador de TV, compositor e produtor musical – e a música “A Praça” foi sucesso na voz do cantor Ronnie Von na década de 60.  Imperial faleceu aos 56 anos em 1992, e música da abertura, hoje, apresenta versão mais contemporânea, com sintetizadores modernos.


04. Vídeo Show
O “programa instutucional” da Rede Globo – fala apenas sobre seu elenco e os shows apresentados pela emissora – tem o mesmo tema de abertura desde os anos 80, quando surgiu. Na verdade, a música tema é “Don't Stop 'Til You Get Enough”, um sucesso do Rei do Pop – o falecido Michael Jackson – e foi lançada em 1979. Porém, a versão orquestrada que é tocada na abertura é uma performance do instrumentista canadense Maynard Ferguson. O músico é considerado por muito um dos maiores inovadores do estilo “Big Band”, pois usava solos mais ousados e extensão instrumental extrema. Foi famoso por alcançar notas altas com seu  trompete. O músico faleceu em 2006, em Verdun, Canadá, aos 78 anos.



03. Silvio Santos
O famoso tema do “Lá Lá Lá Lá...” do Silvio Santos não foi composto pelo Homem do Baú. Na verdade, a música é uma versão de “Those were the days”, lançada em 1968 pela cantora britânica Mary Hopkin. A composição tem os créditos de Gene Raskin para a versão em inglês; o título e a melodia real são de uma canção russa chamada "Dorogoi dlinnoyu". A letra da música foi gravada em vários idiomas: em espanhol, se tornou "Que tiempo tan feliz"; em francês foi intitulada "Le temps des fleurs"; para o italiano ganhou o título "Quelli erano giorni" e em alemão virou "Am jenem Tag". Mary Hopkin – sua ilustre interprete – nasceu no País de Gales em 1950 e seu último álbum foi gravado em 1995 (apesar de ter lançado um disco ao vivo em 2005, com gravações antigas de 1972).


02. Globo Repórter
Muitas estórias giram em torno da trilha de abertura do programa “Globo Repórter”. A maioria dessas “lendas” diz que a música é de autoria da renomada banda Pink Floyd e trata-se de uma versão não lançada em nenhum disco. Para aqueles que acreditam nisso, lamentamos jogar um verdadeiro balde de água fria, pois na verdade, a música “"Freedom Of Expression” – o nome real da peça – é de creditado ao grupo  J.B. Pickers”. A banda musical não tem nenhuma grande expressão no meio e o nome foi apenas usado na gravação do filme “Corrida contra o Destino” (Vanishing Point, EUA, 1971). É considerado um filme cult, pois foi uma das primeiras produções a considerar um carro (no caso, um Dodge) como elemento principal. Não há mais nenhuma música creditada em nome de J.B. Pickers.





01. Jornal Nacional
O famoso tema de abertura (e encerramento) do Jornal Nacional, tradicional telejornal diário da Rede Globo de Televisão, é uma trilha antiga. A composição é do ator e compositor estadunidense Frank de Vol e o nome real da canção é “The Fuzz”, inicialmente tema de um filme (“The Happening”, EUA, 1967). A música foi usada pela primeira vez em um telejornal em Phoenix, Arizona, EUA, na emissora KOOL-TV (hoje KSAZ-TV). De Vol criou inúmeras trilhas para filmes, como em “Doze Indomáveis Patifes” (The Dirty Dozen, 1967), “Onde fica o Farwest?” (The Frisco Kid, 1979) e “As Bonecas da Califórnia” (... All the Marbles, 1981). Ele faleceu em 1999, aos 88 anos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

5 cidades brasileiras com nomes curiosos

No Brasil, nomes de cidades são, geralmente, inspiradas em pessoas (Presidente Prudente, Governador Valadares, Fernandópolis), em lugares (Nova Europa, Londrina, Nova Granada) ou mais comumente em palavras tupi-guarani (Maceió, Manaus, Guarujá). Porém, alguns municípios fogem dessa “regra” e são batizadas com nomes totalmente inusitados. LISTA DOS CINCO viaja por esse “Brasil Varonil” e pousa em cidade com nomes não tão convencionais.
05. Sem-Peixe (MG)
Brasão de Sem-Peixe
Localizado no centro-leste do Estado de Minas Gerais, a cidade de Sem-Peixe emancipou-se do município de Dom Silvério em 1996. O nome vem de uma antiga lenda indígena que afirmava que na região vários índios nômades tentaram se estabelecer, mas os recursos naturais eram escassos – e um deles era a pesca. Assim, batizaram a região de "Piracuera", que significa, literalmente, “Aqui não tem peixes”. A pessoa nascida na localidade é chamada de “sem-peixeano”. Sua economia é baseada na criação de gado e na produção de leite. Segundo o censo do IBGE, em 2010, a cidade possuía cerca de 3 mil habitantes, distribuídos em pouco mais de 175 quilômetros quadrados. Para saber mais sobre a cidade, acesse o site da prefeitura (clique aqui).


Foto aérea de Sem-Peixe

04. Passa-e-Fica (RN)
Bandeira de Passa-e-Fica
Cidade potiguar com cerca de 11 mil habitantes (dados do IBGE, em 2010), a origem de seu nome é curioso. Segundo relatos, o comerciante Daniel Laureano de Souza montou, em 1929, um pequeno botequim entre as cidades de Nova Cruz e Serra de São Bento. Assim, era comum os viajantes que passavam no local pararem no boteco. Porém, o sucesso do pequeno comércio foi tão grande que surgiu um vilarejo em sua redondeza. Um popular conhecido na época, conhecido como “Antônio Lulu” batizou a localidade de Passa-e-Fica, que realmente acabou caindo nas graças da população local. Em 1962, o vilarejo se emancipou de Nova Cruz e se tornou mais um município do Rio Grande do Norte. Quem nasce na cidade é chamado de “Passifiquense”. Clique aqui e confira o site da prefeitura do município.

Foto Aérea de Passa-e-Fica

03. Jardim de Piranhas (RN)
Jardim de Piranhas vista pelo alto
Fundado em 1948, “Jardim”, como é conhecida pelos moradores da região, possui hoje cerca de 13 mil habitantes e fica no sul do Rio Grande do Norte,  a 290 quilômetros da capital do Estado. Segundo antigos relatos, o nome “Jardim de Piranhas” vem da existência de uma antiga propriedade rural que era chamada “Jardim”, que se localizava às margens do Rio Piranhas. É conhecida pela fabricação de redes e panos de prato, produtos esses que são vendidos por todo o Brasil. Quem nasce em Jardim das Piranhas é “Jardinense” ou “piranhense”. A prefeitura é uma das casas de governos no Brasil que não possuem site na internet. Para mais informações, acesso o site local Jardim em Festa.

02. Venha-Ver (RN)
A Pequena Venha-Ver
O município está localizado no extremo oeste do Estado do Rio Grande do Norte (é a cidade mais afastada da capital potiguar, a cerca de 460 quilômetros de Natal) e possui cerca de 4 mil habitantes (IBGE, 2010). É um município novo – emancipou-se de São Miguel em 1992 – e possui uma frota estimada em cerca de 300 veículos e há apenas um estabelecimento de saúde. O nome do município é lendário. Conta a história que a filha de um fazendeiro se apaixonou por um escravo, ainda antes da abolição. Por não aprovar a união de ambos, o pai da moça a enviou para uma localidade distante. Porém, pouco tempo depois, uma escrava teria contado ao fazendeiro que viu sua filha conversando com o escravo. Ele não acreditou e a “dedo-duro” teria dito a frase “Venha Ver”, e supostamente chamou a garota, para espanto do dono das terras. O povoado passou, dessa forma, a se chamar “Venha-Ver”. Quem nasce nessa localidade potiguar é conhecido como “venha-verense”.

01. Não-Me-Toque (RS)
Brasão de Não-Me-Toque
Conhecida como “Capital Nacional da Agricultura de Precisão”, o pequeno município gaúcho, com cerca de 16 mil habitantes, (IBGE, 2010), estão distribuídos em seus 362 quilômetros quadrados. A origem do nome tem duas versões: uma vertente afirma que a denominação da cidade foi inspirada num arbusto de tronco curto e repleto de espinhos, conhecido como “não-me-toques”; outros historiadores acreditam que a frase foi dita por um fazendeiro português que possuía uma grande propriedade na região – na verdade, não sabem precisamente se ele disse “não me toque nestas terras” ou “não me toque daqui”. O nome do município fundado em 1954 mudou para “Campo Real”, em 1971. Porém, após forte apelo popular, a designação original voltou a ser adotado, em 1976. Quem nasce em Não-Me-Toque é “não-me-toquense”. Clique aqui e veja o site da prefeitura desse município gaúcho.
Entrada de Não-Me-Toque

terça-feira, 12 de julho de 2011

5 roqueiros que morreram aos 27 anos

Qual a misteriosa combinação entre o Rock’n’Roll e os 27 anos? Músicos que revolucionaram gerações e escreveram seus nomes na história do Rock tiveram a infeliz coincidência de morrerem estranhamente aos 27 anos. LISTA DOS CINCO relembra agora algumas verdadeiras lendas das guitarras distorcidas que morreram exatamente com a mesma idade.

05. Brian Jones

Nome completo: Lewis Brian Hopkin Jones
Nasceu em: Gloucestershire (Reino Unido), em 28 de fevereiro de 1942
Morreu em: Essex, 3 de julho de 1969

Apesar de muitos nunca terem ouvido falar desse jovem músico inglês, ele foi co-fundador da jurássica banda Rolling Stones. Jones foi um dos responsáveis do inovador estilo musical do grupo de rock britânico. Era um músico versátil – tocava vários instrumentos graças a sua formação musical clássica, que incluía também a leitura de complexas partituras de piano – e nos Stones destacou-se tocando guitarra. Levou um estilo de vida espalhafatoso – consumia freneticamente drogas, além de queimar sua grana com festas e garotas. Seu vício rendeu o desligamento da banda, em 1969. Apenas 3 meses depois, foi encontrado morto na piscina de uma de suas casas e o suicídio foi declarado como causa da sua morte. Porém, várias teorias conspiratórias dizem que ele foi assassinado. Uma suposição diz que o músico foi morto por Frank Thorogood, um dos empreiteiros que trabalhavam em reformas na sai casa. O suspeito supostamente teria confessado o assassinado no seu leito de morte, em 1993. A história nunca foi confirmada.


 04. Jim Morrison

Nome completo: James Douglas Morrison
Nasceu em: Melbourne (Flórida, EUA), 8 de dezembro de 1943
Morreu em: Paris (França), 3 de Julho de 1971

Filho de um casal pertencente a Marinha do EUA, Morrison é considerado dono de uma das maiores vozes do rock mundial. Quando jovem, formou-se em cinema na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ainda naquela cidade, encontrou-se com Ray Manzarek e fundou o The Doors, em 1965. Apesar de ser poeta e um devorador incondicional de livros, Jim levava uma vida extremamente boêmia e vivia envolvido com drogas e altas doses de álcool. E embora a banda ter sido um fenômeno em sua época, seu vocalista nunca deixou suas extravagâncias. Em 1971, decidiu dar um tempo no The Doors e mudou-se pra Paris com sua namorada, a fim de escrever. Porém, em 03 de julho daquele ano, foi encontrado morto na banheira do seu quarto. O relatório oficial diz que a causa de sua morte foi um fulminante ataque cardíaco. Porém, muitas teorias conspiratórias dizem que o músico foi morto pelo governo dos EUA. Está sepultado na capital francesa, no Cemitério de Père-Lachaise.


03. Janis Joplin

Nome completo: Janis Lyn Joplin
Nasceu em: Port Arthur (EUA), 19 de janeiro de 1943
Morreu em: Los Angeles (EUA), 4 de outubro de 1970

A famosa vocalista nasceu no interior do Texas, onde começou a cantar músicas folk e blues, e mudou-se para São Francisco ainda jovem, aos 20 anos. Na cidade, aumentou seu consumo de drogas – usava principalmente heroína – além de consumir frequentemente altas doses de bebidas alcoólicas (era admiradora de uma bebida chamada Southern Comfort). Fez parte de 3 bandas - Big Brother & The Holding Company, Kozmic Blues Band (que a acompanhou no Festival de Woodstock) e Full Tilt Boogie Band. Janis esteve no Brasil em 1970 e, como sempre, esteve cercada de vários escândalos: fez topless em Copacabanda, bebeu em demasia, cantou em um bordel, além de quase ser presa por nadar nua na piscina do hotel. Nesse período, supõe-se que ela tenha tipo um affair com o roqueiro brasileiro Serguei. Morreu em 1970 num hotel de Los Angeles, oficialmente depois de uma fatal overdose de heroína misturada com álcool. Foi cremada em Westwood, Califórnia, e suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico.


02. Jimi Hendrix

Nome completo: James Marshall Hendrix
Nasceu em: Seattle (EUA), 27 de novembro de 1942
Morreu em: Londres (Reino Unido), 18 de Setembro de 1970

Considerado por muitos o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix começou de fato a fazer sucesso na Europa e só depois estourou nos EUA. Era canhoto – apesar de tocar fantasticamente numa guitarra para destros – e foi o percussor dos riffs altos, solos freneticamente longos e distorcidos. Sua apresentação no Festival de Woodstock é até hoje relembrada por fãs ou até mesmo pelos que não gostavam de seu som. Hendrix morreu em circunstâncias misteriosas em Londres. Ele tinha passado a noite inteira em uma festa na capital inglesa em companhia de Monika Dannemann, sua namorada na época. Porém, foi encontrado morto num dos dois apartamentos no porão e as causas oficiais do óbito apontavam asfixia por seu próprio vômito, composto principalmente por vinho tinto. Sua namorada alegou que ele foi colocado na ambulância com vida, fato esse negado pelas autoridades, que afirmaram inclusive que o corpo foi encontrado sozinho e usando roupas. Algumas teorias declararam que o guitarrista, na verdade, se matou; outras apontam que ele foi assassinado. Monika supostamente cometeu suicídio anos depois, em 1996. Seu último amante – o alemão Uli Jon Roth, ex-Scorpions - afirma que ela foi assassinada.


01. Kurt Cobain

Nome completo: Kurt Donald Cobain
Nasceu em: Aberdeen (EUA), 20 de fevereiro de 1967
Morreu em: Seattle (EUA), 05 de abril de 1994

Apesar de habilidade musical discutível e composições relativamente simples, o ex-vocalista do Nirvana é considerado por muitos um dos maiores músicos dos últimos 30 anos. Junto com outras bandas da cidade de Seattle, no oeste dos EUA, foi um de um forte movimento pós-punk conhecido como grunge. Filho de pais que se divorciaram quando tinha apenas 8 anos, ele ficou com o pai e nunca se conformou com a nova família. Seus antepassados já eram envolvidos com música; teve uma tia que tocou guitarra numa banda no Condado de Grays Harbor e um tio-avô irlandês que foi tenor. Kurt ganhou sua primeira guitarra aos 14 anos e já gostava de rock. Já no Nirvana, seu primeiro disco foi intitulado Bleach, lançado em 1989. Porém, Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl fizeram realmente sucesso com o disco Nevermind, lançado em 1991. Casou-se com a também roqueira Courtney Love em 1992, no Havaí. Apesar do sucesso mundial, o vocalista do Nirvana era viciado em Heroína, sofria de depressão, além de ter adquirido aversão a fama e a imagem pública. Em 04 de março de 1994, teve uma overdose provocada pelo consumo de Champanhe com o indutor de sono Rohypnol. Ficou 5 dias na capital italiana e voltou para Seattle. Porém, em 08 de abril daquele ano, seu corpo foi encontrado por um eletricista em sua casa em Lake Washinton. Ele segurava uma arma e uma pequena quantidade de sangue saia de sua orelha. Além disso, foram encontradas em seu sangue altas doses de heroína e vestígios da droga Valium. Segundo a investigação dos legistas, seu corpo ficou no local por 3 dias. Muitas teorias da conspiração surgiram em torno da morte de Kurt – a mais famosa dizia que ele foi morto a mando de sua mulher. Até hoje, nada foi provado.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

5 animais com “super poderes”

Estamos acostumados a ver na TV ou no cinema pessoas que possuem super poderes. Esses sujeitos têm força sobre-humana, podem ver além das paredes, voar, viajar no tempo e no espaço, entre várias outras habilidades especiais. Longe da fantasia, a natureza se encarregou a dar algumas aptidões especiais – não tão fantasiosas assim - com o intuito de facilitar a vida desses seres vivos, seja eles presas habituais, seja eles predadores. LISTA DOS CINCO mergulha no mundo animal e fala sobre alguns bichos que possuem verdadeiros “super poderes”.
05. Coruja
Animal símbolo da sabedoria, as corujas são popularmente conhecidas pelos seus hábitos noturnos e seus grandes olhos. Alimentam-se basicamente de pequenos roedores e insetos, e podem fazer seus ninhos no chão ou nas árvores. Durante a noite, seu bater de asas é praticamente inaudível devido a estrutura peculiar de suas penas. Além disso, esse animal possui outro “super poder”: é um dos poucos animais que conseguem girar sua cabeça num ângulo de 270 graus, e assim tem a habilidade de ver com perfeição o que está atrás dela.



 


04. Beija-Flor
Essa pequena ave pode ser também conhecida como colibri ou cuitelo, e existem catalogadas cerca de 322 espécies em todo mundo. Sua visão é hiper aguçada, e além de identificar cores, é um dos poucos animais que tem a capacidade de ver coloração em espectro ultravioleta, invisível para os seres humanos. Além da super visão, o beija-flor é conhecido também por outra habilidade: é a única ave capaz de parar em pleno vôo e até mesmo voar para trás, como um helicóptero. Para isso, bate as asas em impressionantes 70 a 80 vezes por segundo. Para tal feito, esse pássaro gasta uma impressionante quantidade de energia. Sua alimentação consiste em néctar (90%), além de pequenos insetos.

03. Guepardo
Este magnífico felino pode ser encontrado na África e na Ásia – especificamente na península arábica, Irã e Afeganistão – e também são popularmente conhecidas como “chitas”. São parecidos com seus primos leopardos, porém tem o corpo mais esbelto e cauda mais longa. É uma das poucas espécies de felinos que não consegue retrair totalmente suas unhas. É um animal carnívoro, e usa seus dois “super poderes” para poder caçar; possuem a visão aguçada e às vezes podem procurar presas até durante a noite. Porém, a principal característica é sua velocidade. O guepardo é o animal terrestre mais rápido do mundo. Durante uma corrida, pode atingir a incrível velocidade de 120 km/h. Porém, é importante destacar que o bicho não consegue manter tal ritmo por muito tempo: costuma a atingir esses picos entre 250 a 650 metros de corrida.

02. Águia-de-Asa-Redonda
Também conhecida como minhoto, bútio ou buteo buteo, essa ave de rapina pode ser encontrada no velho continente (África, Ásia e Europa). Suas dimensões variam entre 50 a 60 centímetros de comprimento e suas asas abertas pode alcançar de 1,10 a 1,30 metros. Essas águias podem voar a impressionantes 5 mil metros de altitude (um avião comercial voa o dobro disso, aproximadamente) e, mesmo nessa altura, conseguem identificar um pequeno rato na vegetação. A visão dessas aves podem ser até 6 vezes melhores que a nossa.




01. Tubarão-Branco
Uma das mais perfeitas máquinas de matar produzidas pela natureza, o tubarão-branco é o maior peixe predador do mundo. Pode chegar a 7,5 metros de comprimento e pesar cerca de 2,5 toneladas. Costumam habitar próximo da costa e é verdadeiramente o terror dos pescadores e esportistas marítimos. Os tubarões possuem uma gama enorme de “super poderes”. A mordida desse animal pode ser até 5 vezes mais forte que a humana; além disso, podem ter até três fileiras de dentes, o que garante a eficácia no ataque. Possuem terminações nervosas na parte lateral do corpo que são capazes de identificar a menor vibração em longas distâncias; possuem outros receptores na cabeça conhecidos como “ampolas de Lorenzini”, apto em captar campos elétricos; seu olfato super apurado é capaz de sentir uma gota de sangue a quilômetros de distância; e sua visão, bem desenvolvida, é capaz de orientar o ataque certeiro, geralmente feito por baixo da presa. Definitivamente, o tubarão-branco é uma verdadeira “obra-prima” da natureza.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

5 futebolistas estrangeiros com nomes que soam engraçado

Estima-se atualmente que exista mais de 6 mil idiomas em todo o mundo, distribuídos nos 5 continentes da Terra. Sendo assim, é completamente plausível que algumas palavras ou fonemas podem existir em várias línguas, porém, com significados diferentes. Esse fenômeno lingüístico é conhecido como falso cognato, ou seja, o famoso parece, mas não é. Como exemplo, podemos citar a palavra em inglês parents que significa pais (e não parentes, como sugere) ou o vocábulo em espanhol saco, que significa paletó ao invés de um pacote ou até outra palavra de sentido mais sexual. O mundo do futebol, esporte esse praticamente em todo o mundo, também sofre com esses falsos cognatos em nomes e sobrenomes de alguns jogadores. LISTA DOS CINCO procura descontrair um pouco e, sem a intenção de ser grosseiro e sim divertido, mostra agora alguns jogadores que seus sobrenomes em português soam, no mínimo, engraçados. Tente ler sem ao menos esboçar um sinal de riso!


05. Salvatore Bocchetti
Bocchetti na Seleção Italiana
O sobrenome desse zagueiro italiano soa engraçado em português: em sua língua nativa, “ch” pronuncia-se como “qu” – ou seja, no Brasil, o nome do jogador fala-se “Salvatore Boqueti”. Atualmente, Bochetti joga na equipe russa do Rubin Kazan (é companheiro de equipe do meio-campista brasileiro Carlos Eduardo, ex-Grêmio). Nasceu em Napoli em 1986 e jogou em várias equipes italianas, como o Ascoli (onde começou), Lanciano, Frosinone e Genoa. O zagueiro faz parte da equipe russa desde 2010. A partir de 2009, teve várias escalações para atuar na Seleção Italiana de Futebol – inclusive, foi um dos participantes da Squadra Azzura na Copa de 2010, na África do Sul. Não deve ser confundido com outro jogador com o mesmo sobrenome – o também defensor Antonio Bocchetti – que atualmente joga no Frosinone.


04. Marco Cassetti
Cassetti na Roma
O experiente meio-campista italiano nasceu em Brescia em 1977 e já atuou também como lateral direito. Atualmente, defende a equipe da Roma (é companheiro de clube dos brasileiros Júlio Sérgio (goleiro, ex-Santos), Juan (zagueiro, ex-Seleção Brasileiro) e Taddei (ex-Palmeiras). Passou pela Seleção Italiana de Futebol por 5 vezes, entre 2005 e 2008.









03. Jose Porras
Porras em ação na Copa 2006
O goleiro José Francisco Porras Hidalgo é costarriquenho e nasceu em 1970. Experiente, é capitão do time AD Carmelita, da Costa Rica. Nos anos 90, jogou em vários times daquele país e se destacou ao defender o Saprissa, um dos times mais populares daquele país. Com esse time, ganhou 3 campeonatos nacionais, além da Copa UNCAF e a Copa dos Campeões da CONCACAF. Além disso, no Campeonato de Clubes FIFA de 2005, ficou em 3° lugar (atrás de São Paulo FC e Liverpool FC). Defendeu a Seleção da Costa Rica na Copa de 2006, na Alemanha, quando foi escalado pelo técnico brasileiro Alexandre Guimarães, que treinava o time na oportunidade.


02. Milton Caraglio 
Caraglio em campo

Aos que não entenderam a piada, lembramos que, em italiano, “gl” lê-se como “lh”, em português. Assim sendo, a leitura do sobrenome do jogador argentino é, realmente, Caralho. Milton Joel Caraglio nasceu em Rosário em 1988 e atual pelo Rosário Central, seu primeiro time profissional a defender. Em 2009, foi chamado pelo então técnico Maradona em um amistoso onde participaram apenas jogadores que atuavam no futebol local. Porém, devido a uma contusão no joelho, Caraglio foi forçado a deixar a seleção e substituído por Esteban Fuerte.




01. Lukasz Merda

Apresentação de Merda
O experiente goleiro polonês, nascido em 1980, defende a equipe da Cracóvia, em seu país natal, e seu contrato de 4 anos foi notícia na maioria dos países de lingua neolatina. Mas o que esse goleiro tem de especial? Tudo bem que o time que o contratou é um dos mais velhos da Polônia (foi fundado em 1906) e o Papa João Paulo II era um de seus célebres torcedores. Porém, seu sobrenome é identico ao vocábulo latino merda (dispensa explicações o que seja), e seu significado é o mesmo em países como França, Espanha e América Latina, Italiano e em português. Só pra ser mais profundo no assunto, a versão desse palavra em vários idiomas é merde em francês, mierda em espanhol e merda em português, italiano e galego. Esse sim é um triste caso de falso cognato...


P.S. - E fica a pergunta: se algum desses jogadores jogassem aqui no Brasil, como os locutores os anunciariam? Dá pra supor que a melhor maneira seria chamá-los pelo primeiro nome....

Quer ver mais nomes estranho esportistas? Clique aqui.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

5 músicas inesquecíveis nas telonas

Música e cinema andam juntas desde os primórdios das telonas. Os primeiro filmes eram, na verdade, imagens gravadas sem nenhuma captação sonora unidas por uma música de fundo que acompanhava as imagens. Com o desenvolvimento da indústria cinematográfica, a trilha sonora deixou de ser um mero ornamento e passou a fazer parte das grandes produções. Alguns diretores – entre muitos deles, Steven Spielberg – levam muito a sério a música de suas produção. Só pra citar um exemplo, o próprio Spielberg possui em seu currículo grandes trilhas sonoras compostas especialmente para seus filmes – dentre eles, as trilhas de “ET: O Extraterreste”, “Indiana Jones” e “Jurassic Park”. Porém, alguns diretores apostam em bandas e cantores convencionais, e tentam aliar as canções aos enredos dos longas. LISTA DOS CINCO entra no mundo do cinema e da música e lembra algumas trilhas inesquecíveis.

05. Cidade dos Anjos – “Iris”
Goo Goo Dolls
City of Angels (EUA/Alemanha, 1998, 114 minutos) é um longa-metragem do gênero romance e foi sucesso absoluto de bilheteria. A história acontece em Los Angeles, quando um anjo incumbido em proteger a Terra (vivido por Nicolas Cage) se apaixona por uma terrena (Meg Ryan). Essa paixão faz a criatura celestial a questionar sua imortalidade para ficar com a humana. A história de amor foi embalada pela música “Iris”, gravada pela banda estadunidense Goo Goo Dolls. Inicialmente, a canção seria utilizada apenas na trilha sonora do filme; porém, com o sucesso estrondoso do longa, a  banda decidiu incluir a faixa no álbum “Dizzy Up the Girl”, o sexto do conjunto musical. A balada é uma homenagem a cantora country/folclórica estadunidense Iris DeMent. Além disso, “Iris” é o nome de uma deusa egípcia, o que remete a uma criatura celestial assim como o protagonista da película. Algum mortal que tenha nascido antes dos anos 90 consegue ouvir essa música sem se lembrar do filme (mesmo que não o tenha assistido)?



04. Titanic – “My Heart Will go On”
Céline Dion
O longa do renomado diretor James Cameron foi um dos maiores sucessos da história do cinema. Titanic (EUA, 1997, 194 min.) arrecadou até 2010 a impressionante receita de quase U$ 2 milhões. O filme conta a história de Jack Dawson e Rose DeWitt Bukater – vividos por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, respectivamente – e o romance fictício entre os personagens ocorre durante a travessia do transatlântico Titanic, que saiu da Inglaterra rumo  aos EUA. Porém, a colisão com um Iceberg afundou um das maiores obras da engenharia, em 1912. A trilha sonora do filme conta com a marcante canção “My Heart Will Go On”, interpretada pela cantora canadense Celine Dion. No Oscar 1998, a produção ganhou nada menos que 11 estatuetas, incluindo a de melhor trilha sonora.  A faixa de Dion ainda levou um prêmio Grammy, em 1999, na categoria “melhor música criada para o cinema”. A música foi criada pelo compositor James Horner e a letra composta por Will Jennings. Inicialmente, a trilha foi feita apenas como instrumental por Horner. Porém, o diretor Cameron pediu que fosse inserida a letra, que foi escrita por Jennings. “My Heart Will Go On” é o single feminino mais vendido da história, além de considerada a 12ª melhor música de todos os tempos. Em contrapartida, foi eleita pela revista “Rolling Stone” como a 4ª mais irritante música de todos os tempos. No ranking do jornal “The Sun”, aparece como a 11ª canção mais chata da história.




03. Ghost – “Unchained Melody”
The Righteous Brothers
Sucesso das telonas nos anos 90, Ghost: Do outro lado da vida (Ghost, EUA, 1990, 128 min.) é um drama/romance que conta a história de Sam Wheat (Patrick Swayze) e Molly Jensen (Demi Moore). Na trama, ele morre numa suposta tentativa de assalto. Porém, seu espírito vaga pela Terra sem ser notado, e ele descobre que, na verdade, sua morte foi encomendada. Com a ajuda da vigarista Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg), ele tenta entrar em contato com Molly para impedir que a machuquem. O filme é embalado pela música “Unchained Melody”, canção que tocou incansavelmente após a exibição do longa. É considerada uma das músicas mais regravadas do mundo – foram feitas cerca de 500 versões em diversos idiomas. A melodia foi composta por Alex North e a letra foi escrita por Hy Zaret, nos anos 50. Originalmente lançada por Al Hibbler em 1955, foi gravada no mesmo ano por Roy Hamilton. Até Elvis Presley interpretou a música em um show gravado pela CBS, em 1977. Inicialmente, a gravação não foi ao ar e foi exibida somente no ano seguinte. Muitos consideram a versão de Elvis como uma das melhores interpretações de sua carreira. A versão do filme é interpretada por Bill Medley e Bobby Hatfield, conhecidos musicalmente como “The Righteous Brothers”. Hatfield morreu em 2003, aos 63 anos,vítima de um ataque cardíaco. Para o filme, uma versão orquestrada foi criada pelo compositor Frances Maurice Jarre. A trilha sonora concorreu ao Oscar de 1991; porém, quem levou o prêmio foi o longa “Dança com Lobos”.



02. Karatê kid – “Glory Of Love”
Peter Cetera
Pergunta para os que eram crianças nos anos 80: quem não se lembra das aventuras do velho Senhor Miyagi (Pat Morita) e do jovem Daniel Sam (Ralph Macchio)? Karatê Kid: A Hora da Verdade (EUA, 1984, 127 min.) é tranquilamente um dos maiores sucessos do final do século XX. O filme contava a história de um velho mestre karateca japonês que ensina artes marciais a uma criança recém chegada na cidade. A franquia teve outras 3 partes – a penúltima já não tem mais Macchio e a última não conta com ninguém da versão original. A música “Glory of Love” – o hino da franquia, apresentada no segundo filme, em 1986 - foi interpretado pelo cantor estadunidense de origem polonesa Peter Cetera. Antes do sucesso com essa faixa, Cetera foi baixista e vocalista da banda Chicago. Recebeu a indicação de melhor canção.






01.Tropa de Elite – “Tropa de Elite”
Tihuana
Como se esquecer do maior sucesso do cinema brasileiro de todos os tempos? Tropa de Elite (Brasil, 2007, 118 min.) mostra a ação do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) em morros do Rio de Janeiro. A produção de José Padilha imortalizou o inesquecível Capitão Nascimento, personagem interpretado pelo excelente Wagner Moura. Tamanho o sucesso do filme resultou na gravação de uma seqüência  - Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro -  em 2010, que também foi sucesso de bilheteria. Na continuação, o Capitão Nascimento agora foi promovido a Coronel. A música-tema tem o mesmo nome do longa, e foi lançada pela banda Tihuana em 2000. No lançamento, fez considerável sucesso. Porém, a verdadeira explosão da música aconteceu de fato 7 anos mais tarde, com o lançamento de “Tropa de Elite”. A canção está na primeira fita demo da banda paulistana, e a “tropa” que diz a letra não foi escrita relacionada a nenhum tipo de polícia – o pelotão era, na verdade, os integrantes do conjunto de rock.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

5 perguntas a Fernando Carvalho, "O Aiatolá da Alimentação"

LISTA DOS CINCO inaugura sua seção de entrevistas e fala com o historiador Fernando Carvalho, que culpa o açúcar como o causador das principais doenças atuais.

“Se tomar injeção, ganha um chocolate, filho”. “Tem brigadeiro e beijinho, coma a vontade”. “É seu aniversário? Vamos cortar o bolo!”. Frases tão corriqueiras no cotidiano, proliferado por gerações, podem certamente trazer conseqüências graves no futuro das pessoas. Doenças crônicas, enfermidades graves, resultado de anos de consumo exacerbado de deliciosas guloseimas que contém um vilão escondido: o açúcar. Para muitos, tais afirmações parecem loucura. Porém, o historiador Fernando Antonio Carneiro de Carvalho, ou simplesmente Fernando Carvalho (na foto), defende a total abolição do uso do açúcar na alimentação, em sua obra “Açúcar: o perigo doce”. Fernando formou-se na Universidade Federal Fluminense (UFF) e também é cartunista amador – teve tiras publicadas no lendário jornal “O Pasquim”, famoso durante a ditadura militar. Após o surgimento de uma doença crônica, Carvalho estudou o assunto e chegou a curiosas e alarmantes conclusões. LISTA DOS CINCO tem o prazer de inaugurar seu quadro de entrevistas e faz cinco perguntas a Fernando Carvalho e suas, no mínimo, polêmicas idéias. Leia e tire suas próprias conclusões.

1ª Pergunta;
Lista dos Cinco – Como surgiu a idéia de escrever esse livro? Quanto tempo demorou para elaborá-lo e ele se embasa em quais autores, cientistas ou teorias?
Fernando Carvalho – A ideia de escrever o livro aconteceu praticamente sem querer. Eu, apesar de ser uma pessoa que procurava ter uma alimentação saudável e um estilo de vida não sedentário, não fumar, praticar exercícios e beber com moderação fiquei diabético aos quarenta e tantos anos. Fiquei muito fulo com isso, me cuidava e não era para ter ficado doente. Ignorava absolutamente o que era o diabete e passei a estudar o assunto para saber o que tinha acontecido comigo. Ao longo de meus estudos fui percebendo que havia uma história mal contada e que dava para escrever um livro para por o assunto em pratos limpos. Depois que uma primeira versão da obra estava pronta comecei a enviá-la por e-mail a quem me solicitasse.
Até que alguém colocou em sites como 4Shared e a partir daí perdi o controle.
O livro me consumiu uns quatro anos de leituras, melhor, de estudos. Até hoje tenho comigo uma pilha de quase um metro de altura de rascunhos e cópias. Quanto aos autores consultados não havia nenhum corte, escreveu sobre açúcar foi lido: médico (patologista, fisiologista, odontólogo (cariologia), nutricionista, naturalista, químico, bioquímico, e até alquimista e boticário.
Se tivesse que apontar duas influências teóricas são com certeza William Dufty e Robert Atkins. Dufty é o autor do clássico “Sugar Blues”. Em meu livro dou uma boa atualizada nessa obra acrescentando temas que não foram contemplados pelo autor. E Atkins foi o médico que mais duro jogou contra o açúcar, chamava-o de “carboidrato assassino”. Em uma frase ele definiu a indústria da doença: “uma cultura industrial que se sustenta mutuamente, de alimentos e medicamentos”.

2ª Pergunta;
L5 – Como se deu a proliferação da sua obra?
Fernando – Para testar o que havia produzido entrei em sites de nutrição do Orkut e do Yahoo. Para minha surpresa fui recebido pelos nutricionistas (de comunidades do Orkut) com quatro pedras nas mãos. Como eu não era da área de saúde e tendo escrito um livro sobre açúcar, devo ter provocado ciúme ou ferido o ego deles. Eles me chamavam de charlatão e eu revidava chamando-os de nutricionistas de meia tijela (sic). Tanto eram que não perceberam que tigela se escreve com “g”. Fui expulso de quatro comunidades. Paralelamente a isso o livro encontrava boa receptividade em outras direções. Uma engenheira de alimentos da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia, Professora Jean Márcia Mascarenhas colocou em sua página um link para baixar o livro. Hoje muitos blogs reproduzem esse link para download, inclusive sites de médicos como o do professor Brasil Peixoto (Outra visão) além dos clássicos 4Shared, Scribd, etc.


3ª Pergunta;
L5 – Segundo seu livro, o uso do açúcar é um problema de saúde pública, tão grave quanto o sexo sem preservativo ou a propagação da dengue, por exemplo. Como agir no caso da ingestão de açúcar?
Fernando – Problema de saúde pública é pouco para se referir ao açúcar. O açúcar é o corpo estranho químico que adicionado â alimentação humana transformou-a nessa ração patogênica que empurrou a raça humana para a era das doenças crônicas, metabólicas e degenerativas. A primeira epidemia pela qual o açúcar responde é a de cárie dentária. Sendo o açúcar pura caloria destituída de nutrientes sua relação com a epidemia de obesidade é óbvia. E já são conhecidos os diversos mecanismos pelos quais o açúcar responde por um amplo leque de doenças crônicas, como as doenças micro e macro vasculares.

4ª Pergunta;
L5 – O uso do açúcar é tradição na grande maioria dos países do mundo, na elaboração de doces e outros inúmeros tipos de confeitos. Desta forma, como substituí-lo? Os pratos doces deixariam de existir?
Fernando – O ideal, e é isso que defendo em meu livro, é que o açúcar fosse proibido de ser adicionado aos alimentos.
O açúcar já era conhecido há uns mil anos. Alexandre, o grande, quando o viu pela primeira vez na Pérsia chamou-o de “um sal doce feito sem a ajuda das abelhas”. Mas a humanidade só passou a consumir açúcar pra valer depois da descoberta da América e a produção de açúcar em larga escala por meio do uso intensivo de mão-de-obra escrava africana. E depois da industrialização com a massificação dos produtos feitos com farinha refinada adoçados já na fábrica e o complemento natural deles, os refrigerantes, aí sim o consumo se massificou. Mesmo assim, nos dias de hoje, países como a China consome menos de dez quilos de açúcar por habitante/ano. Os EUA consomem uns cem quilos. Isso faz com que seja gritante a diferença de doenças crônicas na China e nos EUA. Há países na África que consomem menos de meio quilo de açúcar por ano por habitante. A conseqüência é que nesses países não existe o fenômeno “epidemia de cárie”.
Da Idade Média para trás todos os doces eram feitos sem açúcar. Existe uma culinária de doces sem açúcar que está nas sombras e que precisa ser reabilitada. Um doce feito sem açúcar é um doce saudável. Procurando pela internet se acha muita coisa nesse sentido.

5ª Pergunta;
L5 – Através de suas pesquisas, afinal de contas, qual a melhor escolha: açúcar, adoçante ou nenhum deles?
Fernando - Açúcar é o vilão que tem que ser varrido da mesa seja o refinado seja o mascavo, o melaço ou a rapadura. O ideal seria que as pessoas resumissem o sabor doce ao mel e ás frutas frescas e desidratadas. Mas como a civilização do açúcar colocou em evidência bebidas extremamente amargas como o chocolate e o café justamente para aumentar a demanda de açúcar, creio que o uso dos adoçantes será necessário na luta da humanidade para se livrar do açúcar.
 Se você se interessou no assunto, entre na comunidade orkutiana “AÇÚCAR MATA!”. “Açúcar: o perigo doce” é publicado pela Editora Alaúde (www.alaude.com.br). Contatos com o autor através do e-mail ferdo@oi.com.br. Carvalho tambem deu uma entrevista a TV Supren, e para ver a conversa, veja os vídeos abaixo:






sexta-feira, 17 de junho de 2011

5 famosos (e bons) dubladores brasileiros

Desde os tempos mais remotos, a língua sempre foi um obstáculo de comunicação entre os povos. Quando o setor do entretenimento cresceu, com a popularização do cinema e do TV, foram criados alguns meios para quebrar essa barreira cultural. Além das legendas – textos alocados no canto inferior da tela, simplesmente traduzindo as falas dos personagens – outra técnica surgiu a fim de facilitar a difusão das mídias audiovisuais. A dublagem substitui os diálogos dos atores em qualquer idioma e torna possível que um espectador consiga entender todo o desenrolar da trama sem o uso de legendas. A figura do dublador – que acima de tudo, não apenas empresta a voz, mas interpreta a situação com o personagem que carrega sua voz – passa a ser de suma importância, e a dublagem brasileira é considerada uma das melhores de todo o mundo. O primeiro trabalho dessa natureza no Brasil foi realizado em 1938 com a dublagem do clássico desenho “Branca de Neve e os Sete Anões”. LISTA DOS CINCO classifica alguns desses artistas que muitas vezes não são reconhecidos nas ruas, mas são donos de trabalhos memoráveis.

05. Guilherme Briggs
O dublador carioca Guilherme Neves Briggs nasceu em 1970 e além de emprestar a voz para diversos personagens de desenhos animados e filmes, é desenhista e diretor de dublagem. Tem vários trabalhos notáveis: ele faz a voz de Denzel Washington e Brendan Braser na maioria dos longas-metragens de ambos e ficou conhecido também por dublar o personagem Cosmo, de “Os Padrinhos Mágicos”. Dentre muitos outros trabalhos, dublou o protagonista do desenho “Freakazoid!” e Optimus Prime do filme “Transformers”. É quem dá a voz de Buzz Lightyear nos três filmes da franquia “Toy Story”. Começou a sua carreira em 1991, quando dublou o personagem Worf, do seriado “Guerra nas Estrelas”. Quando dublou Freakazoid, seu improviso durante as gravações o destacou e o texto do dublador/tradutor chegou a ser considerado até melhor que o original. Além da profissão, é integrante semi-regular do podcast do site Jovem Nerd.
 Para ouvir uma entrevista concedida por Briggs ao podcast Nerdcast (em janeiro de 2008), clique aqui.

04. Garcia Júnior
Descendente de uma das famílias pioneiras na dublagem nacional – era filho do renomado diretor Garcia Neto – Manoel Garcia Júnior nasceu em São Paulo, em 1967, e é dublador, tradutor e diretor. Sua voz foi usada em vários personagens da Disney – entre eles, dublou algumas vezes o Pato Donald e o Simba, em “O Rei Leão” – além do guerreiro He-Man e os desenhos antigos do Pica-Pau (principalmente os produzidos entre 1940 e 1955). Emprestou sua voz também a Harrison Ford em vários filmes. Porém, seu maior sucesso foi seu trabalho nos filmes do ator Arnold Schwarzenegger; ele dublou o ex-governador da Califórnia em produções de sucesso, como em “O Exterminador do Futuro” 2 e 3,  “O Vingador do Futuro”, “Comando para Matar”, “Fim dos Dias” e “Batman e Robin”. O ator é pouco usado nas dublagens desde 2005.
Alguns dos personagens dublados por Garcia Júnior

03. Nelson Machado Filho
Nosso blog lança um desafio aos leitores: sintonizem no SBT quando estiver sendo exibido o Chaves (e venhamos e convenhamos, isso não é muito difícil de aconteceu no canal do Silvio Santos) e abaixe o som totalmente. Com a TV em silêncio, imagine outra voz no personagem Quico quando ele surgir na tela. Use a imaginação, recorra a dubladores que você se lembra ou até vozes de pessoas conhecidas. Realmente, essa dublagem pertence a um seleto hall de vozes que se identificam perfeitamente com o personagem. O paulistano Nelson Machado Filho, o dublador do personagem mexicano, nasceu em 1954 e também empresta a sua fala a outras produções notáveis, como Roberto Benigni em “A Vida é Bela”, Robin Williams em “O Homem Bicentenário” e Rowan “Mr. Bean” Atkinson em “Johnny English” e “Tá todo mundo louco!”. Em desenhos animados, dublou Fred Flintstone e o herói Darkwing Duck.
Para ouvir uma entrevista concedida por Machado ao podcast Nerdcast em janeiro de 2007, clique aqui.

Personagens que carregam a voz de Nelson Machado

02. Waldyr Sant'anna
Nossos leitores mais velhos devem se lembrar de Terêncio, capataz de Sinhozinho Malta (vivido por Lima Duarte) na novela “Rock Santeiro”, de 1985. Mas poucos sabem que o ator que interpretou o capanga é também um renomado dublador brasileiro. Waldir Sant’anna imortalizou a voz do personagem Homer Simpson – um dos maiores ícones da cultura popular dos últimos tempos – e recentemente esteve envolvido em um processo que causou muita discussão. Ele dublou por 7 temporadas do desenho estadunidense e conquistou uma enorme legião de fãs em todo o Brasil. Porém, Sant’anna entrou na justiça solicitando o pagamento de direitos nas vendas de DVD’s do desenho (o dublador tinha direitos garantidos apenas nas exibições da TV). Em represália, a FOX substitui Walcyr por Júlio César Barreiros, o que causou furor entre os fãs da série. E devido a essa pressão, ele voltou a dublar o chefe da família Simpson na 15° temporada. Porém, a FOX o afastou do seu papel em definitivo na 18° temporada, sendo substituído por Carlos Alberto Vasconcellos da Silva (ex-apresentador da SporTV), que continua fazendo a voz de Homer até hoje. Muitos fãs enfurecidos não concordaram com a substituição, o que causa polêmica sem fim.
Para ver Homer Simpson sendo entrevistado em uma rádio brasileira, veja o vídeo abaixo:


01. Orlando Drummond
Drummond é um artista versátil e teve destaque em várias áreas artísticas: é ator, dublador, radialista e comediante. É até hoje reconhecido como o Seu Peru, o homossexual da extinta “Escolinha do Professor Raimundo”, além de emprestar a voz para desenhos famosos, entre eles Popeye, Alf (série e desenho) e o Vingador, de “Caverna do Dragão”. Porém, o carioca Orlando Drummund Cardoso, nascido em 1919, entrou para o Livro dos Recordes por ser o dublador que por mais tempo empresou a voz para um personagem. Por mais de 30 anos, cão Scooby-Doo, dos estúdios Hanna-Barbera, carrega em todos os filmes e desenhos a voz do experiente dublador. Com mais de 90 anos, Orlando Drummond diminuiu seu ritmo de trabalho e não é mais tão visto como antes.
Drummond concedeu entrevista ao "Programa do Jô". O vídeo está dividido em duas partes.