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sexta-feira, 24 de junho de 2011

5 perguntas a Fernando Carvalho, "O Aiatolá da Alimentação"

LISTA DOS CINCO inaugura sua seção de entrevistas e fala com o historiador Fernando Carvalho, que culpa o açúcar como o causador das principais doenças atuais.

“Se tomar injeção, ganha um chocolate, filho”. “Tem brigadeiro e beijinho, coma a vontade”. “É seu aniversário? Vamos cortar o bolo!”. Frases tão corriqueiras no cotidiano, proliferado por gerações, podem certamente trazer conseqüências graves no futuro das pessoas. Doenças crônicas, enfermidades graves, resultado de anos de consumo exacerbado de deliciosas guloseimas que contém um vilão escondido: o açúcar. Para muitos, tais afirmações parecem loucura. Porém, o historiador Fernando Antonio Carneiro de Carvalho, ou simplesmente Fernando Carvalho (na foto), defende a total abolição do uso do açúcar na alimentação, em sua obra “Açúcar: o perigo doce”. Fernando formou-se na Universidade Federal Fluminense (UFF) e também é cartunista amador – teve tiras publicadas no lendário jornal “O Pasquim”, famoso durante a ditadura militar. Após o surgimento de uma doença crônica, Carvalho estudou o assunto e chegou a curiosas e alarmantes conclusões. LISTA DOS CINCO tem o prazer de inaugurar seu quadro de entrevistas e faz cinco perguntas a Fernando Carvalho e suas, no mínimo, polêmicas idéias. Leia e tire suas próprias conclusões.

1ª Pergunta;
Lista dos Cinco – Como surgiu a idéia de escrever esse livro? Quanto tempo demorou para elaborá-lo e ele se embasa em quais autores, cientistas ou teorias?
Fernando Carvalho – A ideia de escrever o livro aconteceu praticamente sem querer. Eu, apesar de ser uma pessoa que procurava ter uma alimentação saudável e um estilo de vida não sedentário, não fumar, praticar exercícios e beber com moderação fiquei diabético aos quarenta e tantos anos. Fiquei muito fulo com isso, me cuidava e não era para ter ficado doente. Ignorava absolutamente o que era o diabete e passei a estudar o assunto para saber o que tinha acontecido comigo. Ao longo de meus estudos fui percebendo que havia uma história mal contada e que dava para escrever um livro para por o assunto em pratos limpos. Depois que uma primeira versão da obra estava pronta comecei a enviá-la por e-mail a quem me solicitasse.
Até que alguém colocou em sites como 4Shared e a partir daí perdi o controle.
O livro me consumiu uns quatro anos de leituras, melhor, de estudos. Até hoje tenho comigo uma pilha de quase um metro de altura de rascunhos e cópias. Quanto aos autores consultados não havia nenhum corte, escreveu sobre açúcar foi lido: médico (patologista, fisiologista, odontólogo (cariologia), nutricionista, naturalista, químico, bioquímico, e até alquimista e boticário.
Se tivesse que apontar duas influências teóricas são com certeza William Dufty e Robert Atkins. Dufty é o autor do clássico “Sugar Blues”. Em meu livro dou uma boa atualizada nessa obra acrescentando temas que não foram contemplados pelo autor. E Atkins foi o médico que mais duro jogou contra o açúcar, chamava-o de “carboidrato assassino”. Em uma frase ele definiu a indústria da doença: “uma cultura industrial que se sustenta mutuamente, de alimentos e medicamentos”.

2ª Pergunta;
L5 – Como se deu a proliferação da sua obra?
Fernando – Para testar o que havia produzido entrei em sites de nutrição do Orkut e do Yahoo. Para minha surpresa fui recebido pelos nutricionistas (de comunidades do Orkut) com quatro pedras nas mãos. Como eu não era da área de saúde e tendo escrito um livro sobre açúcar, devo ter provocado ciúme ou ferido o ego deles. Eles me chamavam de charlatão e eu revidava chamando-os de nutricionistas de meia tijela (sic). Tanto eram que não perceberam que tigela se escreve com “g”. Fui expulso de quatro comunidades. Paralelamente a isso o livro encontrava boa receptividade em outras direções. Uma engenheira de alimentos da Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia, Professora Jean Márcia Mascarenhas colocou em sua página um link para baixar o livro. Hoje muitos blogs reproduzem esse link para download, inclusive sites de médicos como o do professor Brasil Peixoto (Outra visão) além dos clássicos 4Shared, Scribd, etc.


3ª Pergunta;
L5 – Segundo seu livro, o uso do açúcar é um problema de saúde pública, tão grave quanto o sexo sem preservativo ou a propagação da dengue, por exemplo. Como agir no caso da ingestão de açúcar?
Fernando – Problema de saúde pública é pouco para se referir ao açúcar. O açúcar é o corpo estranho químico que adicionado â alimentação humana transformou-a nessa ração patogênica que empurrou a raça humana para a era das doenças crônicas, metabólicas e degenerativas. A primeira epidemia pela qual o açúcar responde é a de cárie dentária. Sendo o açúcar pura caloria destituída de nutrientes sua relação com a epidemia de obesidade é óbvia. E já são conhecidos os diversos mecanismos pelos quais o açúcar responde por um amplo leque de doenças crônicas, como as doenças micro e macro vasculares.

4ª Pergunta;
L5 – O uso do açúcar é tradição na grande maioria dos países do mundo, na elaboração de doces e outros inúmeros tipos de confeitos. Desta forma, como substituí-lo? Os pratos doces deixariam de existir?
Fernando – O ideal, e é isso que defendo em meu livro, é que o açúcar fosse proibido de ser adicionado aos alimentos.
O açúcar já era conhecido há uns mil anos. Alexandre, o grande, quando o viu pela primeira vez na Pérsia chamou-o de “um sal doce feito sem a ajuda das abelhas”. Mas a humanidade só passou a consumir açúcar pra valer depois da descoberta da América e a produção de açúcar em larga escala por meio do uso intensivo de mão-de-obra escrava africana. E depois da industrialização com a massificação dos produtos feitos com farinha refinada adoçados já na fábrica e o complemento natural deles, os refrigerantes, aí sim o consumo se massificou. Mesmo assim, nos dias de hoje, países como a China consome menos de dez quilos de açúcar por habitante/ano. Os EUA consomem uns cem quilos. Isso faz com que seja gritante a diferença de doenças crônicas na China e nos EUA. Há países na África que consomem menos de meio quilo de açúcar por ano por habitante. A conseqüência é que nesses países não existe o fenômeno “epidemia de cárie”.
Da Idade Média para trás todos os doces eram feitos sem açúcar. Existe uma culinária de doces sem açúcar que está nas sombras e que precisa ser reabilitada. Um doce feito sem açúcar é um doce saudável. Procurando pela internet se acha muita coisa nesse sentido.

5ª Pergunta;
L5 – Através de suas pesquisas, afinal de contas, qual a melhor escolha: açúcar, adoçante ou nenhum deles?
Fernando - Açúcar é o vilão que tem que ser varrido da mesa seja o refinado seja o mascavo, o melaço ou a rapadura. O ideal seria que as pessoas resumissem o sabor doce ao mel e ás frutas frescas e desidratadas. Mas como a civilização do açúcar colocou em evidência bebidas extremamente amargas como o chocolate e o café justamente para aumentar a demanda de açúcar, creio que o uso dos adoçantes será necessário na luta da humanidade para se livrar do açúcar.
 Se você se interessou no assunto, entre na comunidade orkutiana “AÇÚCAR MATA!”. “Açúcar: o perigo doce” é publicado pela Editora Alaúde (www.alaude.com.br). Contatos com o autor através do e-mail ferdo@oi.com.br. Carvalho tambem deu uma entrevista a TV Supren, e para ver a conversa, veja os vídeos abaixo:






terça-feira, 14 de junho de 2011

5 coisas que você encontra no mundo inteiro

A globalização é fato consumado e nós convivemos com este fenômeno em nosso cotidiano. Várias marcas e produtos estão presentes em muitos países, e algumas destas podem ser encontradas praticamente em todo o mundo. Esses verdadeiros “gigantes” do comércio internacional atuam nas mais diversas áreas, desde tecnologia, produtos manufaturados em geral e alimentícios. LISTA DOS CINCO fala sobre coisas que, definitivamente, podem ser vistos em todos os continentes e só não há na Lua e em Marte porque a humanidade ainda não conseguiu estabelecer colônias lá.
05. Windows
Produzido em dezenas de idiomas diferentes, o sistema operacional da Microsoft é o mais utilizado do mundo. Pra quem não sabe, “Sistema Operacional” é o programa (sotware) que gerencia tudo instalado e une o computador (hardware) com o usuário. O Windows era inovador, pois possuía uma interface gráfica, que facilitava a manipulação de vários programas simultaneamente e interação de elementos da tela virtuais com o mouse - o que tornou seu manejo simples. Começou a ser desenvolvido pela empresa Microsoft em 1981 e inicialmente era um recurso gráfico para o MS-DOS, um antigo sistema operacional que trabalhava com comandos de texto – uma tela preta onde o usuário escrevia o que queria fazer. O registro da marca foi complicado, pois e palavra em inglês significa “janela”, vocábulo de uso muito comum. Foi totalmente desvinculado ao DOS apenas na versão Windows NT, em 1993. Sua popularidade no mundo deve-se ao enorme número de cópias piratas em circulação. Em 2011, última versão era o Windows 7.

04. Rotary Club
O que dizer de uma associação que possui cerca de 1,2 milhão de associados em 168 países e que usa 6 línguas como oficiais (Inglês, Francês, Espanhol, Português, Japonês, Alemão)? Esse é o Rotary Club, cujo lema "Dar de Si Antes de Pensar em Si". Como a própria frase transmite, o Rotary é um enorme grupo de empresários e profissionais que prestam serviços sociais em todo o mundo. Sua sede fica em Evanston (Illinois), nos EUA. Seu famoso símbolo - uma roda dentada que significa movimento, ação, rotatividade - encontra-se postada como uma escultura em diversas regiões do planeta. Em 2010-2011, a associação era presidida por Ray Klinginsmith.

03. Google
Impossível entrar na internet sem utilizar essa popular ferramenta de busca. Na verdade, a Google Inc. é uma empresa que apresenta diversos produtos informáticos voltados para a internet, como o Google Earth, Picassa, Orkut, Google Talk, Gmail, além de outras diversas aplicações. Foi fundado em 1998 por Larry Page e Sergey Brin, dupla conhecida mundialmente como Google Guys (os caras do Google). Utiliza mais de um milhão de servidores espalhados pelo mundo e processa mais de um bilhão de pesquisas diárias. Quase toda a receita do empresa (cerca de 99%) vem da publicidade exibida em seus serviços. A enorme gama de produtos gera polêmica quanto a privacidade, pois alguns pesquisadores alegam que os interesses do usuário pode ser rastreado pela companhia. Algumas teorias da conspiração alegam que a firma pode perfeitamente rastrear tudo sobre o usuário; o Google pode saber onde você está e onde quer ir (Google Earth), o que você recebe via e-mail (Gmail), quem são seus amigos (Orkut), o que você fala (Google Talk), onde você navega (Google Chrome), o que você assiste (YouTube) e quais a suas idéias (Blogger e Blogspot)

02. McDonald’s
Franquia de lanchonetes famosa principalmente pelo sanduíche conhecido como Big Mac, é a segunda rede do mundo nessa área (perde apenas para e Rede Subway). Apesar se ser menor que a concorrente, o McDonald’s está totalmente inserido na cultura de massas contemporânea e é considerado um dos maiores símbolos do capitalismo. Os números da rede de lanchonetes impressionam: atualmente, vende cerca de 190 sanduíches por segundo no mundo e uma nova loja é inaugurada a cada 10 horas. Foi fundada em San Bernardino, Califórnia, em 1940, e possui mais de 31 mil lojas espalhadas em 120 países. Tão famoso quanto a marca é seu personagem temático, o palhaço Ronald McDonald. Segundo o livro Fast Food Nation, de 2001, 96% das crianças dos EUA sabem quem é Ronald. No Brasil, o ator Sandro Rocha – famoso por interpretar o Major Rocha no filme “Tropa de Elite 2” – já trabalhou em promoções do McDia Feliz.

01. Coca-Cola
Criada pelo farmacêutico John Pemberton em Atlanta, em 1884, a Coca-Cola inicialmente era chamada de “Pemberton’s French Wine Cola”. Sua fórmula consistia numa mistura de folhas de coca, grãos de nós de cola e álcool. Em 1886, os fortes movimentos anti-álcool nos EUA fizeram o criador mudar a fórmula e transformá-la em uma bebida sem álcool. Em seu primeiro ano, a Coca-Cola vendeu pífios 25 galões do produto, o que equivalia a 9 copos por dia ou U$ 50,00 de receita. Atualmente, a empresa está presente em 200 países do mundo e é um dos principais símbolos do capitalismo e imperialismo estadunidense. A Coca-Cola é uma das empresas que mais investem em publicidade – além de TV, são veiculadas inúmeras campanhas em eventos esportivos, shows musicais e no cinema. Porém, essa bebida sempre esteve cercada de muita polêmica. Uma antiga lenda urbana diz que o refrigerante é feito com folhas de coca e o fato sempre foi negado com veemência pela empresa. Porém, a agência antidroga peruana DEVIDA disse que a companhia compra 115 toneladas de folhas da planta do país, além de 105 toneladas da Bolívia. Até o presidente boliviano Evo Morales já afirmou que a gigante estadunidense usa folhas de coca na produção do refrigerante.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

5 animais famosos

Pessoas são famosas pelos seus grandes feitos. Alguns cantam bem, outros são ótimos atores; a fama pode vir após um grande feitos científicos, por superar limites ou simplesmente pela exposição na mídia Porém, o sucesso não é suscetível apenas aos seres humanos. Muitos animais fazem parte da cultura popular e muitos deles tem até seus nomes marcados na história. LISTA DOS CINCO relembra agora de cinco animais famosos.
05. Cavalo Bucéfalo
Alexandre e Bucéfalo, segundo o
artista Vincenzo Gemito
Esse cavalo era amigo inseparável do líder macedônico Alexandre, O Grande, um dos maiores conquistadores da história. Segundo algumas lendas, era um grande garanhão que nasceu no mesmo dia que o rei da Macedônia. Diz o mito que Bucéfalo foi adquirido por Felipe II, pai de Alexandre. Porém, muito arisco, a doma do eqüino foi considerada impossível.  O filho do imperador teria implorado ao seu pai para tentar dominá-lo. Assim, Alexandre supostamente notou que o animal se assustava com a própria sombra e, como solução, começou a adestrá-lo contra o sol, o que impedia que ele se assustasse. Assim, conseguiu dominá-lo totalmente e o transformar em um exímio cavalo de guerra. Bucéfalo teria morrido já velho, durante a campanha dos macedônicos na Índia, onde teria sido ferido em combate. Para homenagear o seu cavalo, Alexandre fundou a cidade de Bucéfala no local que o animal morreu.

04. Chihuahua Conchita
Posner e a "sortuda" Conchita
O que uma pequena cadela da raça Chihuahua faria com uma mansão de US$ 14,1 milhões, além de uma fortuna de US$ 5,3 milhões? Pode parecer mentira, mas essa é a herança que a milionária Gail Posner deixou para seu animal de estimação. Ela morreu com 67 anos e tinha apenas um filho, que recebeu de herança “míseros” U$ 1 milhão.  Enquanto viva, a milionária tratava a cadela como uma verdadeira princesa, com direto a jóias, criadas particulares e guarda-costas. O fato aconteceu em Miami, nos EUA, em 2010. O filho de Gail, Bret Carr, entrou na justiça para cancelar a herança deixada para a cadela. Segundo ele, a mãe sofria de problemas mentais.




03. Cadela Laika

Laika, a primeira a ver a Terra do espaço
O primeiro ser vivo a viajar no espaço foi uma cadela encontrada nas ruas de Moscou pelo Programa Espacial Soviético. Ela não tinha nome e foi batizada três vezes pelos russos: primeiro Kudryavka (crespinha), depois Zhuchka (bichinho), e logo Limonchik (limãozinho). No final, ficou conhecida internacionalmente como Laika – na verdade, essa era a raça do animal – e ela entrou em órbita em 1957 a bordo do satélite Sputnik II. Apesar de pouco divulgado, sua morte ocorreu entre 5 a 7 horas após seu lançamento do satélite, talvez pela combinação de stress com o superaquecimento, além da falha do controle térmico da nave. Na verdade, os russos já desconfiavam que ela não voltaria viva. Há um monumento em sua homenagem em uma base militar russa em Moscou.

Monumento em homenagem à Laika em Moscou, Rússia.

02. Polvo Paul
Um dos principais personagens da Copa do Mundo na África do Sul em 2010, o polvo batizado de Paul ficou conhecido mundialmente por “prever” os vencedores das partidas da Alemanha, alem do ganhador na final do torneio.  Ele estava exposto no aquário do alemão de Oberhausen. Para realizar tais previsões, duas caixas com mexilhões eram colocadas no aquário, ambas com as bandeiras da Alemanha e seu oponente; a caixa que Paul escolhesse primeiro seria o vencedor da partida. O “polvo vidente”, como ficou conhecido, acertou as vitórias germânicas sobre Gana, Austrália, Inglaterra, Argentina e Uruguai; além disso, ele foi certeiro em afirmar que os alemães perderiam da Sérvia e Espanha. Além dos resultados da Seleção da Alemanha, Paul também “previu” o resultado da final da Copa entre Espanha e Holanda. Antes da Copa da África, o polvo já teria sido “testado” na Eurocopa 2008. Nessa competição, foi pesquisado seis vezes, mas errou dois resultados. Após o mundial, um aquário espanhol chegou a fazer uma oferta milionária pelo animal, que foi recusada pelos alemães. Algumas organizações de diretos dos animais chegaram a exigir a libertação do molusco. Paul morreu de velhice em seu aquário em 26 de outubro de 2010.
A previsão da final da Copa 2010 feita por Paul

01. Ovelha Dolly
Sem dúvida, a famosa ovelha foi a protagonista de uma das maiores pesquisas científicas da história: ela foi o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso. Tal feito aconteceu no Instituto Roslin, na Escócia, em 1996. A ovelha foi batizada em homenagem aos seios da atriz Dolly Parton – uma famosa cantora country dos EUA - pois a clonagem foi feita a partir de uma célula das glândulas mamárias de outro indivíduo adulto. Viveu a vida inteira no instituto escocês e chegou até a ter dois filhotes. Os cientistas acreditavam que ela poderia apresentar envelhecimento precoce, o que causou discussão na comunidade científica da relação da clonagem com esse problema. Em 2002, foi anunciado que o animal possuía artrite. Em 2003, a ovelha foi abatida após contrair uma forte infecção pulmonar. Seu corpo encontra-se empalhado até hoje em um museu de Edimburgo, na Escócia.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

5 polêmicos casos de plágio

O dicionário online Priberam (www.priberam.pt/dlpo) dá a seguinte definição para a palavra “plágio”: (latim plagium, -ii, roubo de escravos, plágio) – “1. Ato ou efeito de plagiar; 2. Imitação ou cópia fraudulenta”. É fato que a cópia de qualquer obra acontece o tempo todo em nosso dia-a-dia. Porém, alguns casos são bastante polêmicos e sempre causa o embate do suposto plagiado pelo plagiador. LISTA DOS CINCO publica alguns casos de acusação de plágio que rendem ainda muito “pano pra manga”.
05. Trecho do Angra em música do Parangolé
A rede social Twitter foi o palco de mais um “arranca-rabo” entre famosos. Em abril de 2011, a banda de rock paulistana Angra acusou o grupo de axé baiano Parangolé de plagiar trechos da música “Nova Era”. Os riffs, com duração de 12 segundos, teriam sido usados pelo grupo de Léo Santana na canção “Tomba aê tomba”. O caro leitor pode conferir a verdadeira confusão gerada no Twitter. Em retaliação, os fãs da banda paulista criaram uma hashtag #Parangolixo.
Kiko Loureiro postou as seguintes mensagens:

No ataque, Léo Santana (vocalista do grupo de axé) fez as seguintes declarações no microblog:

Já Felipe Andreoli (não é o repórter do CQC, mas sim um dos integrantes do Angra) entrou na briga:
 A matéria abaixo foi exibida no "Jornal da Globo". Além de falar sobre o assunto, ela mostra o trecho requerido pelo Angra. Veja, compare, tire suas próprias conclusões.

04. Avatar versus Delgo
A denúncia de plagio partiu dos criadores da animação “Delgo” (2008), filme considerado um completo fiasco. Ele retém o título de “pior estréia na história do cinema estadunidense”, pois na ocasião arrecadou “míseros” US$ 500 mil. Só para se ter uma idéia do rombo, a produção em 3D consumiu cerca de US$ 40 milhões. As acusações começaram quando foi lançado o trailer da obra prima de James Cameron (compare as imagens abaixo publicadas em vários sites na internet).












03. Série “Lost” seria um plágio
Essa nem os mais “lostmaníacos” esperavam: a série de ficção que teve 6 temporadas e acabou em 2010, foi processada de plágio pelo produtor Anthony Spinner (autor dos seriados Baretta e Babes in Toyland). Ele entrou na justiça contra a rede ABC, que produziu o seriado, pois relata ter recebido US$ 30 milhões, em 1977, para escrever um piloto parecido com o enredo de Lost. Esse episódio inicial, de 121 paginas, tinha exatamente o mesmo título. Contava com personagens como Jack, Locke, Saiyd, Kate e Sawyer, não exatamente com esses nomes, mas com as mesmas profissões e com passados misteriosos. Segundo Spinner, a rede de TV se negou de gravar a suposta série em 1977, 1981 e em 1994. Assim, a ABC teria supostamente lançado a série somente em 2004 (27 anos depois), e teve seu roteiro quase que totalmente copiado. Será que o suposto autor de “Lost” havia pensado em um final melhor pra série?
02. Briga entre Latino e Banda Cine
Na ocasião, o cantor Latino foi acusado de plagiar a música “É Tudo Nosso” da Banda Cine. Pelo Twitter, os fãs do grupo de rock pop nacional fizeram as acusações. Latino se defendeu através desta mesma rede social: "Meus fãs me conhecem bem, sabem da minha criatividade e da minha índole! Nunca plagiaria ninguém. Sou digno e jamais faria isso. Acorda!", alertou o cantor através de uma mensagem no micro blog. Logo depois, foi criada uma dashtag “#LatinoPlagiouCine”, que entrou para um dos assuntos mais comentado do Twitter. Ele ainda retrucou: "10 milhões de ringtones, 200 milhões de views no You Tube, 7 milhões de CDs e DVDs vendidos em 18 anos. Será que eu precisaria plagiar alguém?". A guerra de tweet continuou e a banda cine chegou a fazer o seguinte comentário através da mesma rede social: "Galera... como o próprio @latinofesta disse: 'a verdade virá a tona". Muitos dizem que toda a confusão foi criada, na verdade, para promover uma marca de chicletes, pois a música da banda foi lançada no site oficial dessa goma de mascar. Ouça e confira:



01.          Hino Nacional Brasileiro
Muita polêmica gira em torno da canção oficial brasileira. Os quatro primeiro acordes são idênticos a uma sonata do violinista Niccolò Paganini, onde muitos músicos alegam apenas influência na canção. Oficialmente, a música foi composta por Francisco Manuel da Silva e a letra é de autoria de Joaquim Osório Duque de Estrada. Foi adotado no Brasil Império após a abdicação de D. Pedro I, em 1831 (muitos acreditam que a letra foi escrita às pressas), e estudiosos afirmam que, na verdade, a melodia foi composta pelo Padre José Maurício Nunes Garcia e chamava-se ,na verdade, “Matinas de Nossa Senhora da Conceição - Responsório Sétimo”. Essa peça musical era apenas instrumental. O fato é que Nunes Garcia é considerado um dos maiores compositores de música erudita brasileira, junto com Carlos Gomes e Villa-Lobos. Já Francisco Manuel é considerado compositor mediano, e não possui obras consideradas grandes. Manuel trabalhou como copista e arquivista da orquestra da corte entre 1821 e 1822. A revista “Veja” elaborou, em 2000, uma matéria sobre o tema. Para ouvir a comparação de “Matinas...” e o Hino Brasileiro, exibido no site da revista, clique aqui.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

5 hobbies que parecem brincadeira

05. Kart
Os karts surgiram nos Estados Unidos após a Segunda Guerra, pois alguns ex-pilotos de avião quiseram inventar um esporte para o período de folga. Internacionalmente, o “pai” do esporte é o estadunidense Art Ingels, na década de 1950. Os veículos para a prática do Karting (nome do esporte) são simples, de quatro rodas e apenas para um piloto. Podem ser refrigerados a ar ou a água, e podem ter motores de quatro ou dois tempos. Seu peso varia entre 70 a 150 quilos, conforme o modelo escolhido. A idade mínima para a prática do esporte é de seis anos (categoria Mirim). As categorias são divididas por idade, e a Categoria Senior, com faixa etária mais alta, é para pilotos com mais de 40 anos. Vários campeões mundiais de Fórmula 1 começaram pilotando esses carros – entre eles Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Alain Prost e Michael Schumacher - e o esporte é considerado como a porta de entrada para as principais categorias do automobilismo. É considerado um esporte de elite – alguns sites e fóruns especializados cotam um veículo mediano em torno de R$ 12 mil – além da manutenção do equipamento, que varia muito da freqüência do uso do veículo. Para alugar um kart em pistas indoor, o custo gira em torno de R$ 75,00 até R$ 200,00 por hora, em uma pista razoável.

04. RPG (Role-Playing Game)
Em português, “Role-playing Game” pode ser traduzido como “jogo de interpretação de personagens”. Nesse tipo de jogo, o participante assume um papel e interage com outros jogadores como se fosse um alguém fictício. Pode-se dizer que não é necessariamente uma competição, pois são mais colaborativos e sociais do que competitivos. Nessa modalidade, não há um vencedor propriamente dito. Pode ou não ter um tabuleiro e, geralmente, pode ser auxiliado por fichas que marcam as características e atributos dos personagens, além de dados. Possui uma infinidade de livros que auxiliam a criar e a regrar essas partidas. Um dos participantes é chamado de “Mestre”, que nada mais é que o narrador da partida. Ele é encarregado em criar situações e conduzir a história do RPG. O maior clássico do Role-Playing Game é o famoso “Dungeons & Dragons”, que em 1983 inspirou o desenho Cult “Caverna do Dragão”. Atualmente, popularizaram-se os RPG de videogames e computadores. Nesse último, é possível jogar on line com jogadores do mundo todo.


03. Jogos de tabuleiro
Há jogos arcaicos e muito populares no mundo todo, como o Xadrez, o Jogo de Damas e o Gamão.  Os três são jogos de estratégia e levados muito a sério. Escolas incentivam alunos a praticarem esses jogos, pois estimulam a inteligência e estratégia. Em especial, o Xadrez possui campeonatos, torneios e ligas em todo o mundo, e criou mitos como o russo Garry Kasparov. Há outros jogos modernos de tabuleiro, como o Banco Imobiliário (Monopoly em Portugal), o Jogo de Ludo (criado a partir do jogo indiano  Pachisi) e o War. Esse último tem admiradores em todo o mundo e veio do jogo estadunidense “Risk”, lançado nos EUA em 1952.
02. Aeromodelismo
São pequenos aviões que podem ser controlados de três formas: ou a vôo livre (quando é arremessado manualmente ou por meio de elásticos); ou por meio de cabos (presos a aeronave); ou por rádio controle. A última modalidade, talvez a mais difundida, pode ter modelos com motores a explosão (necessita de combustível) ou elétricos (alimentados por baterias). Seu preço pode variar entre R$ 300,00 (modelos de isopor e rádio controlados, facilmente encontrados na internet) até milhares de Reais (com vários motores a combustão e de tamanho mais avantajado).

01.          Jogos Eletrônicos
A primeira patente de algo parecido com um jogo eletrônico foi registrada em 1948 por Thomas T. Goldsmith Jr. e Estle Ray Mann. Ele permitia controlar um ponto vetorizado na tela, como se fosse um radar, imitando um míssil engajando alvos estáticos representados por pontos fixos na tela. O primeiro console doméstico da história foi o Odyssey, da Magnavox, em 1972. Depois vieram Atari, a geração Nintendo e Master System, Megadrive e Super NES. Muitos outros consoles surgiram a partir dos anos 90, e atualmente a lista do mais desejado, sem dúvidas, é encabeçado pelo Playstation III (em 2011). Ainda nos anos 80 e 90, os fliperamas foram sucesso entre os adolescentes. Hoje em dia, como era de se esperar, as velhas crianças cresceram e continuaram a apreciar os jogos eletrônicos. Com a popularização da informática e o lançamento de inúmeros jogos para computador, os jogos on line viraram uma verdadeira febre entre os apreciadores desse tipo de entretenimento e criou-se um novo nicho de mercado em meio aos jogos eletrônicos. Os simuladores esportivos – principalmente títulos futebolísticos, como as séries Pró Evolution Soccer e FIFA – além dos simuladores musicais, como o Guitar Hero - possuem torneios e grandes campeonatos em todo o mundo.

5 comidas/bebidas tipicamente brasileiras

05. Brigadeiro
O famoso doce é obrigatório em festas de aniversário de criança, junto com beijinhos e cajuzinhos. É feito basicamente de achocolatado em pó, leite condensado, manteiga e chocolate granulado. Diz a lenda que foi criado na década de 1940, na campanha à presidência do Brigadeiro Eduardo Gomes. Em uma festa promovida por simpatizantes do político no Pacaembu, em São Paulo, foi oferecida a iguaria em uma comemoração pelo lançamento do Brigadeiro ao mais alto cargo do poder executivo. Os doces agradaram tanto que chegaram a ser vendidos para arrecadar fundos para a campanha de Gomes. Assim, correligionários chamavam a guloseima de “docinho do Brigadeiro”, e com o tempo passou a ser chamado apenas de “brigadeiro”. Só para constar, apesar dos esforços, aquela eleição foi vencida por Eurico Gaspar Dutra.

04. Refrigerante de Guaraná
Essa bebida não alcoólica tipicamente brasileira foi concebida em 1905 pelo médico fluminenses Luiz Pereira Barreta que, assim como a Coca-Cola, produziu um xarope a base de um fruto da Amazônia. Outro refrigerante à base da fruta amazônica foi criado acidentalmente pelo farmacêutico maranhense Jesus Norberto Gomes, que comprou uma máquina de gaseificação a fim de produzir magnésia fluída, que utilizava canela e guaraná, mas acidentalmente “descobriu” um líquido rosa. O produto dessa descoberta, o Guaraná Jesus, é sucesso de vendas até hoje no Maranhão. O Guaraná Antarctica, destaque na produção deste produto, fabrica o refrigerante no Japão e em Portugal e o distribui em países da Ásia, Europa, Argentina e EUA.

03. Paçoca
Tradicional Doce brasileiro feito com amendoim, farinha de mandioca e açúcar. É uma das principais iguarias das festas juninas e está intimamente ligada a cultura caipira. Em tupi-guarani, significa “esmigalhar” (vem da palavra po-çoc). Pode ser feito de maneira artesanal ou industrial (em forma de pequenas barras ou como “rolha”, levemente salgada). Na cultura popular, diz-se que seu consumo junto com refrigerantes a base de cola produz um efeito afrodisíaco.

02. Cachaça
De maneira errônea, muitas pessoas elegem a cerveja como a bebida do Brasil. Sem dúvida, o consumo deste produto é uma preferência nacional; porém, ela foi trazida por imigrantes alemãs e foi incorporada a cultura brasileira. A cachaça (também conhecida popularmente como “pinga”) é tipicamente brasileira, assim como a tequila é a bebida nacional do México, o rum pertence a Cuba e o saquê é a marca dos japoneses. Vem da fermentação da garapa da cana-de-açúcar. A origem da palavra tem várias versões; uns afirmam que vem da palavra da velha língua ibérica “cachaza”, que significa vinho de borra, uma bebida inferior que era consumido em Portugal e Espanha. Outros asseguram que vem da palavra “cachaço” (feminino “cachaça”), que eram porcos silvestres encontrados nas matas do Nordeste brasileiro. A bebida era usada para amolecer a carne do animal, que era muito dura. A cachaça é a base de um coquetel muito popular no mundo inteiro, a base da bebida, limão e açúcar, a famosa caipirinha. Atualmente, existem indústrias - principalmente do Nordeste e de São Paulo - que exportam cachaça para diversos países do mundo. Na Europa, atinge valores razoavelmente elevados.

01. Pão de queijo
A origem desse maravilhoso petisco é incerta, mas desconfia-se que tenha sido criado por volta do século XVIII, e é prato típico do Estado de Minas Gerais. Atualmente, várias empresas exportam pães de queijo para Europa, Estados Unidos e Japão. Na América Latina, existem diversos produtos similares a essa iguaria, como o pan de Bono (Colômbia), o Chipá (Paraguai) e o Pan de Yuca, no Equador.





Obs.: Muitos leitores sentirão falta da Feijoada e do Churrasco. Porém, o primeiro é originário de Portugal (a Feijoada à transmontana e Feijoada poveira são alguns exemplos) e possui variações em diversos países de Língua Portuguesa; já o churrasco existe desde que a humanidade descobriu o fogo, e a maneira brasileira desenvolveu-se de fato nos pampas, região que compreende o Brasil, Argentina e Uruguai. De fato, os dois pratos possuem maneiras peculiares de preparo na culinária brasileira.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

5 super rivalidades

A competição sempre esteve presente em nosso cotidiano. Seja no esporte, na política, nas relações comerciais, em todos os aspectos da vida dos homens a concorrência sempre norteou seu rumo, seus objetivos, sua trajetória. Adversários existem em qualquer lugar, mas sempre existe aquele que se torna o inimigo especial, aquele que é gostoso de se ganhar, o arqui-rival.  Corinthians x Palmeiras, Boeing x Airbus, Japão x China, Goodyear x Firestone, engenheiros x arquitetos, meninos x meninas, são alguns dentre os milhares de exemplos de embates de grandes rivalidades. LISTA DOS CINCO mostra agora muita competitividade.
05. Coca Cola versus Pepsi
Ambas vieram de produtos farmacêuticos e já são centenárias – a Coca-Cola foi lançada em 1886 e a Pepsi saiu no mercado em 1898. A primeira se gaba por ser encontrada em 200 países, enquanto a concorrente está presente em “apenas” 75 nações. Uma coisa é certa: a rivalidade entre as duas marcas de refrigerantes, que movimentam milhões de dólares em todo mundo é, sem dúvida, uma das maiores competições na área comercial e de marketing. A partir dos anos 70, começou a chamada “Guerra das Colas”, quando as duas marcas começaram a investir horrores em publicidade. Testes cegos (feitos principalmente pela Pepsi), mudança de nome (em 1985, a Coca lançou a New Coke, considerada ousada e que não rendeu o resultado esperado), e o lançamento de dezenas de novos comerciais na mesma semana acirraram a verdadeira batalha entre as marcas.
04. Marvel Comics versus DC Comics
Esse é verdadeiramente um embate entre heróis: ambas gigantes lidam com super-poderes, nos quadrinhos e no cinema. Para quem não sabe, as duas grandes empresas licenciam vários personagens, que são divididos em dois “universos”. No Universo Marvel (fundada em 1939), convivem no mesmo terreiro Homem-Aranha, Hulk, Os Vingadores, Homem de Ferro, X-Men, Capitão América, Demolidor, entre outros; já no Universo DC (fundada em 1934), fazem parte Batman, Super-Homem, Liga da Justiça, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman, etc. Apesar de inúmeros “crossovers” (publicações que personagens de ambos os universos se encontram), existe uma eterna disputa por qual universo tem os melhores heróis. Desde os anos 90, ambas as empresas começaram a investir pesado em produções cinematográficas recheadas de efeitos especiais, como os longas-metragens “Homem-Aranha” 1, 2 e 3, “Superman – O Retorno”, “Hulk”, “Batman” e “Lanterna Verde”.

03. Brasil versus Argentina
Em números geográficos, nós ganhamos deles. Em dimensão territorial, temos aproximadamente 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados, enquanto eles se espremem em seus 2 milhões e 700 mil quilômetros quadrados; somos 190 milhões de brasileiros, enquanto eles tem uma população de 40 milhões de argentinos. O Real vale aproximadamente o dobro do Peso Argentino. Porém, segundo dados do G-20, eles foram o terceiro país que mais cresceram em 2010, atrás apenas de China e Índia, enquanto nós fomos o quinto, atrás deles e também da Turquia. No futebol, somos inquestionáveis: a seleção brasileira tem cinco títulos mundiais (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), enquanto eles são bi-campeões (1978 e 1986). A rivalidade entre Brasil e Argentina transpassa os gramados, e a briga real é quanto ao posto de mais importante nação da América do Sul. Mas não se pode negar que a rivalidade nos gramados pesa muito nessas circunstâncias. Pouca gente sabe, mas nossos inimigos mortais nos gramados, até 1978, era a seleção uruguaia. Na Copa da Argentina, em 1978, nossos “hermanos” levaram o caneco de uma forma polêmica, num campeonato que se dividia em duas fases de grupos – no último jogo da segunda fase, ganharam do Peru num questionável 6 a 0 e eliminaram o Brasil, que não havia perdido nenhum jogo.

02. Pelé versus Maradona
Esse assunto renderia horas de discussão entre brasileiros e argentinos. É fato que ambos jogaram em épocas diferentes, quando a tática e o preparo dos jogadores era totalmente distintos. Diego Armando Maradona nasceu em Lanús em 1960. Destacou-se na Copa de 1986, no México, onde foi campeão com a seleção argentina; além disso, foi destaque do Nápoles, na Itália, e é ídolo máximo do Boca Juniors. Marcou 587 gols em 311 jogos (média de 1,89 por partida). Edson Arantes do Nascimento nasceu em Três Corações em 1940. Destaque no primeiro título do Brasil, na Suécia, em 1958, e também teve participação memorável em 1970, na conquista do tri-campeonato no México. Também jogou um único jogo (pois se contundiu)  na conquista do bi, no Chile. Fez 1184 gols em 1124 jogos (média de 1,05 por partida). Foi destaque do Santos, clube que o trata como um verdadeiro Deus até hoje. Pelé jogou numa época no qual os jogadores tinham mais espaço, onde prevalecia a arte e habilidade. Já Maradona, não menos rápido e habilidoso, é contemporâneo de jogadores de maior vigor físico e muita marcação. Polêmicas a parte, o que nos resta é apreciar os verdadeiros lances de genialidade dessas duas lendas do esporte mundial.
01. EUA versus Osama Bin Laden
Na independência, seus inimigos eram os ingleses; do início até meados do século XX, a Alemanha era a grande vilã; entre 1950 até a década de 1990, a URSS e o comunismo passaram a ser seu arqui-rival. Porém, após 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos da América elegeram seu mais novo grande inimigo público: o saudita Osama Bin Laden, chefe da organização Al-Qaeda e mentor dos ataques as torres do World Trade Center. Teorias da Conspiração a parte (quanto a real existência da organização e de seu terrorista-mor), o fato é que a represália aos ataques renderam a invasão de dois países (Iraque e Afeganistão), oferecimento de recompensa pela cabeça de Bin Laden, além paranóicas ações anti-terroristas.