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segunda-feira, 25 de julho de 2011

5 lições que podem ser tiradas da Copa América 2011

A edição 2011 da Copa América talvez tenha sido a mais aguardada da história. Envolto em grande publicidade, foi realizada na Argentina, os donos da casa e os brasileiros eram os franco-favoritos. O Uruguai, melhor colocado sul-americano na Copa de 2010 também corria por fora e acabou sendo o grande campeão do torneio. LISTA DOS CINCO deixa seu caráter informativo e traz algumas opiniões sobre o maior evento futebolístico da América do Sul. Veja agora 5 lições deixadas pelo torneio de futebol de seleções sul-americanas.

05. Não existe mais “cachorro-morto”
O surpreendente time venezuelano
Voltemos para outubro de 2009, quando foram definidos os representantes da América do Sul para a Copa do Mundo FIFA 2010; analisemos não o topo da tabela, mas sim as últimas posições. A lanterna da competição foi ocupada pelo Peru, seguida por Bolívia e Venezuela. Vejamos agora o desempenho dessas seleções na Copa América 2011: o Peru ficou em 3° lugar; a Bolívia, apesar de não ter passado da primeira fase, conseguiu arrancar um empate da Argentina na casa dos “hermanos”. E a Venezuela – considerada o eterno saco de pancada do continente – conseguiu a façanha de ficar em 4° lugar da competição, deixando times tradicionais como Brasil, Argentina e Colômbia para trás. Vamos aguardar e vejamos o desempenho desses 3 times nas próximas eliminatórias da América do Sul para a Copa 2014. Lembrando que o Brasil já está classificado para o mundial, fica uma vaga a mais para o continente. Mas fica o recado para os times de mais tradição: não existe mais cachorro-morto na CONMEBOL.

04. Nome não ganha título
Messi desolado com a eliminação argentina
Grandes nomes do futebol mundial participaram da competição, principalmente nos selecionados brasileiro e argentino. O que dizer de um time que tem em seu plantel Daniel Alves, Lúcio, Maicon, Robinho e os badalados Paulo Henrique Ganso e Neymar? Ou de outro dotado de grandes nomes como Higuain, Agüero, Tevez ou o renomado Lionel Messi, aclamado como o melhor jogador da atualidade? Apesar dessas estrelas de primeira grandeza terem participado da competição, quem brilhou foi o selecionado do Uruguai e a artilharia foi do peruano José Paolo Guerrero, com 5 gols. Além disso, a seleção celeste foi a que marcou mais gols – 9 no total – seguido por Peru (8 gols) e a surpreendente Venezuela (7 gols).  O ranking das finalizações ainda é encabeçado por essas 3 nações sul-americanas. Em suma, vemos que nome não ganha campeonato.

03. O futebol sul-americano está nivelado
Brasil e Venezuela: 0 a 0
Uma das marcas do torneio continental da CONMEBOL foi o número de empates. Só na primeira fase, os times ficaram em igualdade em 8 jogos e o placar que mais se repetiu no torneio foi o magro 1 a 0  - repetiu por 5 vezes. Assim, fica nítido o grau de nivelamento entre as equipes e os chamados “jogos fáceis” é coisa do passado. E uma pergunta fica no ar: os grandes times cairam de produção ou os times pequenos que evoluíram? Na opinião deste humilde blogueiro, a segunda opção seria a resposta correta. Atualmente, treinamento, condicionamento físico e evolução das táticas futebolistas diminuiram as diferenças entre as equipes.

02. Brasil e Argentina não intimidam mais ninguém
Bolívia empata com Argentina: sem medos
No grupo A, Colômbia e Bolívia não tiveram medo da temida Argentina e conseguiram arrancar um empate dos anfitriões do torneio. Já no grupo do Brasil, a Venezuela – freguês histórico – não quis saber do favoritismo verde e amarelo e arrancou um empate da seleção pentacampeã. Em suma, apesar do passado glorioso e do reconhecimento internacional, tanto os argentinos quanto os brasileiros já não amedrontam mais os outros times sul-americanos como antigamente. Respeito, sim, mas medo, definitivamente não existe mais.

01.           A “ressurreição” uruguaia.
Uruguai: campeão sul-americano
É inquestionável o fortalecimento do futebol uruguaio nos últimos anos: foram 4° colocados na Copa do Mundo 2010, vice-campeões no mundial sub-17, além de conquistarem a classificação para os jogos olímpicos de Londres e, de lambuja, o Peñarol quase foi campeão da Taça Libertadores da América, quando perderam a final para o Santos. Os uruguaios mereciam o reconhecimento do renascimento de seu futebol celeste e, finalmente, foram coroados com o título da Copa América 2011. Viva o Uruguai, campeão do mundo em 1930 e 1950, finalmente de volta ao “Monte Olimpo” dos Deuses do futebol!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

5 futebolistas estrangeiros com nomes que soam engraçado

Estima-se atualmente que exista mais de 6 mil idiomas em todo o mundo, distribuídos nos 5 continentes da Terra. Sendo assim, é completamente plausível que algumas palavras ou fonemas podem existir em várias línguas, porém, com significados diferentes. Esse fenômeno lingüístico é conhecido como falso cognato, ou seja, o famoso parece, mas não é. Como exemplo, podemos citar a palavra em inglês parents que significa pais (e não parentes, como sugere) ou o vocábulo em espanhol saco, que significa paletó ao invés de um pacote ou até outra palavra de sentido mais sexual. O mundo do futebol, esporte esse praticamente em todo o mundo, também sofre com esses falsos cognatos em nomes e sobrenomes de alguns jogadores. LISTA DOS CINCO procura descontrair um pouco e, sem a intenção de ser grosseiro e sim divertido, mostra agora alguns jogadores que seus sobrenomes em português soam, no mínimo, engraçados. Tente ler sem ao menos esboçar um sinal de riso!


05. Salvatore Bocchetti
Bocchetti na Seleção Italiana
O sobrenome desse zagueiro italiano soa engraçado em português: em sua língua nativa, “ch” pronuncia-se como “qu” – ou seja, no Brasil, o nome do jogador fala-se “Salvatore Boqueti”. Atualmente, Bochetti joga na equipe russa do Rubin Kazan (é companheiro de equipe do meio-campista brasileiro Carlos Eduardo, ex-Grêmio). Nasceu em Napoli em 1986 e jogou em várias equipes italianas, como o Ascoli (onde começou), Lanciano, Frosinone e Genoa. O zagueiro faz parte da equipe russa desde 2010. A partir de 2009, teve várias escalações para atuar na Seleção Italiana de Futebol – inclusive, foi um dos participantes da Squadra Azzura na Copa de 2010, na África do Sul. Não deve ser confundido com outro jogador com o mesmo sobrenome – o também defensor Antonio Bocchetti – que atualmente joga no Frosinone.


04. Marco Cassetti
Cassetti na Roma
O experiente meio-campista italiano nasceu em Brescia em 1977 e já atuou também como lateral direito. Atualmente, defende a equipe da Roma (é companheiro de clube dos brasileiros Júlio Sérgio (goleiro, ex-Santos), Juan (zagueiro, ex-Seleção Brasileiro) e Taddei (ex-Palmeiras). Passou pela Seleção Italiana de Futebol por 5 vezes, entre 2005 e 2008.









03. Jose Porras
Porras em ação na Copa 2006
O goleiro José Francisco Porras Hidalgo é costarriquenho e nasceu em 1970. Experiente, é capitão do time AD Carmelita, da Costa Rica. Nos anos 90, jogou em vários times daquele país e se destacou ao defender o Saprissa, um dos times mais populares daquele país. Com esse time, ganhou 3 campeonatos nacionais, além da Copa UNCAF e a Copa dos Campeões da CONCACAF. Além disso, no Campeonato de Clubes FIFA de 2005, ficou em 3° lugar (atrás de São Paulo FC e Liverpool FC). Defendeu a Seleção da Costa Rica na Copa de 2006, na Alemanha, quando foi escalado pelo técnico brasileiro Alexandre Guimarães, que treinava o time na oportunidade.


02. Milton Caraglio 
Caraglio em campo

Aos que não entenderam a piada, lembramos que, em italiano, “gl” lê-se como “lh”, em português. Assim sendo, a leitura do sobrenome do jogador argentino é, realmente, Caralho. Milton Joel Caraglio nasceu em Rosário em 1988 e atual pelo Rosário Central, seu primeiro time profissional a defender. Em 2009, foi chamado pelo então técnico Maradona em um amistoso onde participaram apenas jogadores que atuavam no futebol local. Porém, devido a uma contusão no joelho, Caraglio foi forçado a deixar a seleção e substituído por Esteban Fuerte.




01. Lukasz Merda

Apresentação de Merda
O experiente goleiro polonês, nascido em 1980, defende a equipe da Cracóvia, em seu país natal, e seu contrato de 4 anos foi notícia na maioria dos países de lingua neolatina. Mas o que esse goleiro tem de especial? Tudo bem que o time que o contratou é um dos mais velhos da Polônia (foi fundado em 1906) e o Papa João Paulo II era um de seus célebres torcedores. Porém, seu sobrenome é identico ao vocábulo latino merda (dispensa explicações o que seja), e seu significado é o mesmo em países como França, Espanha e América Latina, Italiano e em português. Só pra ser mais profundo no assunto, a versão desse palavra em vários idiomas é merde em francês, mierda em espanhol e merda em português, italiano e galego. Esse sim é um triste caso de falso cognato...


P.S. - E fica a pergunta: se algum desses jogadores jogassem aqui no Brasil, como os locutores os anunciariam? Dá pra supor que a melhor maneira seria chamá-los pelo primeiro nome....

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terça-feira, 3 de maio de 2011

5 grandes clássicos do futebol mundial

O futebol é, de longe, o esporte mais popular do mundo. A maioria das nações, além de seus selecionados nacionais, possuem times que representam cidades, regiões, clubes ou colônias estrangeiras. Com isso, existe muita rivalidade nesse jogo que reúne 22 jogadores em campo e uma bola rolando. Em torneios de várzea, em países onde as seleções têm pouca representatividade ou mesmo em pequenos torneios regionais, sempre há o arqui-rival. LISTA DOS CINCO mostra grandes rivalidades do futebol mundial.
05. River Plate vs. Boca Juniors
O maior clássico futebolístico da Argentina é chamado pelos nossos vizinhos de “El Superclássico”. Ambos os times surgiram no bairro de La Boca, em Buenos Aires. Porém, na década de 1920, o River mudou de casa e instalou-se em Belgrano, bairro de classe média da capital argentina. A rivalidade aumentou e é comparada com o Flamengo e Fluminense no Rio de Janeiro, pois o River é composta por torcedores elitista (assim como o Fluminense é considera no Rio) e o Boca tem natureza popular (parecido com a fama do Flamengo). Em números, o Boca tem 29 títulos argentinos; o River Plate ergueu 34 vezes a taça do Campeonato nacional daquele país. Quanto a Libertadores, o River foi campeão em 2 oportunidades, e o Boca ganhou 6 vezes. Nos mundiais de clubes, o Boca tem ampla vantagem (3 títulos contra apenas 1 do River). Os dados são de maio de 2011.

04. Milan vs. Inter
Chamado pelos italianos de “Derby della Madonnina”, o clássico reúne os dois principais clubes da cidade de Milão. O nome é referencia é uma estátua de Nossa Senhora (“Madonna”, em italiano) postada sobre a Catedral Duomo, naquela cidade italiana. O Milan foi fundado em 1899 por ingleses e suíços e as freqüentes desavenças no comando do clube fez surgiu uma segunda agremiação em 1908, batizada de Football Club Internazionale de Milano. Desde então, começou a acirrada rivalidade entre as duas equipes. O Inter se gaba por ser a única equipe italiana a nunca cair para a segunda divisão do futebol do país. Quanto a títulos, o Milan leva vantagem nas principais competições internacionais (Mundial de clubes: 4 do Milan e 3 da Inter; Taça dos Campeões da Europa: 7 do Milan e 3 da Inter. Já nos principais campeonatos da Itália, o Inter está na frente (Campeonato Italiano: 17 do Milan contra 18 da Inter; Copa da Itália: 5 do Milan e 6 da Inter). Os dados são de maio de 2011.

03. Palmeiras vs. Corinthians
Dos vários clássicos regionais do Brasil, é um dos que possui maior rivalidade. Ambos são da capital do Estado de São Paulo, a maior cidade da América do Sul. O embate entre as duas equipes é conhecido como “O Derby Paulista”. O primeiro encontro entre as duas equipes – na ocasião, o Palmeiras ainda era chamado de “Palestra Itália” – foi em 06 de maio de 1917, quando os palestrinos bateram seu maior rival por 3 a zero; já o primeiro confronto entre as duas equipes com o time verde e branco com nome de “Palmeiras” foi aconteceu em 01 de julho de 1943, e os alvinegros venceram por 3 a 1 . Em números, o Derby Paulista teve 336 jogos (até maio de 2011), com 120 vitórias do Palmeiras, 115 triunfos corintianos e 101 empates.  Na comparação de títulos, muita polêmica: o Palmeiras foi campeão brasileiro em 8 oportunidades (apesar das críticas quanto a 4 desses títulos) e o Corinthians foi 4 vezes campeão; A Copa do Brasil foi conquistado pelos corintianos 3 vezes, contra 1 vez dos palmeirenses. Já na Copa Libertadores, os alviverdes possuem um título contra nenhum corintiano. E no Mundial de Clubes, o Palmeiras possui um vice-campeonato contra um polêmico título do Corinthians (dados de maio de 2011).

02. Grêmio vs. Internacional
O Estado do Rio Grande do Sul é seguramente uma das unidades federativas mais regionalistas do Brasil. Dessa forma, essa valorização da cultura sulista também reflete no confronto dos dois principais times do extremo sul: Grêmio e Internacional. Ambos são sediados em Porto Alegre, seus estádios são relativamente muito próximos um do outro, mas a rivalidade é uma das mais fortes de todo o Brasil. O clássico sulista é conhecido como “Grenal” (ou Gre-Nal) e muitos jornalistas esportivos o consideram “o maior clássico brasileiro”. Só para reforçar o tamanho da paixão dos torcedores de ambos os times, o Inter tem o maior número de torcedores associados do Brasil, com 100 mil associados. O segundo posto do ranking é ocupado justamente por seu maior rival, com cerca de 60 mil associados. Em relação a títulos, muito equilíbrio: em torneios internacionais, ambos os times possuem um título cada do Mundial de Clubes; a Taça Libertadores também foi conquistada duas vezes por cada clube; no Campeonato Brasileiro, o Inter possui 3 títulos contra 2 dos gremistas; já Copa do Brasil tem um placar de 4 a 1 para o tricolor gaúcho. O campeonato do Rio Grande do Sul foi conquistado 39 vezes pelo Internacional e 36 pelo Grêmio (dados de maio de 2011).

01. Real Madrid e Barcelona
O confronto Real e Barça é conhecido na Espanha como “El Clássico” e é seguramente o maior clássico do mundo. Ambos os times tem enorme receita e contam com grandes jogadores do futebol mundial. A rivalidade tem grande teor político, pois representa o encontro de duas regiões espanholas (o Real é da província da Castela e o Barcelona é da Catalunha). Os catalães sempre nutriram um forte sentimento separatista; já o Real Madrid, fundado na capital espanhola, representa a centralização da Espanha. Vários jogadores já atuaram em ambos os lado, entre eles Evaristo de Macedo, Bernd Schuster, Michael Laudrup, Figo e Ronaldo. Na comparação de títulos, o Barça tem 1 título do Mundial de Clubes e o Real tem 3; os catalães possuem 3 títulos da Liga dos Campeões da Europa contra 9 dos madrilenhos. Em campeonatos nacionais, são 31 títulos do Campeonato Espanhol para o Real Madri contra 20 do Barcelona; já em Copas do Rei (também conhecida como “Taça de Espanha”), 25 do Barcelona contra 18 do Real (dados de maio de 2011).
* Pauta sugerida por Raphael Leme - Pederneiras/SP

quarta-feira, 27 de abril de 2011

5 brasileiros que jogam em outras seleções

Nos séculos XIX e XX, o Brasil foi destino de vários imigrantes que buscavam uma vida melhor. A maioria era composta por trabalhadores braçais e vieram logo após a abolição da escravatura a fim de conseguir trabalho. Italianos, espanhóis, alemães, árabes, japoneses, entre muitos estrangeiros, deixaram sua terra natal para se misturarem a população tupiniquim. Porém, já na segunda metade da década de 1990, o fluxo se inverteu. Desta forma, muitos brasileiros deixaram o país com o objetivo de vencer no exterior. Dentre muitos, alguns foram “exportados” graças ao futebol, pois pela popularidade local do esporte, o Brasil tornou-se um verdadeiro celeiro futebolístico. LISTA DOS CINCO apresenta 5 brasileiros que deixaram o país, venceram no futebol e se naturalizaram estrangeiros. Alguns deles tiveram o privilégio de jogar a última Copa do Mundo nos times nacionais dos países que os acolheram.
05. Benny Feilhaber
Benny nasceu no Rio de janeiro em 19 de janeiro de 1985, mas deixou bem cedo o país, aos 6 anos. Ele é filho de brasileiros de origem judia-austríaca, e quando saiu daqui, era botafoguense. Começou a jogar amadoramente em times de Nova York e em times escolares. Quando se profissionalizou, jogou na Europa – pelo Hamburgo (Alemanha), Derby Country (Inglaterra) e AGF Aarhus (Dimanarca). Voltou para os Estados Unidos em 2011, e atualmente joga no New England Revolution. Debutou na Seleção Estadunidense em 2005 e chegou a ser convocado pela Seleção da Áustria em 2006. Na ocasião, recusou o convite, pois seu objetivo seria jogar pelo time dos Estados Unidos. Além da Copa América de 2007 e dos Jogos Olímpicos de 2008, fez parte do elenco que jogou a Copa das Confederações em 2009, quando o selecionado ficou em segundo lugar, atrás do Brasil. Jogou a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e chegou até as oitavas-de-final, quando sua seleção foi eliminada por Gana.

04. Mehmet Aurélio
Quando se tornou turco, em 2006, o carioca Marco Aurélio Brito dos Prazer mudou seu nome para Mehmet e virou o primeiro jogador naturalizado a defender a Seleção da Turquia. Entre 2008 e 2010, foi volante no Real Betis, da Espanha. Na Turquia, jogou pelo Trabzonspor e pelo Fenerbahçe.  No Brasil, atuou apenas no Rio de Janeiro e defendeu o Bangu, Flamengo e Olaria. Atualmente, o volante turco-brasileiro joga no Besiktas, time da primeira divisão da Turquia. Atua na seleção daquele país desde 2006.



 


03. Marcus Túlio Tanaka
O nome do jogador é bastante longo - Marcus Túlio Lyuji Murzani Tanaka – mas no Japão ele conhecido simplesmente por Túlio. Filho de pai nipo-brasileiro e mãe com descendência italiana, o jogador mudou-se para o País do Sol Nascente aos 15 anos. Começou a jogar cedo e sua posição é zagueiro. Desde o início da carreira, só atuou por equipes japonesas. Tem vários títulos em seu currículo – os mais importantes foram a Copa do Imperador (2005 e 2006), a J-League (2006) e a Liga dos Campeões da AFC (2007). Começou a jogar no time principal do Japão em 2006 e participou da Copa do Mundo da FIFA em 2010. Com o time japonês, chegou até as oitavas-de-final, quando foi eliminado pelo Paraguai. Atualmente, joga no Nagoya Grampus.

02. Eduardo
Eduardo Alves da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 1983, e no exterior é conhecido apenas como Eduardo. No Brasil, jogou nas pequenas equipes do Céres e CBF Nova Kennedy. Foi contratado pelo Dínamo Zagreb, da Croácia, em 1999. Naturalizou-se croata em 2002 e foi convocado pela seleção sub-21 local. Além do Zagreb, Eduardo jogou pelo Inter Zapresic por empréstimo e em 2007, foi transferido para o Arsenal, da Inglaterra. Em 2010, foi para a Ucrânia jogar no Shaktar Donetsk. A carreira do jogador é marcada por várias lesões, a mais grave em fevereiro de 2008, ainda quando jogava na Inglaterra. Na seleção principal croata, debutou em 2004, mas foi deixado de fora em várias convocações. Não jogou a Copa de 2006, na Alemanha, e voltou ao time somente depois do mundial. Foi peça principal da classificação da Croácia para a Euro 2008, quando fechou o campeonato como segundo na artilharia; porém, uma lesão o tirou do torneio europeu. A Croácia ficou de fora da Copa do Mundo de 2010.
01. Liédson
Maior contratação do Corinthians Paulista em 2011, o luso-brasileiro Liédson é um dos grandes ídolos do Sporting, de Portugal. Jogou neste time entre 2003 até 2011, onde marcou 117 gols em 214 jogos. Despediu-se daquela torcida, em clima de comoção, no dia 4 de fevereiro de 2011. A partida foi contra o Naval e ele marcou 2 gols no empate de 3 a 3. Já na sua estréia no time paulista, marcou mais 2 tentos na vitória contra o Paulista de Jundiaí. Em seu currículo, tem passagens pelo Poções (Bahia), Prudentópolis (Paraná), Esporte Clube Internacional (Rio Grande Sul), além de Coritiba e Flamengo. Nesse início de carreira, transferiu-se para o Corinthians em 2003 e foi logo contratado pelo Sporting. Suas boas atuações no futebol português renderam as convocações para a Seleção de Portugal – naturalizou-se luso em 2009. Disputou a Copa do Mundo 2010, na África do Sul. Marcou um gol no mundial na vitória portuguesa de 7 a 0 contra a Coréia do Norte.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

5 ex-jogadores da Seleção Brasileira que se tornaram técnicos

A contratação do ex-craque Paulo Roberto Falcão pelo Internacional de Porto Alegre dominou os noticiários esportivos brasileiros na última semana (abril de 2011). Ex-jogador colorado e do São Paulo, além da Roma (Itália), fez parte do time que participou da Copa de 1982, na Espanha, derrotado pela Itália na segunda fase daquela competição. Atuava como comentarista esportivos há tempos na Rede Globo de Televisão e deixou a TV para voltar ao banco dos gramados. Treinou a Seleção Brasileira entre 1990 e 1991, sendo vice-campeão da Copa América nesse período. Vários ex-craques já se aventuraram no comando de times; uns se destacaram, outros não. LISTA DOS CINCO relembra 5 craques da seleção que deixaram os gramados e foram para o comando.

 
05. Zico
Arthur Antunes Coimbra, o Zico, foi um dos maiores jogadores brasileiros da história, eleito pela FIFA como o oitavo melhor futebolista de todos os tempos. No exterior, carrega o apelido de “Pelé branco”. No Japão, é conhecido como “Deus do Futebol” e na Turquia como “Rei Arthur”. Jogou três copas do mundo (1978, 1982 e 1986), deixou o futebol em 1994 e voltou como assistente de Zagallo na Copa de 1998. Após o torneio, assumiu interinamente o Kashima Antlers, do Japão, conseguiu tirar o time das últimas posições e terminar entre os primeiro da J-League (campeonato japonês). Assumiu a seleção do Japão em junho de 2002. Ganhou a Copa da Ásia de 2004. Na copa de 2006, o Japão fora eliminado na primeira fase e Zico passou a comandar o Fenerbahçe, da Turquia. Nesse time, comandou grandes nomes do futebol, como Roberto Carlos, Alex, Fábio Luciano, Diego Lugano e Cláudio Maldonado. Em sua primeira temporada, faturou o Campeonato Turco e levou a equipe até as quartas-de-finais da Liga dos Campeões da Europa (2007-2008), melhor participação do clube na história do torneio. Em 2008, treinou o Bunyodkor do Uzbequistão por apenas quatro meses e, em 2009, foi para o CSKA da Rússia. Ganhou a Copa da Rússia daquele ano e a Supercopa da Rússia. Foi demitido em 10 de setembro. No dia 16 daquele mês, foi anunciado pelo Olympiakos da Grécia. Em 19 de janeiro de 2010, o clube grego anunciou o “fim de sua cooperação como o treinador.” Ficou de maio até outubro como diretor executivo do Flamengo e, atualmente, está sem clube.
04. Romário
Considerado um dos mais eficientes atacantes brasileiros, ganhou com a seleção brasileira de futebol a Copa de 1994. Jogou na Holanda (PSV Eindhoven), na Espanha (Valência e Barcelona), além de 3 times grandes do Rio (Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama). Teve rápidas passagens pelo futebol dos EUA e da Austrália. Sempre polêmico, o atacante foi protagonista de uma das maiores ousadias do futebol brasileiro; após a demissão do técnico Celso Roth do Vasco da Gama, na segunda metade de 2007, Romário assumiu interinamente o comando do time e acumulou os cargos de atacante e técnico. Ficou efetivado em ambas as funções até fevereiro de 2008, quando pede demissão do cargo. Sua curta carreira de técnico acabou, segundo ele próprio, por divergências com o presidente do clube, Eurico Miranda. Aposentou-se em 30 de março do mesmo ano, e surpreendentemente, retornou aos gramados em 2009, pelo America do Rio. Jogou apenas uma partida e assumiu como dirigente. Atualmente, Romário é Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro.

03. Antonio Carlos Zago
Jogou pela Seleção Nacional entre 1991 até 2001, apesar de não ter participado das copas de 1994 e 1998. Jogou nos quatro grandes paulistas (São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos) e no Juventude, além do Albacete (Espanha), Kashima Reysol (Japão), Roma (Itália) e Besiktas (Turquia). Foi acusado de racismo pelo volante Jeovânio no Campeonato Gaúcho de 2006 e encerrou sua carreira como jogador em 2007, pelo Santos. Começou a atuar como treinador em 2009, pelo São Caetano. Depois, treinou o Palmeiras (2010), Grêmio Prudente (no mesmo ano) e, em 2011, dirigiu o Mogi Mirim no Campeonato Paulista e o Vila Nova de Goiás. Atualmente, está sem clube.

 

02. Vampeta
O baiano Marcos André Batista Santos, o Vampeta, foi grande ídolo do Corinthians e participou do polêmico título do primeiro Mundial de Clubes da FIFA, em 2000. Além do alvinegro paulista, jogou no Vitória, Brasiliense, Goiás, Juventus, além de defender clubes na Holanda (PSV Eindhoven e VVV Venlo), Itália (Inter de Milão), França (PSG) e no Kuwait (Al Salmiya Club). Como treinador, esteve à frente do Nacional/SP e em 2011, recebeu uma proposta ousada do Grêmio Esportivo Osasco, de São Paulo: dirigir e jogar, aos 37 anos, naquele clube paulista, na série A3 estadual. Apesar de inscrito também como jogador na competição, tem preferido apenas dirigir o time de Osasco.


01.           Dunga
Carlos Caetano Bledorn Verri, conhecido como Dunga, nasceu no Rio Grande do Sul e foi um dos mais famosos volantes que a seleção brasileira já teve. Aguerrido, era conhecido por sua personalidade forte e liderança nata. Participou da campanha desastrosa da seleção brasileira na Copa da Itália, em 1990, e da traumatizante final contra a França na Copa de 1998. Porém, em seu currículo, possui o título de campeão mundial como capitão do time tetracampeão nos EUA. Foi grande ídolo do Internacional de Porto Alegre, além de ter jogado no Corinthians, Santos e Vasco da Gama. No exterior, jogou na Itália (Pisa, Fiorentina e Pescara), na Alemanha (Stuttgart) e no Japão (Jubilo Iwata). Como treinador, foi apresentado como novo comandante da Seleção Brasileira de Futebol em 24 de julho de 2006. Sua contratação foi bastante contestada pela imprensa e pelo povo, pois ele não possuía nenhuma experiência como treinador. Num primeiro momento, foi bastante criticado, principalmente após derrota para a Argentina (3 a 0, disputado em setembro de 2006) e Portugal (já em 2007). Começou a ganhar moral depois de ganhar a Copa América de 2007 numa final inquestionável contra a Argentina (3 a 0 para o Brasil). Nas Eliminatórias para a Copa 2010, classificou a seleção nacional com antecedência, além de terminar a competição em primeiro lugar. Apesar da derrota nas Olimpíadas de Pequim em 2009 (ganhou a medalha de bronze), continuou em alta como treinador. Depois de conquistar a Copa das Confederações em 2009, na África do Sul, seu comando era quase unanimidade no país. Porém, durante a copa, teve desentendimentos graves com a imprensa brasileira – o mais famoso foi uma discussão com Alex Escobar, repórter da Rede Globo. Depois de acabar a primeira fase do mundial em primeiro lugar no grupo (vitórias contra Coréia do Norte e Costa do Marfim e empate contra Portugal), uma vitória convincente contra a seleção do Chile (3 a 0), tropeçou nas quartas-de-finais contra a seleção da Holanda, numa virada inacreditável do time laranja (2 a 1). Dois dias após a eliminação na África do Sul, Dunga e sua comissão técnica foram demitidos do comando da Seleção. Agora taxado como perdedor e perseguido pela imprensa esportiva, o ex-comandante verde e amarelo permanece sem emprego como treinador.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

5 tabus do esporte

A velha frase de senso comum “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” parece ser a mais pura verdade. Só parece. Nos esportes, muitos são os episódios que, apesar do empenho e tentativa dos atletas e dirigentes, simplesmente não acontecem. Etimologicamente falando, a palavra vem do inglês Taboo e tem origem religiosa. É algo sagrado ou consagrado; é o medo ou proibição de origem religiosa, social ou cultural. Realmente, alguns tabus esportivos parecem ser sobrenaturais, pois simplesmente perduram por décadas. Lógico que a regra pode ser quebrada e o tabu derrubado; mas, por enquanto, LISTA DOS CINCO apresenta alguns dos fortes tabus no mundo esportivo.
05. O continente africano nunca sediou uma olimpíada.
Em 2010, o continente recebeu pela primeira vez uma edição da Copa do Mundo de Futebol, sediada na África do Sul. Porém, desde a realização dos primeiros Jogos Olímpicos de Verão em Atenas, Grécia, em 1896, os africanos nunca tiveram a oportunidade de receber esse grande evento esportivo. Aliás, durante toda a sua história, as Olimpíadas foram realizadas apenas 3 vezes no hemisfério sul (Melbourne, Austrália, em 1956; Sidney,  Austrália, em 2000; e Rio de Janeiro, Brasil, em 2016). Quanto na capacidade real de alguma cidade africana abrigar os Jogos Olímpicos, aí é outra história....

04. Rubens Barrichello nunca ganhou um GP Brasil de Fórmula 1.
Piloto de Fórmula 1 desde 1993, 17 temporadas disputadas (até 2011), duas vezes vice-campeão pela Ferrari (2002-2004). Rubens Barrichello, recordista em GP’s participados, além da falta de um título mundial, sofre com um tabu que se estende desde o começo de sua carreira: vencer o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Até o momento, o máximo que conseguiu foi subir ao pódio em 2004, ao lado de Juan Pablo Montoya (1°) e Kimmi Räikkönen (2°). Na história dos GP’s do Brasil, registra impressionantes 11 abandonos em 17 provas disputados (até 2011).

03. Brasil não ganha da Seleção Francesa desde 1992.
A última vitória da Seleção Brasileira de Futebol sobre a França aconteceu no dia 26 de Agosto de 1992, em amistoso disputado no Parc des Princes, em Paris. O único triunfo da seleção canarinho sobre “os azuis” em mundiais aconteceu na semifinal da Copa de 1958, na Suécia, com o placar de 5 a 3. Depois desse jogo, seguiu-se um ciclo de insucessos: eliminado nos pênaltis na Copa de 1986 (no México), eliminado na final da Copa de 1998 (na França) e eliminado na Copa de 2006 (na Alemanha). É duro admitir, mas a verdade é nua e crua: somos fregueses dos azuis.

02. Holanda sempre vice.
Já falamos em posts anteriores sobre a fantástica seleção da Holanda de 1974, vice-campeã mundial. O esquadrão laranja, na verdade, apesar de possuir bons times e ter respeito no futebol mundial, tem o pesar de carregar um “tri-vice-campeonato” nas suas costas: além da Copa de 1974 (na Alemanha Ocidental), amargou um segundo lugar na casa dos anfitriões, na Argentina (1978) e perdeu a final da Copa da África do Sul (2010) para a seleção da Espanha. Na história das Copas, só o selecionado da Alemanha foi mais vezes vice-campeão (Inglaterra - 1966; Itália - 1982; México - 1986; Coréia do Sul/Japão - 2002); porém, o selecionado germânico levantou o caneco por 3 vezes (1954, 1974, 1990).

01.          Corinthians nunca ganhou a Taça Libertadores.
O clube que detém a maior torcida do futebol paulista, segunda no Brasil (perde só para o Flamengo em número de torcedores), participou de 9 edições da Taça Libertadores da América. O maior torneio de clubes da América do Sul, há tempos, é o maior desejo do alvinegro paulista. Sua melhor participação foi em 2000, quando chegou na semifinal e foi eliminado pelo Palmeiras, seu maior rival. As maiores decepções da equipe nesta competição foram na edição de 2010, quando foi eliminado pelo Flamengo nas oitavas-de-final em pleno ano do centenário do clube e em 2011, e ainda contava com o atacante Ronaldo, quando foi eliminado pelo inexpressível Tolima, da Colômbia, ainda na fase pré-Libertadores. Fica a pergunta, angustiante para os torcedores e hilariante para as torcidas adversárias: quando que o Corinthians Paulista será campeão da Taça Libertadores da América?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

5 ótimas seleções que não ganharam a Copa.

A premissa “O melhor sempre ganha” realmente é real? Na história das Copas do Mundo de Futebol, nem sempre. Desde 1930, onde a história desse grande evento esportivo iniciou-se no Uruguai, vários ótimos times encantaram, mas não ganharam os mundiais. LISTA DOS CINCO mostra aqui grandes seleções que não levaram o caneco.
 1. SELEÇÃO HÚNGARA – SUIÇA, 1954
 
Na foto, final entre Hungria e Alemanha Ocidental.
Chamada de “Máquina Magiar”, o time da Hungria encantou o mundo na Copa de 1954, edição no qual se comemorava o aniversário de cinqüenta anos da FIFA. Assim, foi escolhida a Suiça, país onde encontra-se a sede da organização, para receber o mundial. Destacaram-se grandes (e complicados) nomes do futebol húngaro, como Nándor Hidegkuti, József Zakariás, Zoltán Czibor, e principalmente, Sándor Kocsis e Ferenc Puskás – este último, um dos maiores jogadores da história do futebol, que atuou pelo Real Madrid e também jogou pela Espanha na Copa de 1962. Numa fórmula de competição complicada, a Hungria colecionou bons resultados. Na primeira fase, massacrou seus adversários: ganhou de 9 a 0 da Coréia do Sul e meteu 8 a 3 na temida Alemanha Ocidental; na segunda fase, despachou o Brasil por 4 a 2; nas semi-finais, repetiu o placar do jogo anterior ao enfrentar o Uruguai, até então o campeão mundial. Porém, na final, amargou uma derrota por 3 a 2 contra a Alemanha Ocidental. O time germânico sagrava-se assim, pela primeira vez, campeão do mundo, e a “Maquina Magiar” teve que se contentar com o vice-campeonato. Até hoje, nenhum time repetiu ou fez mais que os 27 gols em 5 jogos da Seleção da Hungria.
02.SELEÇÃO PORTUGUESA - INGLATERRA, 1966
Seleção Portuguesa de 1966, na Inglaterra.
  
Nesta copa, o atacante Eusébio, de origem moçambicana, infernizou as defesas adversárias, se tornou o artilheiro com 9 gols e ajudou Portugal a realizar uma brilhante campanha. Na primeira fase, os lusitanos despacharam os três times de seu grupo (Brasil, Bulgária e Hungria). Nas quartas, bateram a surpreendente seleção da Coréia de Norte, de virada, por 5 a 3. Porém, na semi-final, tiveram a infelicidade de encontrar com a Inglaterra, dona da casa, onde o esquadrão luso foi eliminado por 2 a 1. Na disputa pelo terceiro lugar, despacharam a URSS também por 2 a 1, e cravaram o nome da seleção portuguesa na história do futebol mundial.
03. SELEÇÃO HOLANDESA - ALEMANHA, 1974
O Carrossel Holandês

O time da Holanda ficou conhecido nessa copa como “Carrossel Holandês” e “Laranja Mecânica”. O técnico holandês Rinus Michels inovou as táticas futebolísticas e criou o “futebol total”, no qual a posição dos jogadores era alternada durante a partida. O craque Johan Cruijff se destacou tanto na defesa, no meio de campo quanto no ataque, e se firmou como um dos maiores jogadores na história dos mundiais. A inovação, talento e obediência tática dos jogadores deram resultado em campo. Na primeira fase, despacharam o Uruguai (2 a 0), Bulgária (4 a 1) e empataram com a Suécia (0 a 0). Na segunda fase - que era formada por outro grupo – ganhou da Argentina (4 a 0), da Alemanha Oriental (2 a 0) e do Brasil (2 a 0). Na final, porém, sucumbiu diante dos donos da casa – vitória de 2 a 1 da Alemanha Ocidental, que se tornou bi-campeã mundial. Mais uma vez, o time que encantou ficou com o vice-campeonato.

04. SELEÇÃO BRASILEIRA – ESPANHA, 1982
"O time dos sonhos" que viveu um verdadeiro pesadelo na Espanha

“O melhor time brasileiro de todos os tempos”, assim a imprensa esportiva declara sobre o time que atuou em solo espanhol. Realmente, o que esperar de uma seleção composta por Júnior, Zico, Éder, Falcão, Toninho Cerezo, Sócrates, Waldir Peres, entre outras estrelas? No Grupo F, a seleção canarinho venceu a URSS por 2 a 1 e goleou a Escócia e a Nova Zelândia por 4 a 1 e 4 a 0, respectivamente. Porém, na segunda fase (nesta competição, a próxima etapa era composta por grupos), a casa caiu; no primeiro jogo, vitória de 3 a 1 sobre a arqui-rival Argentina. Porém, no próximo jogo, a aconteceu a chamada “Tragédia de Sarriá” – um tal de Paolo Rossi desencanta, marca três e decreta a eliminação do Brasil por 3 a 2. Chegava ao fim o sonho brasileiro do tetra.

05. SELEÇÃO ALEMÃ – ÁFRICA DO SUL, 2010
Apesar de jogar bem, a "Mannschaft" ficou apenas com o 3º lugar

Apesar da imprensa esportiva celebrar o primeiro título da seleção espanhola, os vermelho e amarelo não convenceram ninguém, apresentando resultados magros e se arrastando até a final. Já a Seleção Alemã surpreendeu: o combinado germânico, famoso por jogar “na retranca”, feio, mas com perfeita obediência técnica, surpreendeu os adversários com um futebol rápido e ofensivo. Na primeira fase, goleou a Austrália por 4 a 0, derrapou diante da Sérvia e perdeu de 1 a 0 – apesar de atacar durante todo o jogo – e meteu 1 a 0 no time de Gana. Nas oitavas, atropelou a temida Inglaterra por 4 a 1 e não tomou conhecimento da Argentina, uma das sensações dos mundial, e despacharam sem dó os “hermanos” por 4 a 0. Porém, na semifinal, uma tragédia – num jogo trancado e com poucas opções, perderam para a Espanha por 1 a 0. Na disputa pelo terceiro lugar, não tomou conhecimento do combinado uruguaio, que também era uma das boas surpresas da copa, e ganharam por 3 a 2.