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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

5 famosos atores de séries antigas: por onde andam?

As séries produzidas nos EUA fazem sucesso no Brasil faz algumas décadas. Muito antes de sucessos recentes como “Lost” ou “The Big Bang Theory”, vários shows (nos EUA, assim eles costumam chamar esse tipo de programa) fizeram muito sucesso na TV nacional em versões dubladas. Alguns desses personagens ficaram eternizados na memória do telespectador brasileiro e vários desses atores simplesmente desapareceram da mídia nacional. LISTA DOS CINCO viaja no espaço e no tempo e mostra por onde andam alguns desses intérpretes estadunidenses que ficaram famosos no país.
05. Beakman (“O mundo de Beakman”)
O cientista maluco Beakman foi interpretado pelo ator estadunidense Paul Zaloom e o seu programa, “O mundo de Beakman”, foi gravado nos EUA entre 1993 e 1998. O show mostrava a ciência de maneira descomplicada e divertida. O protagonista era auxiliado pelo rato Lester (interpretado pelo já falecido ator Mark Ritts) e por uma jovem assistente feminina. No Brasil, passou inicialmente na TV Cultura (1992 até 2002), com uma breve passagem pela Rede Record em 2007. Em 2011, a TV Cultura voltou a exibir o programa. Seu protagonista Paul Zaloom (nascido em 1951 em Garden City, Nova York, EUA,) é assumidamente gay e tem uma filha chamada Amanda. Ele é expert em marionetes e ator infantil, e continua a atuar em peças teatrais para crianças. Chegou a produzir dois fimes: um pseudodocumentário (filme apresentado como real, mas na verdade é fictício) chamado “In Smog and Thunder: The Great War of the Californias” e o segundo intitulado “O inferno de Dante”, uma comedia apresentada como um teatro de bonecos.

Paul Zaloom como Beakman...

 
... Paul Zaloom na atualidade.

 04. Bud Spencer & Terence Hill
A dupla italiana fez muito sucesso no Brasil principalmente na “Seção da Tarde” dos anos 80 em filmes como “Meu nome é Trinity” (1971), “Dois Super Tiras em Miami” (1985), “A Volta de Trinity” (1994) e ”Os Encrenqueiros” (1994). O nome real de Terence Hill é Mario Giuseppe Girotti; nasceu em Veneza, Itália, em 1939. Durante a Segunda Guerra Mundial, viveu na vila de Lommatzsch, Alemanha. Era filho de um químico italiano e sua mãe era alemã. Já Bud Spencer foi batizado como Carlo Vicente Pedersoli, nasceu em Nápoles, Itália, em 1929. Foi um exímio nadador e tem em seu currículo participações nas Olimpíadas de 1952 (Helsinque), 1956 (Melbourne) e 1960 (Roma). Começou a ficar famoso ao atuar em filmes Western italianos. Atualmente, Terence Hill continua a trabalhar em filmes e na TV italiana e é protagonista da série “Don Matteo”, da Rede RAI; já Bud Spencer está aposentado.
A dupla Bud Spencer & Terence Hill nos tempos áureos....



... e a dupla italiana nos dias de hoje.

03. MacGyver (Profissão: Perigo)
Quem nasceu nos anos 80 deve se lembrar do destemido MacGyver, um agente secreto que não usava armas e resolvia tudo apenas com um cliclete, um grampo e um pouco de saliva. No Brasil, a série ficou conhecida como “Profissão: Perigo” e foi sucesso em sua exibição na Rede Globo, principalmente nos anos 80. Nos EUA, ”MacGyver” – o nome original da série – foi produzida entre 1985 até 1992 e tinha como protagonista o ator Richard Dean Anderson (nascido em 1950 em Minneapolis, EUA). Quem gosta de séries de ficção científica pode ver o ator no show “Stargate SG-1”, que foi ao ar pelos canais fechados Showtime (da 1ª até 5ª temporadas) e SyFy (da 6° até 10ª temporadas), entre 1997 e 2007. Ele participa de causas humanitárias e faz parte de uma ONG (é defensor da vida marinha e membro da Sea Shepherd Convervation Society). Atualmente vive com sua família em Malibu, na Califórnia). Em 2011, apareceu em alguns episódios do drama “Fairly Legal”.


MacGyver em "Profissão: Perigo"...

... Richard Dean Anderson na Comicon, em 2008
02. B.A. (“Esquadrão Classe A”)
Se hoje o cabelo moicano do jogador Neymar é moda, é repetição do que esteve na cabeça do povo nos anos 80 durante a exibição da série “Esquadrão Classe A”. Um dos mais populares personagens daquela série era o truculento B. A. Baracus - um negro forte e alto com o inconfundível corte moicano na cabeça. O personagem foi vivido por Mr. T (nascido Laurence Tureaud em Chicago, EUA, em 1951), um famoso lutador de Wrestling (luta-livre) profissional. Na TV, viveu B.A. entre 1983 e 1986. Outro papel marcante foi o boxeador Clubber Lang no longa “Rocky III”. Em 2005, ajudou as vítimas do furacão Katrina. Fez diversas participações em programas de TV interpretando ele mesmo, como em “Blossom”, “Saturday Night Live”, “Os Simpsons” e “Johnny Bravo”, entre outros shows. Atualmente, apresenta o programa da BBC “World's Craziest Fools”.
 Mr. T hoje...

... e ainda como B.A., nos anos 80.
01.Blossom
A antiga Sitcom estadunidense ficou no ar entre 1991 até 1995 e foi sucesso de audiência. No Brasil, foi exibida a partir de 1997 e foi retirada e recolocada do ar inúmeras vezes pelo SBT de Silvio Santos. A comédia contava a história de Blossom Russo, uma adolesceste que vivia com seus dois irmãos e seu pai que era separado de sua mãe, e falava sobre o cotidiano de uma família média dos EUA. A protagonista da série foi a atriz Mayim Biali, nascida em San Diego, EUA, em 1975. Quando a série acabou, Biali se afastou das câmeras para cuidar da sua vida pessoal: é Ph.D em neurociência, casou-se e é mãe de dois filhos. Não deixou completamente a vida de atriz: chegou a participar da série Fat Actress e fez algumas aparições na renomada série The Big Bang Theory.
Na foto esquerda, Mayim Biali hoje; na foto direita, ela como Blossom (canto inferior direito)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

5 músicas de aberturas de programas da TV brasileira

Como dizia o velho guerreiro Chacrinha, “na televisão, nada se cria, tudo se copia”. Poderíamos até prolongar o pensamento do célebre apresentador acrescentando que pode-se copiar de todas as manifestações artísticas e culturais. A música é uma importante aliada na fixação de uma marca na mente do telespectador. O famoso “plim plim” da Rede Globo é um bom exemplo de como nossa mente relaciona um som a um produto. LISTA DOS CINCO mergulha em programas brasileiros de TV que se encontram no ar há tempos e apresenta a origem de famosas e inesquecíveis músicas de abertura.

05. A Praça é Nossa
O tema de abertura do já antigo programa humorístico – inicialmente, foi criado por Manuel de Nóbrega em 1956 e reformulado em 1987, com o nome de “A Praça é Nossa” – é de autoria de Carlos Imperial. O criador do tema foi um artista polivalente - ator, cineasta, apresentador de TV, compositor e produtor musical – e a música “A Praça” foi sucesso na voz do cantor Ronnie Von na década de 60.  Imperial faleceu aos 56 anos em 1992, e música da abertura, hoje, apresenta versão mais contemporânea, com sintetizadores modernos.


04. Vídeo Show
O “programa instutucional” da Rede Globo – fala apenas sobre seu elenco e os shows apresentados pela emissora – tem o mesmo tema de abertura desde os anos 80, quando surgiu. Na verdade, a música tema é “Don't Stop 'Til You Get Enough”, um sucesso do Rei do Pop – o falecido Michael Jackson – e foi lançada em 1979. Porém, a versão orquestrada que é tocada na abertura é uma performance do instrumentista canadense Maynard Ferguson. O músico é considerado por muito um dos maiores inovadores do estilo “Big Band”, pois usava solos mais ousados e extensão instrumental extrema. Foi famoso por alcançar notas altas com seu  trompete. O músico faleceu em 2006, em Verdun, Canadá, aos 78 anos.



03. Silvio Santos
O famoso tema do “Lá Lá Lá Lá...” do Silvio Santos não foi composto pelo Homem do Baú. Na verdade, a música é uma versão de “Those were the days”, lançada em 1968 pela cantora britânica Mary Hopkin. A composição tem os créditos de Gene Raskin para a versão em inglês; o título e a melodia real são de uma canção russa chamada "Dorogoi dlinnoyu". A letra da música foi gravada em vários idiomas: em espanhol, se tornou "Que tiempo tan feliz"; em francês foi intitulada "Le temps des fleurs"; para o italiano ganhou o título "Quelli erano giorni" e em alemão virou "Am jenem Tag". Mary Hopkin – sua ilustre interprete – nasceu no País de Gales em 1950 e seu último álbum foi gravado em 1995 (apesar de ter lançado um disco ao vivo em 2005, com gravações antigas de 1972).


02. Globo Repórter
Muitas estórias giram em torno da trilha de abertura do programa “Globo Repórter”. A maioria dessas “lendas” diz que a música é de autoria da renomada banda Pink Floyd e trata-se de uma versão não lançada em nenhum disco. Para aqueles que acreditam nisso, lamentamos jogar um verdadeiro balde de água fria, pois na verdade, a música “"Freedom Of Expression” – o nome real da peça – é de creditado ao grupo  “J.B. Pickers”. A banda musical não tem nenhuma grande expressão no meio e o nome foi apenas usado na gravação do filme “Corrida contra o Destino” (Vanishing Point, EUA, 1971). É considerado um filme cult, pois foi uma das primeiras produções a considerar um carro (no caso, um Dodge) como elemento principal. Não há mais nenhuma música creditada em nome de J.B. Pickers.





01. Jornal Nacional
O famoso tema de abertura (e encerramento) do Jornal Nacional, tradicional telejornal diário da Rede Globo de Televisão, é uma trilha antiga. A composição é do ator e compositor estadunidense Frank de Vol e o nome real da canção é “The Fuzz”, inicialmente tema de um filme (“The Happening”, EUA, 1967). A música foi usada pela primeira vez em um telejornal em Phoenix, Arizona, EUA, na emissora KOOL-TV (hoje KSAZ-TV). De Vol criou inúmeras trilhas para filmes, como em “Doze Indomáveis Patifes” (The Dirty Dozen, 1967), “Onde fica o Farwest?” (The Frisco Kid, 1979) e “As Bonecas da Califórnia” (... All the Marbles, 1981). Ele faleceu em 1999, aos 88 anos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

5 famosos (e bons) dubladores brasileiros

Desde os tempos mais remotos, a língua sempre foi um obstáculo de comunicação entre os povos. Quando o setor do entretenimento cresceu, com a popularização do cinema e do TV, foram criados alguns meios para quebrar essa barreira cultural. Além das legendas – textos alocados no canto inferior da tela, simplesmente traduzindo as falas dos personagens – outra técnica surgiu a fim de facilitar a difusão das mídias audiovisuais. A dublagem substitui os diálogos dos atores em qualquer idioma e torna possível que um espectador consiga entender todo o desenrolar da trama sem o uso de legendas. A figura do dublador – que acima de tudo, não apenas empresta a voz, mas interpreta a situação com o personagem que carrega sua voz – passa a ser de suma importância, e a dublagem brasileira é considerada uma das melhores de todo o mundo. O primeiro trabalho dessa natureza no Brasil foi realizado em 1938 com a dublagem do clássico desenho “Branca de Neve e os Sete Anões”. LISTA DOS CINCO classifica alguns desses artistas que muitas vezes não são reconhecidos nas ruas, mas são donos de trabalhos memoráveis.

05. Guilherme Briggs
O dublador carioca Guilherme Neves Briggs nasceu em 1970 e além de emprestar a voz para diversos personagens de desenhos animados e filmes, é desenhista e diretor de dublagem. Tem vários trabalhos notáveis: ele faz a voz de Denzel Washington e Brendan Braser na maioria dos longas-metragens de ambos e ficou conhecido também por dublar o personagem Cosmo, de “Os Padrinhos Mágicos”. Dentre muitos outros trabalhos, dublou o protagonista do desenho “Freakazoid!” e Optimus Prime do filme “Transformers”. É quem dá a voz de Buzz Lightyear nos três filmes da franquia “Toy Story”. Começou a sua carreira em 1991, quando dublou o personagem Worf, do seriado “Guerra nas Estrelas”. Quando dublou Freakazoid, seu improviso durante as gravações o destacou e o texto do dublador/tradutor chegou a ser considerado até melhor que o original. Além da profissão, é integrante semi-regular do podcast do site Jovem Nerd.
 Para ouvir uma entrevista concedida por Briggs ao podcast Nerdcast (em janeiro de 2008), clique aqui.

04. Garcia Júnior
Descendente de uma das famílias pioneiras na dublagem nacional – era filho do renomado diretor Garcia Neto – Manoel Garcia Júnior nasceu em São Paulo, em 1967, e é dublador, tradutor e diretor. Sua voz foi usada em vários personagens da Disney – entre eles, dublou algumas vezes o Pato Donald e o Simba, em “O Rei Leão” – além do guerreiro He-Man e os desenhos antigos do Pica-Pau (principalmente os produzidos entre 1940 e 1955). Emprestou sua voz também a Harrison Ford em vários filmes. Porém, seu maior sucesso foi seu trabalho nos filmes do ator Arnold Schwarzenegger; ele dublou o ex-governador da Califórnia em produções de sucesso, como em “O Exterminador do Futuro” 2 e 3,  “O Vingador do Futuro”, “Comando para Matar”, “Fim dos Dias” e “Batman e Robin”. O ator é pouco usado nas dublagens desde 2005.
Alguns dos personagens dublados por Garcia Júnior

03. Nelson Machado Filho
Nosso blog lança um desafio aos leitores: sintonizem no SBT quando estiver sendo exibido o Chaves (e venhamos e convenhamos, isso não é muito difícil de aconteceu no canal do Silvio Santos) e abaixe o som totalmente. Com a TV em silêncio, imagine outra voz no personagem Quico quando ele surgir na tela. Use a imaginação, recorra a dubladores que você se lembra ou até vozes de pessoas conhecidas. Realmente, essa dublagem pertence a um seleto hall de vozes que se identificam perfeitamente com o personagem. O paulistano Nelson Machado Filho, o dublador do personagem mexicano, nasceu em 1954 e também empresta a sua fala a outras produções notáveis, como Roberto Benigni em “A Vida é Bela”, Robin Williams em “O Homem Bicentenário” e Rowan “Mr. Bean” Atkinson em “Johnny English” e “Tá todo mundo louco!”. Em desenhos animados, dublou Fred Flintstone e o herói Darkwing Duck.
Para ouvir uma entrevista concedida por Machado ao podcast Nerdcast em janeiro de 2007, clique aqui.

Personagens que carregam a voz de Nelson Machado

02. Waldyr Sant'anna
Nossos leitores mais velhos devem se lembrar de Terêncio, capataz de Sinhozinho Malta (vivido por Lima Duarte) na novela “Rock Santeiro”, de 1985. Mas poucos sabem que o ator que interpretou o capanga é também um renomado dublador brasileiro. Waldir Sant’anna imortalizou a voz do personagem Homer Simpson – um dos maiores ícones da cultura popular dos últimos tempos – e recentemente esteve envolvido em um processo que causou muita discussão. Ele dublou por 7 temporadas do desenho estadunidense e conquistou uma enorme legião de fãs em todo o Brasil. Porém, Sant’anna entrou na justiça solicitando o pagamento de direitos nas vendas de DVD’s do desenho (o dublador tinha direitos garantidos apenas nas exibições da TV). Em represália, a FOX substitui Walcyr por Júlio César Barreiros, o que causou furor entre os fãs da série. E devido a essa pressão, ele voltou a dublar o chefe da família Simpson na 15° temporada. Porém, a FOX o afastou do seu papel em definitivo na 18° temporada, sendo substituído por Carlos Alberto Vasconcellos da Silva (ex-apresentador da SporTV), que continua fazendo a voz de Homer até hoje. Muitos fãs enfurecidos não concordaram com a substituição, o que causa polêmica sem fim.
Para ver Homer Simpson sendo entrevistado em uma rádio brasileira, veja o vídeo abaixo:


01. Orlando Drummond
Drummond é um artista versátil e teve destaque em várias áreas artísticas: é ator, dublador, radialista e comediante. É até hoje reconhecido como o Seu Peru, o homossexual da extinta “Escolinha do Professor Raimundo”, além de emprestar a voz para desenhos famosos, entre eles Popeye, Alf (série e desenho) e o Vingador, de “Caverna do Dragão”. Porém, o carioca Orlando Drummund Cardoso, nascido em 1919, entrou para o Livro dos Recordes por ser o dublador que por mais tempo empresou a voz para um personagem. Por mais de 30 anos, cão Scooby-Doo, dos estúdios Hanna-Barbera, carrega em todos os filmes e desenhos a voz do experiente dublador. Com mais de 90 anos, Orlando Drummond diminuiu seu ritmo de trabalho e não é mais tão visto como antes.
Drummond concedeu entrevista ao "Programa do Jô". O vídeo está dividido em duas partes.





quarta-feira, 18 de maio de 2011

5 comerciais de TV inesquecíveis

“Quem não é visto, não é lembrado”, diz a velha premissa publicitária. Uma coisa é certa: todos os anos, empresas de qualquer natureza gastam milhões de dólares em campanhas publicitárias. Verdade seja dita, mas alguns desses comerciais ou são tão bem elaborados ou são tão simples, que são incorporados na cultura popular. Frases marcantes, misturas inusitadas, jingles (aquelas musiquinhas que grudam na cabeça) e até os garotos-propaganda impregnam tanto que mesmo depois do final da campanha publicitária, eles ainda podem ser vistos ou ouvidos. LISTA DOS CINCO relembra alguns famosos comerciais de TV.
05. Tostines
“Tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?”. O famoso “teorema” foi, por anos, o slogan dos famosos biscoitos. A campanha publicitária foi lançada apenas em 1984, mas a marca chegou ao mercado em 1965. Era fabricada pela Fábrica de Doces Carvalho & Lobo, localizado em um galpão na esquina da Rua Thiers com a Rua Hannemann, no bairro do Pari, em São Paulo. Tostines foi a primeira marca de biscoitos a ser embalada em pacotes, realidade que existia apenas nos EUA e na Europa. A marca foi líder de mercado por anos e a gigante suíça Nestlé a adquiriu em 1993. Com a aquisição, a Nestlé mudou o slogan para “Não tem segredo. Mais fresquinho e gostoso é Tostines”. Porém, a frase do “Teorema de Tostines” mantém-se viva até hoje. Relembre abaixo um dos comerciais famosos com a célebre pergunta:


04. Bamerindus
O antigo banco fundado em Curitiba apresentou várias campanhas publicitárias memoraveis no final dos anos 80 e que durou até meados dos anos 90. Em 1987, contratou o ator Toni Lopes para apresentar um revolucionário produto bancário conhecido na época como “conta remunerada”. Porém, nos anos 90, surgiu o jingle “O tempo passa, o tempo voa; e a 'Poupança Bamerindus' continua numa boa... é a 'Poupança Bamerindus'!", que é até hoje cantado. No programa “Domingão do Faustão”, da Rede Globo, era constantemente executado pelo “lendário” Maestro Caçulinha. No comercial de TV, o ator Toni Lopes sempre o terminava dizendo “Esse Bamerindus...” Toni protagonizou os comerciais do banco entre 1987 até 1995, quando foi contratado, agora, pelo Banco do Brasil. O ator morreu em 2004 quase que esquecido pela mídia. O Bamerindus mergulhou numa enorme crise e foi adquirido pelo banco inglês HSBC em 1997.
Não lembra quem foi Toni Lopes? Veja o comercial:

De lambuja, esse é o comercial com a memorável música:

03. Guaraná Antarctica
O jingle “Pipoca com Guaraná” faz parte de uma das mais famosas campanhas publicitárias nos anos 90. O comercial foi lançado em 1991 e o projeto publicitário é da empresa DM9. A música do comercial foi criado por  Campa, Mineiro e Brunetti. A Antárctica é líder brasileira no seguimento de refrigerantes a base de guaraná e lançou esse produto em 1921. É uma das quinze marcas de refrigerantes mais vendidas no mundo. Essa era a letra do famoso comercial:
"Pipoca na panela/começa a arrebentar/pipoca com sal que sede que dá! Pipoca e Guaraná, que programa legal/ Só eu e você, e sem piruá, que tal?
Eu quero ver pipoca pular (Pipoca com Guaraná)/Eu quero ver pipoca pular (Pipoca com Guaraná)/Quero ver pipoca pular, pular/Soy louca por pipoca e Guaraná
E pra relembrar, esse foi o famoso comercial da Antártica:


02. Bombril
Por muitos anos, a marca Bombril foi líder absoluta ramo de lãs de aço, quando dominava 90% desse mercado. Atualmente, sofre com a concorrência de outros produtos (principalmente da Asolan, da Hypermarcas). O slogan mais ilustre da marca de lãs de aço é “Bombril: mil e uma utilidades”. Seus comerciais de TV entraram para o Guiness Book em 1994, por ter a frente da campanha o mesmo garoto-propaganda desde 1978. O ator Carlos Moreno continuou no comercial até 2004, quando acumulou impressionantes 337 participações nos reclames da Bombril. Foi substituído por mulheres e convidado a voltar a frente das campanhas da marca em 2007. Em 2011, foi substituído por uma campanha denominada “Mulheres Evoluidas”, que conta com as atrizes Dani Calabresa, Marisa Orth e Monica Iozzi. Este é o comercial da volta de Carlos Moreno nos comerciais da Bombril:

01. Cofap
A Cofap é uma reconhecida marca de peças automotivas e sua fama foi conquistada graças a uma série de comerciais de TV, criados pela agência W/Brasil, veiculados entre 1989 até 1993. Esses reclames apresentavam amortecedores e eram estrelados um meigo cão da raça Dachshund marrom que sempre ajudava sua família. O sucesso foi tão grande que essa raça de cachorro alemã – que, aliás, de difícil pronúncia em português (diz-se algo como dachis-rundi) – é conhecida até hoje como Cofap ou Cofapinho. O nome real do cachorro era Rodolfo Cebolinha. A Cofap foi vendida á empresa italiana Magneti Marelli, subsidiada do grupo FIAT, em 1997. Veja uma coletânea de comerciais com o simpático cãozinho: